terça-feira, 15 de março de 2011

O FRUTO DA BOCA

Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor. 


Do fruto da boca de cada um se fartará o seu ventre; dos renovos dos seus lábios se fartará. 


PROVÉRBIOS 18.20 


Você não receberá as bênçãos de Deus simplesmente por crer. 

Você não será salvo, curado, nem receberá respostas às orações simplesmente por crer. 

A maioria dos cristãos pensa que tudo isso se obtém apenas pelo ato de crer, mas a Bíblia 
não ensina isso. A Bíblia ensina que devemos crer e declarar o que cremos ter recebido. 
Por exemplo, para recebermos a salvação, o texto em Romanos 10.9,10 indica as condições 
necessárias: Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres 
que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. 

Note que não está escrito que você será salvo simplesmente porque crê. O versículo 
seguinte encerra essa idéia: Porque com o coração se crê para justiça, e com a boca se 
confessa a respeito da salvação. 

Em Marcos 11, Jesus não finalizou o versículo 23 afirmando que receberíamos tudo aquilo 
em que crêssemos. Ele o encerrou, dizendo: Tudo o que disser, receberá. 

A fé sempre é expressa em palavras! As palavras que você fala, não somente no 
domingo, na igreja, ou quando ora, mas durante a sua vida, todos os dias, no lar, com seus 
amigos e no emprego determinam aquilo que você receberá na vida. 

DGM Obras Sociais: Ajuda terremoto japonês e Vítimas do Tsunami

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Não há maior prazer do que servir!

domingo, 13 de março de 2011

Um Manifesto Evangélico

Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor.


A Religião Evangélica

Manifesto escrito por
John Charles Ryle
1º Bispo da Diocese da Igreja da Inglaterra de Liverpool.
"para aprovardes as coisas excelentes" (Fp 1:10)

BAIXE ESSE MANIFESTO EM PDF AQUI

I. PRINCÍPIOS Evangélicos
1. A supremacia absoluta das Santas Escrituras
Nos mostre qualquer coisa, escrita claramente, naquele Livro, nós o receberemos, acreditaremos, e nos submetermos a isso. Nos mostre qualquer coisa contrária àquele Livro, e ainda que seja sofisticado, plausível, bonito e aparentemente desejável, não o teremos por nada.

2. A doutrina do pecado e corrupção humanas
O homem está radicalmente doente. Eu creio que a ignorância da extensão da Queda, e de toda a doutrina do pecado original, é uma das grandes razões porque tantos não podem nem entender, apreciar, nem receber a Religião Evangélica.

3. A obra e serviço de nosso Senhor Jesus Cristo
O eterno Filho de Deus é nosso Representante e Substituto. Nós sustentamos que o povo deve ser continuamente orientado a não fazer um Cristo da Igreja.
Nós cremos que nada nunca é exigido entre a alma do homem pecador, e Cristo o Salvador, mas a fé simples como de uma criança.

4. O trabalho interior do Espírito Santo
Nós sustentamos que as coisas que mais precisam ser apresentadas e reforçadas na atenção dos homens são as grandes obras do Espírito Santo – arrependimento interior, fé, esperança, ódio ao pecado, e amor à lei de Deus. Afirmamos que dizer aos homens para terem conforto em seu batismo ou membresia na igreja enquanto essas graças absolutamente importantes são desconhecidas, não é meramente um erro, mas crueldade intencional.

5. O trabalho Externado e Visível do Espírito Santo na vida dos homens
Sustentamos que dizer a um homem que ele é "nascido de Deus" ou regenerado, enquanto vive em descuido ou pecado, é uma ilusão perigosa.
É a posição que tomamos nestes cinco pontos que caracteriza grandemente a teologia Evangélica. Dizemos corajosamente que elas são coisas primeiras, principais, chefes e governantes no cristianismo.

II. PROTESTOS Evangélicos

1. Nós protestamos contra a prática moderna de primeiro personificar a Igreja, e então divinizá-la, e finalmente idolatrá-la.

2. Nós nos recusamos a admitir que Ministros Cristãos sejam, em qualquer sentido, sacerdotes que sacrificam.
Percebemos que sacerdotismo ou sacerdócio tem sido freqüentemente a maldição da cristandade, e a ruína da verdadeira religião.

3. Nós Nos recusamos a admitir que os Sacramentos de Cristo transmitem graça por si mesmos.
Nós protestamos contra a idéia de que no batismo o uso da água, no Nome da Trindade, é invariável e necessariamente acompanhada pela regeneração. Nós protestamos contra a idéia de que a Ceia do Senhor é um sacrifício. Sobre tudo, nós protestamos contra a noção de qualquer presença local do corpo e sangue de Cristo na Ceia do Senhor, nas formas de pão e vinho, como "idolatria a ser abominada por todos os cristãos fiéis".

4. Nós nos recusamos a nos juntar ao clamor, "sem bispo, sem igreja". "[sem bispo, não há igreja]"
Nós nos recusamos a crer que bispos são infalíveis, ou que suas palavras devem ser cridas quando não estão em harmonia com as Escrituras.

5. Nós sustentamos que não pode haver real união sem unidade na fé.
Nós protestamos contra a idéia de união baseada num episcopado comum, ao invés de uma fé comum no Evangelho de Cristo. Nós abominamos a própria idéia de re-união com Roma, a não ser que a própria Roma primeiro purge-se de suas muitas falsas doutrinas e superstições.

III. PERSUASÕES Evangélicas

1Substitua Cristo por qualquer coisa, e o Evangelho está totalmente estragado!

2.Adicione qualquer coisa a Cristo, e o Evangelho deixa de ser um Evangelho puro!

3.Coloque qualquer coisa entre os homens e Cristo, e os homens irão negligenciar a Cristo por aquilo que foi colocado!

4. Destrua as proporções do Evangelho de Cristo, e você arruinará sua eficácia!

5. A religião Evangélica deve ser o Evangelho, todo o Evangelho e nada além do Evangelho.

IV. PRÁTICAS Evangélicas

"Sede vigilantes, permanecei firmes na fé, portai-vos varonilmente, fortalecei-vos." (I Co 16:13)

1. Esforce-se para que a religião pessoal seja completa e totalmente Evangélica.
O mundo está possuído por um demônio de falsa caridade sobre religião.

2. Não comprometa princípios Evangélicos.
Tome bastante cuidado com novas decorações de igreja, nova música de igreja, e um modo quase histérico de realizar adoração na igreja.

3. Observe que eles não fazem nenhum bem real, os que misturam pregação Evangélica com cerimônias rituais.
O mundo nunca será ganho por flerte e comprometimento; ao se usar ambas as formas, e tentar agradar a todos.

4. Encare o perigo com coragem e lute com ele usando a mesma Palavra que Cranmer, Latimer e Ridley usaram para lutar.

5. O caminho do dever é limpo, claro, e inconfundível. União e organização de todos os homens Protestantes e Evangélicos, exposição incansável das negociações papistas de nossos antagonistas do púlpito, palco e imprensa.
Eu digo, "Não se renda! Não deserte! Não comprometa! Nada de paz desgraçada!". 

FONTE: GraceGems
revisor: Daniel Campos
tradutor: voluntário via Twiter

Como chamar de irmão a quem Deus chama de filho?

Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor.


Em 1980 os evangélicos somavam cerca de 7,9 milhões de pessoas, em 1991 já éramos uma nação de 13,7 milhões de pessoas, se olharmos os dados do ano 2000 veremos uma população de 26,1 milhões de pessoas, ou seja, em 2000 éramos praticamente dois Equadores! Levando em consideração esse crescimento espantoso, alguns analista dizem que o Brasil poderá ser daqui a alguns anos uma nação de 50% evangélica! 
Levando em conta os números do censo de 2000, ou seja, 26,1 milhões de pessoas evangélicas, é incrível a maneira como esses 26,1 milhões de evangélicos se comportam entre si! Alguns se cumprimentam, outros nem se olham, e a maioria dessas divergências são por causa de opiniões diferentes, por causa de costumes diferentes. Levando ao pé da letra, nós temos uma enorme dificuldade em chamar de irmão a quem Deus chama de filho! 
As nossas maiores diferenças são por de forma de batismo, forma de se vestir, forma de pensar, forma de falar, forma com a qual lidamos com a vida, enfim a lista de nossas divergências são enormes, mas parece que nós não tentamos se unir, e nas poucas vezes que se unimos sempre acontece alguma “briguinha” interna entre nós e tudo se espalha outra vez.
O interessante de tudo isso, é que todos esses 26,1 milhões de evangélicos tem pelo menos uma bíblia em casa, e talvez uma maioria esmagadora tenha lido, pelo menos uma vez o livro de Filipenses no capitulo 1 versículo 27, nesse texto o Apóstolo Paulo nos fala claramente sobre como devemos estar unidos e lutando juntos pela fé evangélica vejam:

 “Vivei, {Vivei; no original, portai-vos como cidadãos} acima de tudo, por modo digno do evangelho de Cristo, para que, ou indo ver-vos ou estando ausente, ouça, no tocante a vós outros, que estais firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica;”


Vejam que ele não diz “…lutando juntos pela fé da igreja Assembléia de Deus” ou “…lutando juntos pela fé das igrejas Presbiterianas”, nem Batistas, nem da Universal, nem da Deus é Amor, mas sim lutando juntos Paulo diz, pela fé evangélica. Isso me da uma tranqüilidade, porque eu não tenho que lutar por doutrina de denominação nenhuma, mas sim pela fé evangélica! Eu tenho que viver acima de tudo de modo digno do evangelho de Cristo, aonde só se entra no Reino, quem transformar o coração num coração de criança; e sinceramente eu nunca vi criança Presbiteriana brigando por doutrina com criança da Batista, você já viu?
Mas o mais importante de tudo isso, é saber que estamos lutando não contra carne, nem contra sangue, mas sim contra principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestes!

Agora que identificamos o nosso inimigo, nós podemos lutar contra ele, e não contra um pensamento diferente, não contra um costume diferente, mas sim contra os principados e potestades! 

Depois que nos unirmos, estando todos nós firmes em um só espírito, como uma só alma, lutando juntos pela fé evangélica; poderemos dizer: "Eu faço parte do corpo de Cristo, um corpo onde ele é a cabeça e eu talvez seja a cutícula da unha, mas sabendo que Unidos venceremos e divididos cairemos!"



Luiz, SP

sexta-feira, 11 de março de 2011

A tal da felicidade

Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor.

Quando eu acabei de ler esta mensagem abaixo, fiquei a pensar como o mundo age sem ter o conhecimento da palavra de Deus. "A tal da felicidade", isto significa que os homens procuram ela de muitas maneiras, mas mesmo usando todos os meios intelecto para entende-la e adquiri-la não conseguirão. Mas porque? Porque ela é um estado de espírito, (o homem em si é espiritual). Ele precisa deste estado de espírito para poder alcançar sua felicidade. Jesus disse: "Sem mim nada podeis fazer" e mais disse Jesus: "Eu sou o caminho a verdade e a vida, e ninguém vai ao Pai, senão por mim" João 14:6..... A felicidade esta neste estado de espírito, ir ao verdadeiro encontro da verdade, pois é ela que liberta. Jesus também declarou "Que a verdade vos libertará". Ainda que muitos como Pilatos lavam as mãos e não se interessam pela verdade, será assim mesmo a volta de Jesus a esta terra.
Todos estarão desapercebidos procurando a felicidade em filosofia, psicologia, religiões, etc.
Como os Judeus nos tempos de Jesus, esperavam o messias, Ele veio a 2000 anos passados. 
Passou esta oportunidade que tiveram, mas os magos ficaram maravilhados com o nascimento do messias. E você como esta diante desta encruzilhada.


Pr.Dilson de Mendonça.


A tal da felicidade


Desde que os antigos gregos se debruçaram à desafiadora, senão fútil, tarefa de dar sentido ao mundo, o conceito de felicidade não saiu mais de nossa agenda. Nas últimas décadas, o tema foi atacado sem constrangimento ou remorso pelos autores de autoajuda. Se acreditarmos no que afirmam, felicidade é algo que se consegue frequentando praias tropicais, fazendo dietas mágicas, exercícios aeróbicos e cirurgia plástica, e, principalmente, comprando, comprando e comprando.

Além dos oportunistas, filósofos, teólogos, sociólogos, psicólogos e até mesmo economistas têm se debruçado sobre a questão: o que traz a felicidade? Hoje, existe até um Journal of Happiness Studies, que se declara interdisciplinar e se dedica ao entendimento do estado subjetivo de bem-estar. Como todo bom periódico científico, ele conta com comitê científico, avaliação por pares e toda a parafernália exigida pela ciência. Resultado: pouca poesia e muita estatística.

Em um trabalho inédito, comentado recentemente nas páginas da revista The Economist, Daniel W. Sacks, Betsey Stevenson e Justin Wolfers, da Universidade da Pensilvânia, mostram que a variação entre níveis de satisfação com a vida entre países é muito grande e relaciona-se à renda per capita. No topo da escala estão países desenvolvidos, tais como Dinamarca, França e Estados Unidos. Na base, estão países pobres, como muitas nações africanas, e em crise, como o Iraque e o Haiti. De fato, é óbvio: um dinamarquês, que nasceu e vive apoiado por um Estado de Bem-Estar Social, com saúde e educação garantidas, liberdade política e alto poder aquisitivo, terá menos a reclamar do que um haitiano, vitimado por gerações de governos ineptos e desastres naturais.

Entretanto, o dinheiro não explica tudo. Em torno da reta de regressão há países mais felizes, ou mais infelizes, do que faria supor sua renda per capita. Hong Kong e Dinamarca têm renda similar, porém, os nórdicos são mais felizes que os asiáticos. Os europeus são homogêneos, exceto pelos depressivos portugueses. O Brasil e a Bulgária têm renda próxima, porém, os brasileiros obtiveram nota 6,5 na escala de felicidade, enquanto os búlgaros ficaram abaixo de 4, tornando-os o povo mais infeliz do mundo, relativamente à sua renda.

Um caso singular é o Reino do Butão, com 700 mil habitantes e renda per capita de, aproximadamente, 5 mil dólares. Esse pequeno país asiático mede há anos a Felicidade Nacional Bruta, lá considerada mais importante do que o Produto Interno Bruto.

Significativamente, em 2006, a revista norte-americana BusinessWeek indicou o país como o mais feliz da Ásia e o oitavo mais feliz do mundo.

Em outro artigo, publicado em edição recente do respeitado Journal of Personality and Social Psychology, Ed Diener, da Universidade de Illinois e do Gallup, Weiting Ng, do Singapure Institute of Management, e James Harter e Raksha Arora, também do Gallup, analisaram uma pesquisa com amostras de habitantes de 132 países. Os autores consideraram duas dimensões da felicidade, ou bem-estar: a avaliação que os indivíduos fazem de sua vida, ou nível geral de satisfação com a vida (também analisado no estudo mencionado acima); e o humor, ou a experiência com sentimentos positivos (prazer e satisfação) e com sentimentos negativos (preocupação e tristeza).

Diener e seus colegas confirmaram que a renda (PIB per capita) está relacionada com o bem-estar quanto à primeira dimensão: o nível de satisfação dos indivíduos com sua vida. Eles também concluíram que a renda nacional é mais relevante do que a renda individual, o que significa que os recursos em saúde e educação têm maior impacto sobre o bem-estar do que a capacidade individual de realizar gastos.

Por outro lado, a relação entre a renda e os sentimentos positivos e negativos é fraca. Tais sentimentos são mais influenciados pelo nível de atendimento das necessidades sociopsicológicas. Portanto, aumentos na renda melhoram a avaliação que os indivíduos fazem de suas vidas, porém, não afetam muito o seu humor. As sensações de bem-estar são mais afetadas pela existência de boas relações pessoais, liberdade de ação e oportunidades de desenvolvimento. Na conclusão do artigo, os autores declaram: “De forma contrária àqueles que dizem que o dinheiro não é associado com a felicidade e àqueles que dizem que o dinheiro é extremamente importante, nós concluímos que o dinheiro é muito mais relacionado com algumas formas de bem-estar do que com outras”.

Jean-Jacques Rousseau, o filósofo francês que viveu de 1712 a 1778, havia registrado para a posteridade: a felicidade consiste em um bom saldo bancário, uma boa cozinheira e uma boa digestão. Quase três séculos foram necessários para que a ciência comprovasse sua sabedoria!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Como deve exercer o pastor seu ministério?

Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor.


A EXCELÊNCIA COM QUE O PASTOR DEVE EXERCER O SEU PASTORADO – jr;3;15 

(HυmildαdєSєmprє) 

1. O pastor deve apascentar o rebanho de Deus com conhecimento 
• O pastor é um estudioso. Ele deve ser um erudito. Ele precisa conhecer a Palavra, alimentar-se 


da Palavra e pregar a Palavra. 
• Paulo diz que deve ser considerado digno de redobrados honorários aqueles que se afadigam 


na Palavra. Precisamos estudar até à exaustão. 
• Precisamos cavar e oferecer ao povo de Deus as insondáveis riquezas de Cristo. Somos mordomos: 


precisamos oferecer um cardácio apetitoso, balanceado. 
• As cátedras seculares envergonham os púlpitos. Precisamos nos apresentar como obreiros aprovados. 


Precisamos realizar o ministério com um padrão de excelência. 

2. O pastor deve apascentar o rebanho de Deus com inteligência 
• Inteligência significa com sabedoria, com sensibilidade. Sabedoria é usar o conhecimento para os 

melhores fins. Precisamos tratar as ovelhas de Deus com ternura. Paulo diz que o pastor é como um 

Pai e também como uma mãe. 
• O pastor chora com os que choram e festeja com os que estão alegres. 
• O pastor é trata cada ovelha de acordo com sua necessidade, com seu temperamento, com seu jeito 

peculiar de ser. Ele é dócil com as crianças como Jesus que as pegou no colo. Ele trata os da sua idade 

como irmãos e aos mais velhos como a pais. 
• Uma coisa é amar a pregação, outra coisa é amar as pessoas para quem pregamos 

terça-feira, 8 de março de 2011

Origens do Dia Internacional da Mulher

Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor.

Quero aqui junto a esta postagem 
deixar a minha homenagem as 
mulheres no mundo, 
e em especial a minha querida 
mamãe Emilia Goulart de 
Mendonça, onde as mulheres
do passado nos trouxeram 
grandes ensinamentos e 
dedicação a familia.











Origens do Dia Internacional da Mulher


Adriana Jacob Carneiro
FOLHA DE S. PAULO

A proposta de perpetuar o 8 de março como Dia Internacional da Mulher foi feita no ano de 1921, em homenagem aos acontecimentos de Petrogrado

A origem do Dia Internacional da Mulher, data significativa na luta pelos direitos das mulheres, vem sendo distorcida no Brasil e em diversos países. Na cobertura midiática, o dia 8 de março é associado a um incêndio que teria acontecido em 1857 em Nova York e provocado a morte de 129 trabalhadoras têxteis. Elas teriam sido queimadas como punição por um protesto por melhores condições de trabalho.

É importante destacar que houve, de fato, um incêndio, só que em 25 de março de 1911 e de forma diferente da narrada pela imprensa.

As chamas começaram quando um trabalhador acendeu um cigarro perto de um monte de tecidos e alastraram-se rapidamente. As portas das escadas de incêndio estavam trancadas por fora, para evitar que os funcionários saíssem mais cedo. O saldo foi de 146 vítimas fatais, 13 homens e 123 mulheres.

No edifício, funciona hoje a Faculdade de Química da Universidade de Nova York. O incêndio na Triangle Shirtwaist Company foi importante para a melhoria das condições de segurança de trabalhadores como um todo, e não apenas das mulheres, já que também havia homens entre as vítimas.

Um ano antes, em 1910, durante o 2º Congresso Internacional de Mulheres Socialistas em Copenhague, a alemã Clara Zetkin propôs que fosse designado um dia para a luta dos direitos das mulheres, sobretudo o direito ao voto.

Ou seja, o Dia Internacional da Mulher já existia antes do incêndio, mas era celebrado em datas variadas a cada ano.

Para compreender a escolha do 8 de março, remontamos ao dia 23 de fevereiro de 1917, 8 de março no calendário gregoriano. Naquela ocasião, as mulheres de Petrogrado, convertidas em chefes de família durante a guerra, saíram às ruas, cansadas da escassez e dos preços altos dos alimentos. No dia seguinte, eram mais de 190 mil.

Apesar da violenta repressão policial do período, os soldados não reagiram: ao contrário, eles se uniram às mulheres.

Aquele protesto espontâneo transformou-se no primeiro momento da Revolução de Outubro. A proposta de perpetuar o 8 de março como Dia Internacional da Mulher foi feita em 1921, em homenagem aos acontecimentos de Petrogrado.

Mas, sobretudo após a Segunda Guerra Mundial, em decorrência dos interesses do poder no período, seu conteúdo emancipatório foi se esvaziando. No fim dos anos 1960, a data foi retomada pela segunda onda do movimento feminista, ficando encoberta sua marca comunista original. Em 1975, a ONU oficializou o 8 de março como o Dia Internacional da Mulher.

Para além da distorção dos fatos históricos, um aspecto diferencia fundamentalmente a participação das mulheres nos dois episódios.

No incêndio da Triangle Shirtwaist, a mulher é vítima da opressão dos patrões e do fogo. Já nos protestos de 1917, ocupa uma posição de protagonismo. Encoberto, o fato deixa de mostrar a participação política das mulheres na construção de uma revolução que tem papel importante para a história mundial.

Adriana Jacob Carneiro, jornalista, é mestranda do Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Cultura e Sociedade da Universidade Federal da Bahia e pesquisadora em gênero e mídia do grupo Miradas Femininas.