segunda-feira, 30 de maio de 2016

Pela Maravilhosa Graça Ev. Dilson Mendonça



Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Crise de integridade

Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor.

Crise de integridade | Pr. João Antônio Souza Filho
Soube recentemente que o Distrito Federal que compõe o Plano Piloto e as cidades ao redor tem cerca de 800 mil evangélicos ou 40% da população. Que diferença isto faz na sociedade brasiliense? Que diferença faz a grande percentagem de evangélicos em cidades como Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Anápolis e Goiânia com alto percentual de evangélicos?
O reflexo da infertilidade social dos evangélicos, e da falta de integridade pode ser visto na câmara dos deputados e no senado. Com raríssimas exceções, poucas são as vozes que gritam como João Batista no deserto e dizem a Herodes que ele é um corrupto!
O Brasil nesses dias vive as conseqüências da falta de integridade – é de se esperar que as pessoas que não têm temor de Deus ajam como queiram, sem respeitar o direito dos órfãos, das viúvas, dos aposentados, mas é inadmissível que muitos membros da chamada bancada evangélica estejam corrompidos pelo sistema político de Maquiavel. Tudo bem que na última eleição pra presidente da nação Lula tenha dito: “Eles não sabem do que somos capaz!” E que a Dilma tenha dito que apelaria até pro Diabo pra ganhar a eleição, mas não se pode admitir essa falta de integridade naqueles que se dizem nascidos de novo e que nos representam na Câmara Federal e no senado. Alguns ali na Câmara são pastores, bispos, líderes denominacionais que entraram no jogo sórdido e sujo das artimanhas de Maquiavel.
Mas, não podemos condenar apenas os políticos. Algumas das principais lideranças denominacionais estão presos ao sistema denominacional e tentam se livrar do odor de enxofre satânico que exala das estruturas podres de suas denominações. Em vez de exalarem o bom perfume de Cristo, exalam a murrinha do diabo. O mesmo jogo do engano e das sutilezas políticas invadiu as convenções, os concílios, os sínodos, os presbitérios – dê o nome que quiser – e transformaram suas denominações num grande partido político. Quando se reúnem, Deus fica bem distante do plenário!
As pessoas não cristãs quando olham para as denominações não a veem apenas como igrejas, mas como partidos políticos; e não respeitam os crentes como discípulos de Cristo e os têm como militantes de partidos políticos, como daqueles de que fazem parte.
Viajo constantemente pelo Brasil e quando perguntado sobre o que faço, respondo que sou escritor – o que de fato o sou – porque se disser que sou pastor, a pessoa ao meu lado vira a cara pra janela e não quer mais conversa comigo. Por que? Porque existe uma classe mal-cheirosa de pastores que rouba, e alardeia seus feitos, mostra sua ganância em luxuosos aviões, carros caríssimos importados e pela televisão não se cansam de pedir dinheiro.
Os membros das igrejas – muitos deles – não são culpados pela corrupção que grassa suas denominações, porque amam mais a Cristo e até ignoram o sistema de sua denominação. Diferentemente de seus líderes que tentam escorar as estruturas corroídas de cupim e de imoralidade de suas igrejas.
Os evangélicos vivem uma crise de integridade! Precisam se arrepender de seus pecados. A nação brasileira está do jeito que está porque as igrejas têm uma grande parcela de culpa elegendo pessoas sem caráter em troca de uma sandália ou de algumas telhas pra sua capelinha.
O joio cresceu no meio do trigo e só nos resta esperar a hora da ceifa quando o Pai disser, “separem o joio, queimem-no, e tragam o trigo para o meu celeiro”. Digo a você, meu irmão: Não se preocupe com esses imbróglios da política por onde escorre a maldade, a malignidade, a mentira e a coação.
Consagre-se mais a Deus; veja menos noticiário político; agarre-se à sua Bíblia e à oração, do contrário todos nós seremos varridos pelo Tsunami da imoralidade e da nefasta política.
Está na hora de haver uma grande revolução; não no mundo, mas na igreja; revolução de integridade e ética. Só assim a igreja, e não os políticos mudarão os rumos de nossa nação.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

A Ideologia de Gênero sob a ótica judaico-cristã

Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor.


A Ideologia de Gênero sob a ótica judaico-cristã
O ser humano é criativo, por vezes suas criações são maravilhosas, por outras desastrosas. Se formos olhar para a história da humanidade, veremos uma biblioteca de criações humanas, e uma infinidade de filósofos, sociólogos, defensores dos direitos humanos, psicólogos debatendo questões por vezes já solucionadas pela própria natureza. Mas muitos humanos não se contentam com as evidências, não se contentam com o “Eu Sou” como a definição da natureza, não se contenta com a realidade dos fatos, tende a confeccionar suas ideologias e doutrinas, por vezes vãs sem sentido, mas o que dizer do sentido se relativizarmos o sentido nada mais terá sentido, ou, tudo pode mudar de sentido, basta você desejar.
Não nos importamos mais com o equilíbrio natural das coisas, pois o “natural” se tornou opressor, o ser humano quer impor por força de palavras e militância um novo lugar para o natural ainda que isso signifique um desequilíbrio da natureza humana futura.
Passamos por um conflito de posições no tocante a doutrina judaico-cristã em contraposição á nova busca da autenticidade, identidade da chamada ideologia do gênero.
Não quero criar celeumas com este texto, apenas mostrar como o a religião Judaico -Crista pensa a respeito dessa família, desse homem e dessa mulher. Vale salientar que: quando falamos em cristãos falamos em pelo menos 89% da população nacional contando com evangélicos, católicos, outras religiões e pessoas que são sim conservadoras no sentido de preservar sua história, sua tradição, cultura e sua natureza biológica humana, conservar o modelo de conduta de amor ensinado pelo Deus que servimos.
Neste texto apenas quero mostrar porque para cristãos é impossível pensar no Gênero como algo igual fazendo parte da natureza sexual humana a intensão é esclarecer que para um Cristão ter que aceitar a Ideologia de gênero como verdade é negar a existência de Deus, e da natureza observável.
Mas o que a fé judaico-cristã pensa sobre este homem, esta mulher e sua família? Vamos analisar a Bíblia Sagrada, o código de ética dos judeus e dos cristãos. Logo no inicio encontraremos em Gêneses 2 e versículos, a ideia do criador, de DEUS, no tocante ao ser que o mesmo criou, ou seja, o homem e a mulher, vejamos:
Gênesis 2: 7 “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente. 18 E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele”
Deus dá origem ao homem, e deste criará uma AJUDADORA – NÃO AJUDADOR – o que deixa claro que está falando sobre masculino e feminino, ou seja, de sexo, que são opostos e que se completam. Mais a seguir Ele continua:
Gênesis 2:22 “E da costela que o Senhor Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão. 23 E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada. 24 Portanto, deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e será ambos uma carne”.
Não há como negar ou manipular o que está escrito na Biblia sagrada e inscrito na natureza humana. Deus deixa clara a formação do homem e mulher, e assim define o conceito de sexo masculino e feminino, questão ligada à natureza, à própria biologia, à fisiologia, etc. A civilização, partiu desse dogma, a confirmação intelectual e científica veio com a chamada teoria de Darwim que outrora nega Deus, mas reafirma através de sua teoria da seleção natural, da que atesta que a evolução das espécies, só se consolida, somente é possível, mediante a procriação entre um homem e uma mulher, um macho e uma fêmea, sem que tivesse a intenção de exaltar ou endossar a criação Divina.
Deus criou seu povo, sua evolução só foi possível com a organização social e pelo casamento heterossexual, assim foi determinado por Ele e pela natureza humana. Tudo que é evidente não necessita ser provado.
O desenvolvimento natural de homem e mulher nos é trazido quando da orientação que homem e mulher serão uma só carne. Dentre vários prismas de interpretação que podemos trabalhar, iremos atentar apenas ao que toca a formulação de família. Neste ponto começamos a observar o conteúdo lógico, ou seja, homem, mulher, sexos e união.
Há um grande conflito aqui, pois ideologia como o próprio Karl Marx – o tão venerado e adorado mestre dos revolucionários e progressistas – ideologia era uma “falsa consciência” e não um conjunto de ideias. E o “falso” discurso vê as coisas não como elas são de fato, mais de maneira invertida, de maneira diferente e deturpada. Isso serve para tudo, mas aqui vou me ater à sexualização como forma de prazer. “Ideologia da cultura sexual”.
Deus é lógica, é matemática, é biologia, é a evolução da humanidade. Deus não é ideologia, não se serve nem se presta a falácias.
 violência intelectual sofrida pelos que não aceitam a ideologia de gênero, não apenas por uma questão de fé, mas de opinião baseado em evidências jamais pode ser interpretada como preconceito. Pois essa é a grande falácia da atualidade, e é tão violenta quanto a tal homofobia que pregam. Podemos sim conviver com as pessoas e com as sexualidades ideologizadas, porém o cristianismo tem sua ideologia enraizada na fé, na cultura, na tradição e na biologia e é esta que acreditamos e queremos viver, mas podemos sim respeitar o outro, e queremos sim sermos respeitados além de nossa fé. Isso seria o ideal de sociedade. Direitos humanos para todos é um desafio, mas é possível.
Marisa Lobo, psicóloga, teóloga e especialista em Saúde Mental e Direitos Humanos.
"As opiniões ditas pelos colunistas são de inteira e única responsabilidade dos mesmos, as mesmas não representam a opinião do Gospel+ e demais colaboradores."

Por 

Marisa Lobo é psicóloga clínica, escritora, pós-graduada em saúde mental, conferencista realiza palestras pelo Brasil sobre prevenção e enfrentamento ás drogas, e toda forma de bullying, transtornos psicológicos, sexualidade da familia, entre outros assuntos. Teóloga, ela é promoter e organizadora da ExpoCristo realizada no Paraná. Marisa é casada, tem dois filhos e congrega na IBB em Curitiba.
Extaído: GOSPEL+

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Casa Branca arco-íris Comemora o Sim; Arca de Noé Lembra-nos do juízo de Deus e Amor

Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor.

Casa Branca
POR DAN DELZELL , ESPECIAL CP
08 de julho de 2015 | 11:05



Tem sido um longo tempo desde que Deus criou o 
primeiro arco-íris. Alguns 4.300 anos. E por isso é 
fácil ver por que muitas pessoas ignoram o que 
aconteceu nos dias de Noé. É irônico que a recente 
arco-íris Casa Branca foi usada para celebrar o 
pecado, em vez de lembrar as pessoas sobre o juízo 
de Deus contra o pecado e Seu amor pelos pecadores.
·                      
O cronograma bíblico revela o ponto da história em que 
Deus trouxe o Dilúvio sobre a Terra. Foi um ato de juízo 
divino em resposta a maldade do homem. E o arco-íris 
Deus criou depois do dilúvio era garantir homem que o 
Senhor nunca mais inundar a Terra como fez nos dias 
de Noé.

E por isso é irônico, e sim mesmo trágico, que o presi-
dente Obama iria escolher para iluminar a Casa Branca 
com um arco-íris depois da recente decisão da Suprema 
Corte. Era a sua maneira alta e orgulhosa de comemorar 
o pecado do casamento do mesmo sexo. Obviamente, o 
presidente não parecem acreditar que as histórias do 
Antigo Testamento da Arca e Sodoma e Gomorra de Noé 
eram fatos reais da história. Se ele fez, então ele também 
pode ser inclinado a acreditar que Jesus disse sobre ser 
o único caminho para o céu. (Ver João 14: 6.)
Você vê os meus amigos, a "arca" hoje é a cruz onde 
Cristo morreu, eo dilúvio está vindo com força total no 
Dia do Juízo. O arco-íris no céu lembra-nos do juízo de 
Deus e do seu amor, e isso nos aponta para a única 
maneira de escapar da ira vindoura e ser seguro para 
sempre no paraíso. Noé e sua família escaparam do 
dilúvio. E assim que todos aqueles que vêm a Cristo 
para salvação.
Ao invés de usar um arco-íris para celebrar o pecado, 
aqueles que conhecem a Cristo e crer em Sua Palavra 
entender que os pontos do arco-íris para o único Deus 
verdadeiro. Ele é um Deus de ambas julgamento e amor. 
Aqueles que ficou fora admirando o arco-íris Casa 
Branca seguravam cartazes dizendo: "Love Wins". 
Mas na Bíblia, o amor vence quando uma pessoa renuncia 
pecado e se afasta dele, enquanto confiar em Cristo para 
o perdão.
Imagine ter uma conversa com as pessoas dos dias de Noé
que se afogaram no dilúvio. Se você perguntasse a eles 
hoje se ou não o amor vence, eles iriam dizer-lhe que, ao 
escolher o caminho de maldade, eles impediram-se de 
experimentar o amor eterno de Deus.
Jesus sabia tudo sobre Noé eo dilúvio. De fato, Jesus disse: 
"Como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do 
Filho do homem. Pois nos dias anteriores ao dilúvio, 
comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até 
ao dia em que Noé entrou na arca, e eles não sabiam nada 
sobre o que aconteceria até que veio o dilúvio e os levou a 
todos Isso é como será na vinda do Filho do Homem ".. 
(Mateus 24: 36-39)Amor só ganha quando uma pessoa 
compreende que Deus é amor, e que só há uma arca, um 
Salvador, e um Evangelho. Aqueles que realmente conhecem 
a Cristo não comemoram o pecado, mas sim, eles celebram 
o Salvador e Seu caminho da retidão.
Como é que alguém pode reivindicar a acreditar nas palavras 
de Jesus, e ainda virar e dizer que Jesus estava errado sobre 
Noé? Infelizmente, isso é o que acontece no coração do 
homem quando ele optar por rejeitar a mensagem da Bíblia e, 
em vez perseguir os desejos de sua natureza pecaminosa. 
Todos nós estamos propensos a ir por esse caminho, e 
somente a Palavra de Deus eo poder do Espírito Santo pode 
nos livrar do tal engano.
Assim, enquanto os da Casa Branca, a mídia, e muitos em 
nossa nação comemorar o casamento do mesmo sexo, nós 
que acreditam que a Bíblia vai continuar a orar para as 
pessoas a vir a bordo da arca. Isto exige uma pessoa a se 
arrepender e parar de comemorar o pecado, e também para 
confiar em Jesus como Salvador e o único meio de salvação.
Hoje, na América, aqueles que acreditam que a Bíblia são 
percebidos a ser tão louco como Noé foi pensado para ser 
no seu dia. Mas isso é o que acontece com o povo de Deus, 
uma vez que são guiados pelo Espírito, em vez de liderado 
pela carne. A carne leva o homem a usar arco-íris na 
celebração de algo que Deus proíbe. O Espírito Santo, por 
outro lado, leva o homem no caminho da justiça e da paz 
para sempre.
Como foi nos dias de Noé, você também começa a fazer 
uma escolha. Mas o tempo está se esgotando. E você seria 
sábio para entrar na arca de imediato. Uma vez a bordo, 
então você vai começar a amar os outros com o amor que J
esus derramado por vós quando ele morreu pelos seus 
pecados.
Deus criou o primeiro arco-íris no céu cerca de 4300 anos 
atrás, e muitos mais arco-íris desde então. Enquanto isso, 
os homens conceber falsificações ao desígnio de Deus. 
E você começa a decidir se Jesus estava certo ou errado 
quando Ele afirmou ser o único caminho para o céu.
Jesus disse, em Mateus 7: 13,14, há uma grande estrada 
para a perdição, e um estreito caminho para a vida. 
Que caminho você está hoje?
Você vê arco-íris de Deus como uma desculpa para 
promover o pecado, ou como um sinal do amor e da 
salvação eterna do Senhor para todos os que se arrependem 
e crêem a boa notícia? Em outras palavras, se o presidente 
acertar com seu arco-íris Casa Branca, ou que Deus acertar 
na Bíblia e ao longo da história?
Enquanto a porta da arca permanece aberta hoje, não vai 
permanecer aberta indefinidamente.

domingo, 28 de junho de 2015

MAIORIA SILENCIADA

Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor.


MAIORIA SILENCIADA
As declarações depois da luta vitoriosa do cubano Yoel Romero contra o brasileiro Lyoto Machida expressam bem que tipo de pressão cada cidadão vive em um mundo cuja opinião está sendo criminalizada. Veja o que disse depois da vitória o lutador cubano:
"Escutem, pessoas! O que aconteceu com você, EUA? O que aconteceu com você? O que está acontecendo? Você esqueceu o melhor dos melhores do mundo, o nome de Jesus Cristo? O que aconteceu com você? Acorde, EUA! Volte a ele, volte! Volte a Jesus! Não se esqueçam de Jesus, povo!"
A mídia e grupos LGBTS entenderam corretamente que era uma critica a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que legalizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo em todo o país.
Sob pressão logo depois na luta na coletiva de imprensa Romero desconversou, escorregou e disse:
"Primeiramente, se causei algum mal-entendido, peço desculpas e perdão a quem se sentiu ofendido. Sou um homem de Deus, e Deus é amor. Porém, tudo o que eu falar sempre vai ser sobre amor. Tudo o que eu disse octógono era sobre o sonho americano. Houve um mal-entendido sobre o casamento gay. Também quero dizer que Deus disse a Maria Madalena: “Você é uma prostituta, vá e não peque mais". Eu vos digo com amor, quem sou eu para criticar alguém? Deus fez o homem para ser livre. Eu não me referia a isso. Se houve um mal-entendido, eu digo a vocês que sou um cara de livre arbítrio e que qualquer um pode fazer o que quiser. Não sou o tipo de pessoa que vai criticar alguém. Eu, primeiramente preciso olhar para mim mesmo, não para os outros. O que eu quis dizer era: EUA, muito obrigado por me dar o sonho americano! Não há melhor país do que esse, porque está abençoado por Deus. Está na nota de dólar. Esse país foi feito por pessoas cristãs e é abençoado por Deus".
Veja, ele tinha todo direito de expressar sua opinião contra ou a favor do casamento gay, mas a tolerância em nosso mundo agora tem o significado de endosso e aprovação do comportamento homossexual. Qualquer opinião contraria trata-se de uma blasfêmia, um sacrilégio contra o direito sagrado de uma minoria que deseja impor sobre a maioria seu estilo de vida.
Com seu voto vencido numa disputa apertada de 5X4 o juiz da suprema corte americana John Roberts disse que o ato jurídico “tira o poder das mãos do povo” e que “o clero de togas pretas se pronunciou. Será que a Igreja se curvará perante os novos mestres?”
Outro juiz da mesma Suprema Corte Antonin Scalia disse que tudo aquilo se tratava um golpe judicial equivalente à imposição de valores por parte de uma maioria elitista de juízes sobre 320 milhões de americanos.
A federalização do reconhecimento do casamento gay nos EUA parece mais um ato da religião autoritária que pretende queimar na fogueira pós-moderna os que insistem em resistir a "revolução", onde para esses seres trevosos, primitivos e reacionários só resta dobrar seus joelhos ou lidar com as consequências.
Romero foi bravo o suficiente para suportar Machida, mas recuou diante da fornalha acesa dos grupos de pressão. E nós o que faremos?

domingo, 24 de maio de 2015

“AS ARMADILHAS DO PASSARINHEIRO”. SALMO 91.

Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor.



“AS ARMADILHAS DO PASSARINHEIRO”. SALMO 91.

TODOS os cristãos verdadeiros enfrentam um predador que possui inteligência sobre-humana e astúcia. O Salmo 91:3 o chama de “O  Passarinheiro”. Esse inimigo poderoso astutamente tenta desencaminhar e apanhar o povo de Deus, assim como um passarinheiro faz com os pássaros.
Só que os pássaros literais por natureza são sábios e cautelosos, e não são fáceis de pegar. Primeiro para apanha-los tem de estudar cuidadosamente seus  hábitos seus costumes e desenvolver métodos astutos para aprisioná-los. Nós como pássaros figurativos, Satanás tem observado nossos hábitos e nossos costumes e tem colocado armadilhas sutis para tentar nos apanhar vivos. A Bíblia diz que: “alguns saíram da armadilha do Diabo” (2 Timóteo 2:26) O salmista identifica satanás como um Leão e o compara também a uma cobra Naja no Salmo 91:13.

O ATAQUE FRONTAL 
O Leão é considerado o Rei dos animais porque ele ataca suas presas pela frente não pelas costas. E por esse motivo que o Diabo também é comprado a um leão que ruge, dizendo:“MANTENDE os vossos sentidos, sede vigilantes, porque o vosso adversário, o Diabo, anda em volta como leão que ruge, procurando a quem devorar.” (1 Pedro 5:8) Assim como um leão, Satanás ataca às vezes de forma direta e frontal por meio de perseguição ou decretos. Alguns talvez caiam por causa desses ataques ferozes. Muitas vezes, porém, esses ataques frontais têm efeito contrário e acabam unindo o povo de Deus.

ATAQUES SUTIS.
A cobra é conhecida pela sutileza, ela ataca sutilmente.
Da mesma forma Satanás  usa de inteligência sobre-humana para dar botes traiçoeiros e mortíferos, como os de uma cobra venenosa de um lugar escondido. Muitos cristãos suportaram perseguições ferrenhas por lideres e estadistas, e depois abandonam a palavra por causa da imoralidade, do materialismo e de ideologias que contradiz as verdades da palavra de Deus.

SATANÁS E AS SUAS TÁTICAS
Ser capturado por ele significa nossa ruína espiritual. Portanto, para nossa proteção, precisamos identificar as várias táticas usadas por ele.

1-  O MEDO DO HOMEM: O Diabo gosta de se aproveitar da preocupação dos cristãos com o que os outros pensam sobre eles. “Tremer diante de homens” é um laço que o Diabo usa para desequilibrar alguns servos de Deus. (Provérbios 29:25)
2- O LAÇO DO MATERIALISMO: Ele também usa a isca do materialismo para nos apanhar. O sistema comercial deste mundo muitas vezes promove esquemas de enriquecimento rápido. Justamente em tempos de dificuldade econômica, em que alguns sacrificam sua espiritualidade para manter o seu padrão de vida.
3- O ENTRETENIMENTO PREJUDICIAL: Uma atitude parecida à de Sodoma e Gomorra tomou conta de grande parte da indústria do entretenimento. Até mesmo telejornais e revistas destacam a violência e alimentam o interesse excessivo pelo sexo. Muito do que a mídia apresenta como entretenimento ofusca a capacidade das pessoas de “distinguir tanto o certo como o errado”. (Hebreus 5:14)

COMO NOS PROTEGER?
É MORAR NO "LUGAR SECRETO DO ALTÍSSIMO!"
Não podemos resistir a Satanás e seus anjos perversos na nossa própria força física ou mental. Portanto, para evitarmos ser apanhados pelo “passarinheiro”, precisamos permanecer no lugar simbólico de proteção, isto é, “morar no lugar secreto do Altíssimo”, procurando“pouso sob a própria sombra do Todo-poderoso” do Salmo 91. Para estar no Lugar“Secreto do Altíssimo”, temos de estar “Revestidos da armadura completa de Deus, para que possamos nos manter firmes contra as maquinações do Diabo”, que estar registado em Efésios 6:11-18.

POR QUAIS MOTIVOS?
1- “O mundo inteiro jaz no poder do iníquo”, diz 1 João 5:19. Isso explica por que o Diabo pôde tentar Jesus por oferecer-lhe a autoridade e a glória de “todos os reinos da terra habitada”. (Lucas 4:5-7)
2- Satanás é “mentiroso e o pai da mentira”, mas se apresenta como “anjo de luz”, para nos enganar. ( João 8:44; 2 Coríntios 11:14) Ele dispõe do poder e dos métodos necessários para cegar a mente das pessoas  por meio de propaganda falsa, mitos e mentiras religiosas.   Não é de admirar que o apóstolo Paulo tenha escrito: “Temos uma Luta, não contra sangue e carne, mas contra os governos, contra as autoridades, contra os governantes mundiais desta escuridão, contra as forças espirituais iníquas nos lugares celestiais.” (Efésios 6:12)

A ARMADURA COMPLETA DE DEUS
Para mantermos nos lugar secreto do Altíssimo temos de nos equiparmo-nos da “Armadura Completa de Deus”.

1- “Mantende-vos firmes, tendo os vossos lombos cingidos com a verdade.” (Efésios 6:14a) Nos tempos bíblicos, os soldados usavam um cinto de couro de uns 15 centímetros de largura. Este cinto ajudava a proteger os lombos. Quando o soldado apertava o cinto, significava que estava pronto para a batalha.
2- “Vestindo a couraça da justiça.” (Efésios 6:14b) A couraça do soldado protegia um órgão físico vital, o coração. Portanto, na nossa armadura espiritual dada por Deus, a justiça divina nos protege o coração. Em sentido espiritual, o coração é símbolo apropriado do que nós somos no íntimo, nossos sentimentos, pensamentos e desejos.
3- “Tendo os vossos pés calçados do equipamento das boas novas de paz.” (Efésios 6:15) Em geral, os pés dos soldados romanos eram bem calçados para enfrentar as longas marchas pelas centenas de quilômetros de estradas romanas que se entrecruzavam pelo império.  Significa que estamos preparados para ação, prontos para divulgar a palavra de Deus em qualquer ocasião oportuna. (Romanos 10:13-15)
4- “Tomai o grande escudo da fé.” (Efésios 6:16) O soldado da antiguidade protegia-se com um grande escudo contra lanças e flechas. Se deixasse de usar um escudo, poderia ser gravemente ferido ou mesmo morto. Os recursos que Satanás usa para enfraquecer nossa fé e matar-nos espiritualmente. Incluem perseguição, mentiras, enganosas filosofias mundanas, atrações materialistas e a tentação de cometer imoralidade.
5- “Aceitai o capacete de salvação.” (Efésios 6:17a) O capacete do soldado protege-lhe a cabeça e assim o cérebro. A esperança de salvação do cristão é assemelhada a um capacete, porque protege a mente.
6- “A espada do espírito, isto é, a palavra de Deus.” (Efésios 6:17b) A Palavra de Deus, a Bíblia, age como uma poderosa espada para atacar mentiras e conceitos espirituais errôneos e para ajudar os sinceros a encontrar a liberdade espiritual. (João 8:31, 32)
7- “Com toda forma de oração e súplica, em todas as ocasiões, fazeis orações em espírito”. (Efésios 6:18)  A oração pode fortalecer-nos espiritualmente e ajudar-nos a permanecer alertas. Portanto, acatemos as palavras de Paulo e não deixemos de orar, pois isso nos ajudará a resistir a Satanás e seus demônios.

CONCLUINDO:
É possível vencermos a nossa guerra espiritual. Não há motivo para tremer de medo, pois o discípulo Tiago escreveu: ‘Sujeitai-vos a Deus, mas oponde-vos ao Diabo, e ele fugirá de vós.’ (Tiago 4:7) As Escrituras deixam claro que os servos de Deus não devem procurar agouros nem se envolver na astrologia, na adivinhação e no espiritismo. Se formos espiritualmente ativos e fortes, não precisamos ter medo do ataque do passarinheiro, e nem ter medo que alguém lance um feitiço contra nós. (Números 23:23; Deuteronômio 18:10-12; Isaías 47:12-15; Atos 19:18-20)



sábado, 7 de março de 2015

A visão arminiana sobre a predestinação do mal

Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor.

mao-estendida-homem
É evidente que os arminianos não concordam com a visão calvinista de que Deus determina todos os males da história da humanidade e decreta todos os pecados, todo o sofrimento e todos os crimes que já existiram. E isso por uma simples razão: tal doutrina faria de Deus o autor do pecado e do mal e o tornaria tão desumano quanto o diabo. Se o diabo estivesse no poder, certamente ele só determinaria pecados. E o Deus calvinista leva vantagem sobre o diabo apenas nisso: além de determinar pecados, também determina “coisas boas” de vez em quando.
Antes de mostrarmos a opinião arminiana sobre a posição calvinista, é necessário dizer que nenhum arminiano crê que nenhum sofrimento possa ser infligido por Deus. Deus nunca determinou pecado nenhum, mas, às vezes, o sofrimento (que difere do mal moral[1]) é necessário para o crescimento espiritual dos cristãos e, outras vezes, Deus executa seus juízos sobre os ímpios com algo que inclui sofrimento – o inferno, por exemplo[2].
O problema no calvinismo é que Deus não determina o sofrimento em algumas ocasiões específicas com um fim específico de crescimento espiritual na vida de algum cristão, nem executa seus juízos – que podem incluir sofrimento, como foi no Egito com as dez pragas – senão de forma banal e incondicional, onde todo o mal no mundo nada mais é senão o decreto divino em ação.
No calvinismo, um pedófilo é pedófilo porque Deus determinou que ele seria pedófilo e, portanto, ele não poderia fazer nada para mudar o fato de ser um pedófilo. Foi algo determinado e fixo antes da fundação do mundo, é imutável, não depende em nada da influência humana, não foram as escolhas do indivíduo que levaram Deus a determinar que ele seria um pedófilo, nada no indivíduo fez com que Deus tivesse essa escolha.
Para citar um exemplo prático, suponhamos que uma pessoa livremente decida ser um pedófilo, alicie crianças e estupre indefesos. Deus pode, na visão arminiana, executar seu juízo sobre este pedófilo, seja com a morte ou com algum outro método que ele queira. Mas no calvinismo é Deus que determina que ele seja um pedófilo, é Deus que determina que ele alicie crianças, é Deus que determina que ele estupre indefesos e é Deus que determina que ele sofra um juízo pelos seus maus atos. Que sentido tem o juízo num mundo desses? Nenhum, a não ser por pura diversão.
O juízo só faz sentido caso algo mal tenha sido praticado livremente, e não se tudo é determinado, incluindo a própria ação má. Mas se todas as ações más são juízos de Deus, como cria Calvino, então deveríamos entender que Deus executa seus juízos executando estupro de menores, empregando a tortura e estimulando a pedofilia, já que tudo é determinado por Deus, e todas as ações más que Deus determina são juízos dele. Isso é obviamente abominável e é de pasmar como possa existir cristãos que ainda creem nisso.
E, ainda nas ocasiões em que Deus executa os seus juízos, isso não inclui o pecado. Deus nunca, em hipótese alguma, de nenhum modo concebível, pode determinar uma coisa como um estupro de um infante por um pecado deste infante ou de seus pais. Deus não tem nenhuma parte com o pecado. Quando Deus executa os seus juízos, ele nunca usa um pecado para este fim. Deus não justifica os fins pelos meios. Ele não peca para depois ensinar santidade. Ele não determina todo o pecado que há no mundo para depois dizer para não pecar. Isso é umdecretum horribile.
Foi este ensino calvinista que afastou Armínio e os arminianos do calvinismo, e, de fato, é este mesmo ensino que continua afastando cada vez mais pessoas do calvinismo, e umas das explicações para o fato de que o calvinismo que antes era tão predominante no protestantismo tenha perdido tantos adeptos e hoje seja minoria na comunidade evangélica como um todo.
Ninguém quer servir a um Deus que possa tê-lo predestinado não apenas à perdição, mas também às causas da perdição. Até mesmo um crente que hoje pensa estar salvo e firme na fé pode, na verdade, estar predestinado por Deus a apostatar, a blasfemar e a cometer todos os tipos de pecado e terminar no fogo do inferno. E não há nada que este indivíduo possa fazer para mudar isso. Ele não pode mudar o decreto eterno que Deus fez de forma incondicional, sem qualquer relação com sua presciência ou com atos livres praticados pelo sujeito.
Foi por isso que Armínio expressou que este ensino calvinista é “pior do que o qual nem mesmo o próprio diabo pôde conceber em seu propósito mais maligno”[3]. Ele disse que “a partir destas premissas nós deduzimos que Deus, de fato, peca, que Deus é o único pecador, e que o pecado não é pecado”[4]. Para ele, “esta doutrina é repugnante à natureza de Deus e injuriosa à glória de Deus”[5].
Ele também disse:
“Se esta ‘determinação’ denotar o decreto de Deus pelo qual Ele resolveu que a vontade deveria ser depravada e que o homem deveria cometer pecado, então a consequencia disso é que este Deus é o autor do pecado”[6]
John Wesley foi outro que rejeitou fortemente o determinismo calvinista. Em seu famoso sermão “Graça Livre”, ele disse que iria “mencionar um pouco dessas terríveis blasfêmias contidas nessa horrível doutrina”[7], e Susana Wesley, sua mãe, afirmou que “a doutrina da predestinação, como sustentada pelos rígidos calvinistas, é muito repugnante, e deve ser completamente abominada, porque ela acusa o mais santo Deus de ser o autor do pecado”[8].
David Bentley é ainda mais enfático:
“Ele exige que acreditemos e que amemos um Deus cujos fins bondosos serão realizados não apenas apesar de – mas totalmente por forma de – toda crueldade, cada miséria fortuita, cada catástrofe, cada traição, cada pecado que o mundo já conheceu, ela exige que acreditemos na necessidade espiritual eterna de uma criança morrem do uma morte agonizante de difteria, de uma jovem mãe devastada pelo câncer, de dezenas de milhares de asiáticos engolidos em um instante pelo mar, de milhões assassinados em campos de extermínio e campos de trabalhos forçados e fomes forçadas (e assim por diante). De fato é uma coisa estranha buscar a paz em um universo tornado moralmente inteligível á custo de um Deus tornado moralmente repugnante”[9]
John Miley segue a mesma linha e afirma que, “se for assim, todo mal, físico e moral deve ser atribuído diretamente a Deus. O homem também não pode ter nenhuma agência pessoal ou responsável. Pois o bem e o mal são apenas os súditos passivos de uma providência absoluta. À luz da razão, consciência e Escritura, não existe tal providência sobre o homem”[10]. Ele acrescenta que “uma teoria de providência que obrigatoriamente torna a ação moral impossível ou faz de Deus o agente determinante em todo o mal não pode ter lugar em uma teologia verdadeira”[11].
Laurence Vance assevera:
“Na Bíblia, um homem despedaçou sua concubina em doze partes e a enviou aos termos de Israel (Jz 19.29). Foi por meio de um decreto soberano, eterno? Algumas pessoas queimavam seus filhos no fogo a Moloque e faziam sexo com animais (Lv 18.21-24). Isto aconteceu conforme o conselho determinado de Deus?”[12]
Simão Episcópio, discípulo de Armínio, afirmou:
“Ele jamais decreta ações más para que elas aconteça; nem ele as aprova; nem as ama; nem ele alguma vez já as propriamente outorgou ou as ordenou: muito menos de forma a causá-las; ou as obteve, ou as incitou ou forçou alguém a elas”[13]
Clark Pinnock responde ao determinismo de Feinberg da seguinte maneira:
“Deveria ficar bem claro para o leitor as razões por que o número de calvinistas rigorosos é tão pequeno, relativamente. O calvinismo envolve a pessoa em dificuldades agonizantes de primeira grandeza. Faz com que Deus se transforme num tipo de terrorista que vai por aí distribuindo tortura e desastre, e até mesmo exigindo que as pessoas façam coisas que a Bíblia diz que Deus aborrece. Há alguns anos, um louco assassinou vinte pessoas numa das casas de lanches McDonald, perto de San Diego. De acordo com Feinberg, embora Deus não goste de coisas desse tipo, Ele a decretou assim mesmo. Não seria mais simples dizer que Deus não gosta disso, e deixar as coisas envoltas em mistério? Feinberg diz que a exigüidade do espaço não lhe permite dar uma resposta completa, e pede-nos que consultemos seu livro. Ele terá de desculpar-me por eu pensar que isso é desculpa esfarrapada, e que não importa a extensão de seu livro, não há maneira de limpar a reputação de Deus, num caso assim. Não é preciso a pessoa pensar muito para responder por que muita gente torna-se descrente, ou ateu, ao defrontar-se com tal teologia. Um Deus assim teria muita coisa por que responder”[14]
Norman Geisler também diz:
“O primeiro problema é que, pela lógica, tal conceito torna Deus a causa eficiente de todas as decisões livres, inclusive as más ações. Se os seres humanos, agentes individuais, não são as causas eficientes reais do mal, é Deus, então, quem pratica os raptos, os assassinatos, e outras crueldades, usando seres humanos. Tal conceito é biblicamente herético, e moralmente repugnante”[15]
O filósofo arminiano Jerry Walls também sustenta que “é impensável que tanto mal abunde se Deus determinou todas as escolhas humanas”[16]. Roger Olson diz que esse ensino calvinista “torna difícil enxergar a diferença entre Deus e o diabo”[17], e que “Deus é, desse modo, retratado, no melhor cenário, como moralmente ambíguo, e, no pior cenário, um monstro moral”[18]. Ele ainda discorre sobre o argumento calvinista de que todas as desgraças do mundo Deus determina por uma “razão soberana”, quando ele conta sobre uma experiência que teve em um hospital:
“No corredor, pude ouvir uma criança pequena, talvez de dois ou três anos de idade, gritando em agonia entre tosses horríveis e ânsias de vômito. A pobre criança estava sendo segurada por alguém que falava de maneira calma e suave com ela enquanto ela tossia incontrolavelmente e então gritava mais um pouco. Não era de forma alguma uma birra normal ou costumeira de crianças ou um grito de desconforto. Jamais ouvi algo igual àquilo antes e desde aquele evento, até mesmo na TV. Meu pensamento constante era: ‘Por que alguém não faz algo para aliviar o sofrimento daquela criança?’ Eu queria correr pelo corredor e ver se poderia ajudar, mas posso dizer que havia muitas pessoas ao redor daquela criança naquela sala. O que eu ouvi me assombra até hoje. Parece que a criança estava possivelmente morrendo uma morte agonizante. Se o calvinismo for verdadeiro, Deus não apenas planejou e ordenou, mas também tornou certo aquele sofrimento horrível daquela pequena criança. Ele não apenas planejou e ordenou e tornou certa a doença da criança, mas também a agonia resultante”[19]
Ele também diz que, “embora Deus tenha o direito e o poder de fazer o que lhe aprouver com qualquer criatura, o caráter de Deus como amor e justiça supremos tornam certos atos de Deus inconcebíveis. Entre estes está a preordenação do pecado e do mal”[20]. O comentário mais polêmico de Olson, que causou e continua causando muita revolta dos calvinistas, foi quando ele disse que, se lhe fosse revelado que o Deus calvinista era o verdadeiro, ele não o adoraria:
“Um dia, no fim de uma sessão de aula sobre as doutrinas da soberania de Deus do calvinismo, me fez uma pergunta que eu tive que parar de levar em consideração. Ele perguntou: ‘se fosse revelado a você de uma forma que você não pudesse questionar ou negar que o Deus verdadeiro na verdade é como o calvinismo diz e os preceitos como o calvinismo afirma você ainda o adoraria?’ Eu sabia que a única resposta possível sem um momento de reflexão, embora eu soubesse que isto chocaria muitas pessoas. Eu disse não, que eu não o adoraria porque eu não podia. Tal Deus seria um monstro moral. É claro, eu tenho consciência de que os calvinistas não pensam que os seus pontos de vista da soberania de Deus fazem dele um monstro moral, mas eu posso simplesmente concluir que eles não têm pensado nisso através de sua conclusão lógica ou mesmo levado suficientemente a sério as coisas que dizem sobre Deus e o mal e o sofrimento inocente no mundo”[21]
Claro, não demorou muito para que os calvinistas reagissem ferozmente contra Olson, chamando-o inclusive de “blasfemo”. Mas ele não afirmou em momento nenhum que ele não adoraria a Deus (ao verdadeiro Deus), e sim que não adoraria a um falso deus, a um deus criado pelos deterministas, um deus que determina todas as tragédias, todo o mal, todo o pecado e todo o sofrimento do mundo. Este não é o Deus verdadeiro, mas um pintado pelos deterministas.
Tal como dificilmente um cristão diria que adoraria Alá (o Deus dos muçulmanos) caso lhe fosse revelado que este é o Deus verdadeiro e que ele se agrada de ataques suicidas de homens-bomba em hospitais e em escolas matando milhares de inocentes, é igualmente difícil tolerar a ideia de um deus que não apenas se agrada disso, mas que determina torna certa tais ações, sendo os homens meros instrumentos nas mãos deste deus. Osama Bin Laden não seria um terrorista, seria meramente um instrumento usado por aquele que realmente pregaria o terror, aquele que usa os terroristas para estes fins.
Um deus que diz para o homem não pecar, mas ordena determina que ele peque e não há nada que o homem possa fazer para evitar este decretum horribile. Um deus que usa terroristas para destruir hospitais, para matar inocentes, para derrubar prédios. Um deus sádico e tirano, pronto para determinar um pecado e punir o pecador pelo pecado já pré-determinado que ele deveria fazer. Com certeza, este não é o Deus da Bíblia. Como disse o poeta protestante John Milton (1608-1674), “posso ir para o inferno, mas um Deus como esse jamais terá o meu respeito”.

  Textos Bíblicos
Quando eu vejo um calvinista se esforçando o máximo que pode para provar biblicamente que Deus determina o pecado, imediatamente penso o mesmo que John Wesley:
“Você representa Deus como pior do que o diabo; mais falso, mais cruel, mais injusto. Mas você diz que você irá provar isso, através das Escrituras. Espere! O que você irá provar através das Escrituras? Que Deus é pior do que o diabo? Não pode ser! O que quer que essas Escrituras provem, elas nunca irão provar isso; o que quer que o seu verdadeiro significado seja, esse não será seu verdadeiro significado”[22]
De fato, chega a soar ridículo e até mesmo patético que tenhamos que provar pelas Escrituras que Deus não determina o pecado. É tão absurdo quanto ter que provar biblicamente que Deus existe, ou que Jesus é o salvador, ou qualquer outra verdade autoevidente da Bíblia. A simples alegação de que a Bíblia afirma que Deus determina o pecado é uma blasfema contra a Bíblia, e ainda mais contra Deus. Como disse Wesley, seja lá o que for que as Escrituras provam, elas nunca irão provar isso.
Um mundo em que Deus é pior que o diabo, pois todos os atos do diabo na verdade são determinados por Deus, é um mundo que deveria nos encher de pavor e de duvidarmos se o amor que a Bíblia tanto atribui a Deus é mesmo verdadeiro. No calvinismo, até mesmo o ódio que o diabo tem contra Deus provém de Deus, pois eles não admitem nenhum pensamento ou evento que seja autocausado.
Mas para que nenhum calvinista alegue que a Bíblia ensina esta doutrina terrível que faz de Deus um ser pior que o diabo, iremos provar pelas Escrituras o básico: nenhum pecado é determinado por Deus. Para começar, João nos diz:
“Vocês sabem que ele se manifestou para tirar os nossos pecados, e nele não há pecado” (1ª João 3:5)
Seria estranho, senão cômico, que Jesus tenha se manifestado para tirar os nossos pecados que ele mesmo colocou. Deus determina que nós pequemos e depois envia o Seu Filho para tirar esses pecados, mas continua determinando pecados novos. Isso é absurdo, obviamente. De Deus não há nenhuma determinação maligna, ou senão João não teria dito:
“Esta é a mensagem que dele ouvimos e transmitimos a vocês: Deus é luz; nele não há treva alguma” (1ª João 1:5)
De Deus só provém luz, e não trevas. As trevas são do próprio coração corrupto do homem, são autocausadaspor ele. Uma prova clara na Bíblia de que o pecado – que João identifica como sendo a cobiça da carne, dos olhos e a ostentação de bens – não provém de Deus (i.e, não é determinado por Ele), e sim do próprio homem, está em 1ª João 2:16, onde ele diz:
“Pois tudo o que há no mundo – a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens – não provém do Pai, mas do mundo” (1ª João 2:16)
Se o pecado não provém do Pai, então não pode ser causado ou determinado por Ele. O pecado, se não provém de Deus, só pode ser autocausado pelo próprio homem, e não por algum agente externo. É isso o que Tiago também diz de forma clara:
De onde vêm as guerras e contendas que há entre vocês? Não vêm das paixões que guerreiam dentro de vocês?” (Tiago 4:1)
As guerras e as contendas, para Tiago, não vem de Deus, mas das “paixões que guerreiam dentro de vocês”, isto é, da carne, da natureza do próprio ser humano. Para crer que tudo vêm de Deus – incluindo o pecado – teríamos que considerar João e Tiago dois mentirosos, pois João diz que o pecado não provém de Deus e Tiago diz que o pecado vem do próprio homem. Ou eles não entendiam bem o determinismo calvinista, ou eles não criam nisso.
Tiago é ainda mais explícito sobre isso quando diz:
“Quando alguém for tentado, jamais deverá dizer: ‘Estou sendo tentado por Deus’. Pois Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta. Cada um, porém, é tentado pela própria cobiça, sendo por esta arrastado e seduzido” (Tiago 1:13-14)
Além de dizer que o pecado provém de si mesmo e não de Deus (i.e, autocausado, e não externamente determinado), ele ainda diz que Deus a ninguém tenta. O calvinista tem que fazer um verdadeiro malabarismo mental neste texto para conseguir conciliá-lo à ideia de que Tiago cria que Deus não tenta ninguém, masdetermina todas as tentações e todos os pecados.
Isso é simplesmente impossível, visto que “tentar” é menos que “determinar”. Alguém que é somente “tentado” ao pecado não necessariamente cai nele. Jesus foi tentado, mas não caiu. Mas a determinação vai muito além disso: a pessoa simplesmente não pode deixar de pecar, se Deus determinou que ela pecasse. Então, lá no fundo, o que o “Tiago calvinista” estava dizendo era isso:
“Quando alguém for tentado, jamais deverá dizer: ‘Estou sendo tentado por Deus’. Pois ele não tenta, eledetermina que se peque”
De fato, tentar ao pecado é simplesmente inclinar alguém ao pecado, mas no calvinismo Deus não apenas tenta(inclina a vontade do homem para onde ele quer), mas também determinaordena e decreta que o homem caia nesse pecado, o que é muito pior. A única forma de negar isso seria afirmando que os pecados do crente são autocausados, sem qualquer determinismo externo, mas isso seria o fim do determinismo, e, consequentemente, o fim do calvinismo[23].
O Antigo Testamento também está cheio de citações que nos mostram que Deus não determina nenhum pecado. Em Jeremias, Deus nos fala sobre alguns pecados cometidos pelo povo israelita, e diz:
“Construíram nos montes os altares dedicados a Baal, para queimarem os seus filhos como holocaustos oferecidos a Baal, coisa que não ordenei, da qual nunca falei nem jamais me veio à mente” (Jeremias 19:5)
Deus diz que aqueles pecados nunca foram ordenados por ele, nunca foram ditos por ele e nunca vieram à mente dele. Ou Deus é bipolar e falso, que ordena e determina o pecado antes da fundação do mundo e depois de forma dissimulada diz que nunca ordenou aquilo, ou o determinismo é mais falso que nota de três reais.
Na verdade, se o determinismo fosse verdadeiro, Deus não teria qualquer razão para reclamar com os israelitas naquela ocasião. Afinal, eles estavam apenas cumprindo o decreto divino. Eles não poderiam fazer nada para deixarem de cumpri-lo. Deus determinou antes da fundação do mundo que eles deveriam queimar seus filhos como holocausto aos deuses pagãos, eles não tinham como mudar esse decreto, foram lá e queimaram, e fim de papo.
Como que Deus pode colocar a culpa de um ato em um ser humano que estava apenas cumprindo ordens contra as quais ele não poderia agir de forma diferente, e, pior ainda, ordens vindas do próprio Deus? E como Deus poderia, honestamente, dizer que não ordenou aquilo, se na verdade ele havia ordenado desde antes da fundação do mundo? Como aquilo “nunca lhe veio à mente” se foi exatamente o que ele incluiu em seu decreto, que fixou e determinou de forma incondicional e imutável, sendo que os israelitas em questão estavam apenas cumprindo o que Deus ordenou desde sempre?
Deus seria, na melhor das hipóteses, dissimulado ao dizer que jamais lhe veio à mente ordenar um pecado que foi ordenado antes dos próprios israelitas pecarem. Não há forma satisfatória de conciliar uma teologia que diz que foi Deus quem ordenou em seu decreto que os pais queimariam seus filhos em sacrifício a Baal com este texto, que diz tão claramente o contrário. É preciso, além de um senso de crueldade apurado e de um senso moral coibido, um verdadeiro assassinato da interpretação bíblica para dizer que foi Deus quem de fato ordenou todo esse morticínio.
Outro texto que nos mostra que Deus não determina pecados é Habacuque 1:13, que diz:
“Teus olhos são tão puros, que não suportam ver o mal; não podes tolerar a maldade. Por que toleras então esses perversos? Por que ficas calado enquanto os ímpios engolem os que são mais justos do que eles?” (Habacuque 1:13)
Deus é tão puro que não suporta ver o mal que ele mesmo decretou? Ele não tolera a maldade que ele mesmo determinou? O que alguém em sã consciência determina livremente sem qualquer coerção externa e não pode tolerar nem suportar sua própria determinação livre? É natural que Deus não tolere nem suporte algo que não foi determinado por ele, mas que seja um mau uso do livre-arbítrio dos próprios seres humanos, mas é completamente absurdo que Deus tenha livremente determinado algo (sem qualquer influência externa ou coerção que o levasse a tomar essas decisões) que ele depois não tolere e nem suporte.
Os calvinistas também teriam que mudar o conceito bíblico de que todas as coisas que Deus faz é bom. Se Deus faz o mal ou o determina, então nem tudo o que Deus faz é bom, ou o próprio mal não existe, ou o mal é bom. Os calvinistas, em suma maioria, creem que o mal existe e que o mal é mau e o bem é bom, então tem que assumir a consequencia lógica de que nem tudo o que Deus faz é bom, contradizendo diversos textos bíblicos (Gn.1:31; Ec.7:29). À luz de Habacuque 1:13, teriam que inferir também que Deus não apenas determina coisas más, mas que também não suporta nem tolera as coisas más que ele determina!
Outro exemplo claro de que não é Deus quem determinou a Queda e o pecado está em Eclesiastes 7:29, que diz:
“Eis aqui, o que tão-somente achei: que Deus fez ao homem reto, porém ele se meteu em muitas astúcias!” (Eclesiastes 7:29)
Ao invés de o autor inspirado dizer que Deus fez o homem reto e depois fez com que ele caísse (como creem os calvinistas), ele diz que Deus fez o homem reto (sem pecado) e o próprio homem que causou sua própria Queda, “se metendo em muitas astúcias”. Assim, vemos Deus determinando a criação de um Adão íntegro, e Adão, por sua própria concupiscência através de um pecado autocausado, se desvia. Deus determina a primeira parte (da retidão); o homem se desvia por conta própria.
Também teriam que negar o Salmo 145, que diz:
“Justo é o Senhor em todos os seus caminhos, e santo em todas as suas obras” (Salmos 145:17)
O Senhor é santo em todas as suas obras. Mas lembre-se que os calvinistas dizem que Deus não determina apenas coisas boas, mas coisas más também – incluindo o pecado. Consequentemente, teriam que acreditar que a má determinação é um bom caminho e que o pecado é uma boa obra, se Deus determina o pecado e mesmo assim todas as suas obras são santas, e não “algumas”. Isso mudaria todo o nosso conceito de “pecado”, e nos traria para mais perto dos conceitos humanistas seculares de relativismo, onde tanto o pecado quanto o mal nada mais são que ilusões – o mesmo que a maioria dos calvinistas creem em relação ao livre-arbítrio[24].
Eliú também diz:
“Portanto vós, homens de entendimento, escutai-me: Longe de Deus esteja o praticar a maldade e do Todo-Poderoso o cometer a perversidade!” (Jó 34.10)
Se Eliú fosse determinista, ele teria que crer que Deus não pratica a maldade, apenas a determina e a torna irrevogável, da mesma forma que não comete a perversidade, mas ordena a perversidade por meio de um decreto imutável antes da fundação do mundo. Deus não “pratica” nem “comete”, mas faz coisas muito piores, pois quem “pratica” e “comete” está apenas cumprindo aquilo que foi determinado por ele, não podendo nem mesmo agir de forma contrária!
O Salmo 5:4 diz claramente que “tu não és um Deus que tenha prazer na iniqüidade, nem contigo habitará o mal” (Sl.5:4). Isso foi o que levou alguns calvinistas a entrarem em paradoxos e confusões mentais ao ponto de empregarem linguagem contraditória tal como: “Deus deseja o pecado indesejosamente”, pois a Bíblia diz claramente que Deus não tem prazer no pecado, mas os calvinistas creem que o pecado é determinado por Deus. Portanto, os calvinistas são levados a crer que Deus determina coisas que não tem vontade, que determina o mal e o pecado mesmo não gostando do mal e do pecado, que não tem prazer na iniquidade, mas a decreta assim mesmo.
Por fim, ficaria difícil entender bem o que os autores bíblicos queriam realmente dizer quando exclamavam que “Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; e toda a terra está cheia da sua glória” (Is.6:3), sendo que “aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado” (Tg.4:17), e Deus, sabendo que o certo é fazer o bem, determina o contrário. É como disse Limborch: “O que pode ser mais desonroso, o que pode ser mais indigno de Deus do que torná-lo o autor do pecado, que é tão extremamente inconsistente com sua própria santidade?”[25]
Alguns contestam tudo isso se apegando a um texto bíblico que parece dizer que Deus criou o mal. Trata-se de Isaías 45:7, que diz:
“Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas estas coisas” (Isaías 45:7)
Contudo, o original hebraico possui quatro palavras diferentes para o “mal”, e nem todas elas representam o malmoral. Aqui a palavra hebraica utilizada é ra, que tem como um de seus significados “calamidade”[26]. Essa interpretação é ainda mais reforçada pelo contexto, que traça um contraste entre paz e guerra, e não entre bem e mal. Se a tradução correta fosse por “mal”, o texto estaria contrastando o bem e o mal, e ficaria assim: “eu faço o bem e crio o mal”. Mas ele está em contraste com paz, o que significa que está no contexto de batalha, pois o inverso de paz é guerra.
Norman Geisler e Thomas Howe acrescentam no “Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e ‘Contradições’ da Bíblia”:
“Na sua forma temporal, a execução da justiça de Deus às vezes é chamada de ‘mal’, porque parece ser um mal aos que estão sujeitos a ela (cf. Hb 12:11). Entretanto, a palavra hebraica correspondente a ‘mal’ (rá) empregada no texto nem sempre tem o sentido moral. De fato, o contexto mostra que ela deveria ser traduzida como ‘calamidade’ ou ‘desgraça’, como algumas versões o fazem (por exemplo, a BJ). Assim, se diz que Deus é o autor do ‘mal’ neste sentido, mas não no sentido moral”[27]
Assim, a tradução mais correta desse verso é aquela oferecida pela Nova Versão Internacional e por outras versões, que diz:
“Eu formo a luz e crio as trevas, promovo a paz e causo a desgraça; eu, o Senhor, faço todas essas coisas” (Isaías 45:7)
A “desgraça” (NVI) ou “mal” (ARA) não é o mal moral, como o pecado, mas a guerra, em contraste com a paz. A Bíblia não é absolutamente contrária à guerra, contanto que seja por uma boa razão. Se os Aliados não tivessem lutado contra Hitler na Segunda Guerra Mundial, provavelmente o mundo teria sido dominado pelos nazistas e seus planos de exterminar todas as raças exceto a “raça pura” ariana teria sido levado à ação em todo o mundo. Isso é totalmente diferente de dizer que toda guerra é boa, ou de justificar guerras por motivos fúteis como mera conquista territorial ou roubar petróleo do Iraque.
Em resumo, Deus não determina o pecado e o mal moral nunca. Isso macularia a santidade divina e o tornaria um monstro de pior crueldade que o próprio diabo. Nenhum texto bíblico, quando analisado à luz do contexto, ensina o determinismo, e existem inúmeros textos que provam o contrário. Mas iremos abordar estes textos mais adiante, porque agora é importante pensarmos um pouco em que tipo de “amor” que os calvinistas atribuem a Deus.
[1] Sobre a diferença entre o sofrimento e o mal moral, recomendo uma análise no apêndice 2 de meu livro: “As Provas da Existência de Deus”, onde eu abordo o problema do mal.
[2] Como foi mostrado em meu livro “A Verdade sobre o Inferno”, a Bíblia não ensina um tormento eterno dos ímpios, e sim um castigo correspondente aos pecados de cada um (Lc.12:47,48), tendo por fim a morte. Mas isso não muda o fato de que há sofrimento durante o tempo que eles estão ali, ainda que seja um sofrimento justo e não desproporcional.
[3] ARMINIUS, “An Examination of the Theses of Dr. Franciscus Gomarus Respecting Predestination”, Works. v. 3, p. 602.
[4] ARMINIUS, “A Declaration of Sentiments”, Works. v. 1, p. 630.
[5] ARMINIUS, “A Declaration of Sentiments”, Works. v. 1, p. 623, 630.
[6] ARMINIUS, “Nine Questions”, Works. v. 2, p. 65.
[7] WESLEY, John. Graça Livre, XXIII.
[8] Susanna Wesley, citado em A. W. Harrison, Arminianism (Londres: Duckworth, 1937), p. 189.
[9] David Bentley Hart, The Doors of the Sea: Where Was God in the Tsunami? (Grand Rapids: Eerdmans, 2005) p. 99.
[10] MILEY, John. Systematic Theology. 1983, reimpressão. Peabody, Mass.: Hendrickson, 1989, v. 1, p. 330.
[11] MILEY, John. Systematic Theology. 1983, reimpressão. Peabody, Mass.: Hendrickson, 1989, v. 1, p. 329.
[12] VANCE, Laurence M. O outro lado do calvinismo.
[13] EPISCÓPIO, Simão. Confession of Faith of Those Called Arminians. London: Hean e Bible, 1684, p. 110.
[14] PINNOCK, Clark H. Predestinação e Livre-Arbítrio: Quatro perspectivas sobre a soberania de Deus e a liberdade humana. Editora Mundo Cristão: 1989, p. 78.
[15] GEISLER, Norman. Predestinação e Livre-Arbítrio: Quatro perspectivas sobre a soberania de Deus e a liberdade humana. Editora Mundo Cristão: 1989, p. 97.
[16] WALLS, Jerry. “The Free Will Defense, Calvinism, Wesley, and The Goodness of God”, Christian Scholar’s Review, n. 13, v. 1, 1983, p. 28.
[17] OLSON, Roger. Contra o Calvinismo. Editora Reflexão: 2013, p. 35.
[18] OLSON, Roger. Contra o Calvinismo. Editora Reflexão: 2013, p. 35.
[19] OLSON, Roger. Contra o Calvinismo. Editora Reflexão: 2013, p. 139-140.
[20] OLSON, Roger. Teologia Arminiana: Mitos e Realidades. Editora Reflexão: 2013, p. 155.
[21] OLSON, Roger. Contra o Calvinismo. Editora Reflexão: 2013, p. 134.
[22] WESLEY, John. Graça Livre, XVI.
[23] Temos que lembrar mais uma vez que, para Calvino e os calvinistas posteriores, a própria vontade do homem provém de Deus, e não do próprio homem. No calvinismo, não existem atos autocausados, e sim atos causados por um agente externo (Deus), que influencia na vontade do homem, que não tem real opção de escolha senão o que Deus quer que ele escolha. Sendo assim, Deus seria o responsável tanto por tentar (i.e, inclinar a vontade) como também por concretizar (determinar) esse pecado, como resultado da tentação. É algo obviamente completamente oposto ao sentido do texto que Tiago nos passa.
[24] Em Isaías, Deus diz: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” (Is.5:20).
[25] LIMBORCH, Philip. A Complete System, or, Bordy of Divinity, trad. William James. London: John Darby, 1713. p. 372.
[26] De acordo com a Concordância de Strong, 7451.
[27] GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual popular de dúvidas, enigmas e ‘contradições’ da Bíblia. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 1999.
Extraído do livro “Calvinismo X Arminianismo: quem está com a razão?”, Biazoli, cedido pela comunidade de arminianos do Facebook