sábado, 7 de março de 2015

A visão arminiana sobre a predestinação do mal

Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor.

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É evidente que os arminianos não concordam com a visão calvinista de que Deus determina todos os males da história da humanidade e decreta todos os pecados, todo o sofrimento e todos os crimes que já existiram. E isso por uma simples razão: tal doutrina faria de Deus o autor do pecado e do mal e o tornaria tão desumano quanto o diabo. Se o diabo estivesse no poder, certamente ele só determinaria pecados. E o Deus calvinista leva vantagem sobre o diabo apenas nisso: além de determinar pecados, também determina “coisas boas” de vez em quando.
Antes de mostrarmos a opinião arminiana sobre a posição calvinista, é necessário dizer que nenhum arminiano crê que nenhum sofrimento possa ser infligido por Deus. Deus nunca determinou pecado nenhum, mas, às vezes, o sofrimento (que difere do mal moral[1]) é necessário para o crescimento espiritual dos cristãos e, outras vezes, Deus executa seus juízos sobre os ímpios com algo que inclui sofrimento – o inferno, por exemplo[2].
O problema no calvinismo é que Deus não determina o sofrimento em algumas ocasiões específicas com um fim específico de crescimento espiritual na vida de algum cristão, nem executa seus juízos – que podem incluir sofrimento, como foi no Egito com as dez pragas – senão de forma banal e incondicional, onde todo o mal no mundo nada mais é senão o decreto divino em ação.
No calvinismo, um pedófilo é pedófilo porque Deus determinou que ele seria pedófilo e, portanto, ele não poderia fazer nada para mudar o fato de ser um pedófilo. Foi algo determinado e fixo antes da fundação do mundo, é imutável, não depende em nada da influência humana, não foram as escolhas do indivíduo que levaram Deus a determinar que ele seria um pedófilo, nada no indivíduo fez com que Deus tivesse essa escolha.
Para citar um exemplo prático, suponhamos que uma pessoa livremente decida ser um pedófilo, alicie crianças e estupre indefesos. Deus pode, na visão arminiana, executar seu juízo sobre este pedófilo, seja com a morte ou com algum outro método que ele queira. Mas no calvinismo é Deus que determina que ele seja um pedófilo, é Deus que determina que ele alicie crianças, é Deus que determina que ele estupre indefesos e é Deus que determina que ele sofra um juízo pelos seus maus atos. Que sentido tem o juízo num mundo desses? Nenhum, a não ser por pura diversão.
O juízo só faz sentido caso algo mal tenha sido praticado livremente, e não se tudo é determinado, incluindo a própria ação má. Mas se todas as ações más são juízos de Deus, como cria Calvino, então deveríamos entender que Deus executa seus juízos executando estupro de menores, empregando a tortura e estimulando a pedofilia, já que tudo é determinado por Deus, e todas as ações más que Deus determina são juízos dele. Isso é obviamente abominável e é de pasmar como possa existir cristãos que ainda creem nisso.
E, ainda nas ocasiões em que Deus executa os seus juízos, isso não inclui o pecado. Deus nunca, em hipótese alguma, de nenhum modo concebível, pode determinar uma coisa como um estupro de um infante por um pecado deste infante ou de seus pais. Deus não tem nenhuma parte com o pecado. Quando Deus executa os seus juízos, ele nunca usa um pecado para este fim. Deus não justifica os fins pelos meios. Ele não peca para depois ensinar santidade. Ele não determina todo o pecado que há no mundo para depois dizer para não pecar. Isso é umdecretum horribile.
Foi este ensino calvinista que afastou Armínio e os arminianos do calvinismo, e, de fato, é este mesmo ensino que continua afastando cada vez mais pessoas do calvinismo, e umas das explicações para o fato de que o calvinismo que antes era tão predominante no protestantismo tenha perdido tantos adeptos e hoje seja minoria na comunidade evangélica como um todo.
Ninguém quer servir a um Deus que possa tê-lo predestinado não apenas à perdição, mas também às causas da perdição. Até mesmo um crente que hoje pensa estar salvo e firme na fé pode, na verdade, estar predestinado por Deus a apostatar, a blasfemar e a cometer todos os tipos de pecado e terminar no fogo do inferno. E não há nada que este indivíduo possa fazer para mudar isso. Ele não pode mudar o decreto eterno que Deus fez de forma incondicional, sem qualquer relação com sua presciência ou com atos livres praticados pelo sujeito.
Foi por isso que Armínio expressou que este ensino calvinista é “pior do que o qual nem mesmo o próprio diabo pôde conceber em seu propósito mais maligno”[3]. Ele disse que “a partir destas premissas nós deduzimos que Deus, de fato, peca, que Deus é o único pecador, e que o pecado não é pecado”[4]. Para ele, “esta doutrina é repugnante à natureza de Deus e injuriosa à glória de Deus”[5].
Ele também disse:
“Se esta ‘determinação’ denotar o decreto de Deus pelo qual Ele resolveu que a vontade deveria ser depravada e que o homem deveria cometer pecado, então a consequencia disso é que este Deus é o autor do pecado”[6]
John Wesley foi outro que rejeitou fortemente o determinismo calvinista. Em seu famoso sermão “Graça Livre”, ele disse que iria “mencionar um pouco dessas terríveis blasfêmias contidas nessa horrível doutrina”[7], e Susana Wesley, sua mãe, afirmou que “a doutrina da predestinação, como sustentada pelos rígidos calvinistas, é muito repugnante, e deve ser completamente abominada, porque ela acusa o mais santo Deus de ser o autor do pecado”[8].
David Bentley é ainda mais enfático:
“Ele exige que acreditemos e que amemos um Deus cujos fins bondosos serão realizados não apenas apesar de – mas totalmente por forma de – toda crueldade, cada miséria fortuita, cada catástrofe, cada traição, cada pecado que o mundo já conheceu, ela exige que acreditemos na necessidade espiritual eterna de uma criança morrem do uma morte agonizante de difteria, de uma jovem mãe devastada pelo câncer, de dezenas de milhares de asiáticos engolidos em um instante pelo mar, de milhões assassinados em campos de extermínio e campos de trabalhos forçados e fomes forçadas (e assim por diante). De fato é uma coisa estranha buscar a paz em um universo tornado moralmente inteligível á custo de um Deus tornado moralmente repugnante”[9]
John Miley segue a mesma linha e afirma que, “se for assim, todo mal, físico e moral deve ser atribuído diretamente a Deus. O homem também não pode ter nenhuma agência pessoal ou responsável. Pois o bem e o mal são apenas os súditos passivos de uma providência absoluta. À luz da razão, consciência e Escritura, não existe tal providência sobre o homem”[10]. Ele acrescenta que “uma teoria de providência que obrigatoriamente torna a ação moral impossível ou faz de Deus o agente determinante em todo o mal não pode ter lugar em uma teologia verdadeira”[11].
Laurence Vance assevera:
“Na Bíblia, um homem despedaçou sua concubina em doze partes e a enviou aos termos de Israel (Jz 19.29). Foi por meio de um decreto soberano, eterno? Algumas pessoas queimavam seus filhos no fogo a Moloque e faziam sexo com animais (Lv 18.21-24). Isto aconteceu conforme o conselho determinado de Deus?”[12]
Simão Episcópio, discípulo de Armínio, afirmou:
“Ele jamais decreta ações más para que elas aconteça; nem ele as aprova; nem as ama; nem ele alguma vez já as propriamente outorgou ou as ordenou: muito menos de forma a causá-las; ou as obteve, ou as incitou ou forçou alguém a elas”[13]
Clark Pinnock responde ao determinismo de Feinberg da seguinte maneira:
“Deveria ficar bem claro para o leitor as razões por que o número de calvinistas rigorosos é tão pequeno, relativamente. O calvinismo envolve a pessoa em dificuldades agonizantes de primeira grandeza. Faz com que Deus se transforme num tipo de terrorista que vai por aí distribuindo tortura e desastre, e até mesmo exigindo que as pessoas façam coisas que a Bíblia diz que Deus aborrece. Há alguns anos, um louco assassinou vinte pessoas numa das casas de lanches McDonald, perto de San Diego. De acordo com Feinberg, embora Deus não goste de coisas desse tipo, Ele a decretou assim mesmo. Não seria mais simples dizer que Deus não gosta disso, e deixar as coisas envoltas em mistério? Feinberg diz que a exigüidade do espaço não lhe permite dar uma resposta completa, e pede-nos que consultemos seu livro. Ele terá de desculpar-me por eu pensar que isso é desculpa esfarrapada, e que não importa a extensão de seu livro, não há maneira de limpar a reputação de Deus, num caso assim. Não é preciso a pessoa pensar muito para responder por que muita gente torna-se descrente, ou ateu, ao defrontar-se com tal teologia. Um Deus assim teria muita coisa por que responder”[14]
Norman Geisler também diz:
“O primeiro problema é que, pela lógica, tal conceito torna Deus a causa eficiente de todas as decisões livres, inclusive as más ações. Se os seres humanos, agentes individuais, não são as causas eficientes reais do mal, é Deus, então, quem pratica os raptos, os assassinatos, e outras crueldades, usando seres humanos. Tal conceito é biblicamente herético, e moralmente repugnante”[15]
O filósofo arminiano Jerry Walls também sustenta que “é impensável que tanto mal abunde se Deus determinou todas as escolhas humanas”[16]. Roger Olson diz que esse ensino calvinista “torna difícil enxergar a diferença entre Deus e o diabo”[17], e que “Deus é, desse modo, retratado, no melhor cenário, como moralmente ambíguo, e, no pior cenário, um monstro moral”[18]. Ele ainda discorre sobre o argumento calvinista de que todas as desgraças do mundo Deus determina por uma “razão soberana”, quando ele conta sobre uma experiência que teve em um hospital:
“No corredor, pude ouvir uma criança pequena, talvez de dois ou três anos de idade, gritando em agonia entre tosses horríveis e ânsias de vômito. A pobre criança estava sendo segurada por alguém que falava de maneira calma e suave com ela enquanto ela tossia incontrolavelmente e então gritava mais um pouco. Não era de forma alguma uma birra normal ou costumeira de crianças ou um grito de desconforto. Jamais ouvi algo igual àquilo antes e desde aquele evento, até mesmo na TV. Meu pensamento constante era: ‘Por que alguém não faz algo para aliviar o sofrimento daquela criança?’ Eu queria correr pelo corredor e ver se poderia ajudar, mas posso dizer que havia muitas pessoas ao redor daquela criança naquela sala. O que eu ouvi me assombra até hoje. Parece que a criança estava possivelmente morrendo uma morte agonizante. Se o calvinismo for verdadeiro, Deus não apenas planejou e ordenou, mas também tornou certo aquele sofrimento horrível daquela pequena criança. Ele não apenas planejou e ordenou e tornou certa a doença da criança, mas também a agonia resultante”[19]
Ele também diz que, “embora Deus tenha o direito e o poder de fazer o que lhe aprouver com qualquer criatura, o caráter de Deus como amor e justiça supremos tornam certos atos de Deus inconcebíveis. Entre estes está a preordenação do pecado e do mal”[20]. O comentário mais polêmico de Olson, que causou e continua causando muita revolta dos calvinistas, foi quando ele disse que, se lhe fosse revelado que o Deus calvinista era o verdadeiro, ele não o adoraria:
“Um dia, no fim de uma sessão de aula sobre as doutrinas da soberania de Deus do calvinismo, me fez uma pergunta que eu tive que parar de levar em consideração. Ele perguntou: ‘se fosse revelado a você de uma forma que você não pudesse questionar ou negar que o Deus verdadeiro na verdade é como o calvinismo diz e os preceitos como o calvinismo afirma você ainda o adoraria?’ Eu sabia que a única resposta possível sem um momento de reflexão, embora eu soubesse que isto chocaria muitas pessoas. Eu disse não, que eu não o adoraria porque eu não podia. Tal Deus seria um monstro moral. É claro, eu tenho consciência de que os calvinistas não pensam que os seus pontos de vista da soberania de Deus fazem dele um monstro moral, mas eu posso simplesmente concluir que eles não têm pensado nisso através de sua conclusão lógica ou mesmo levado suficientemente a sério as coisas que dizem sobre Deus e o mal e o sofrimento inocente no mundo”[21]
Claro, não demorou muito para que os calvinistas reagissem ferozmente contra Olson, chamando-o inclusive de “blasfemo”. Mas ele não afirmou em momento nenhum que ele não adoraria a Deus (ao verdadeiro Deus), e sim que não adoraria a um falso deus, a um deus criado pelos deterministas, um deus que determina todas as tragédias, todo o mal, todo o pecado e todo o sofrimento do mundo. Este não é o Deus verdadeiro, mas um pintado pelos deterministas.
Tal como dificilmente um cristão diria que adoraria Alá (o Deus dos muçulmanos) caso lhe fosse revelado que este é o Deus verdadeiro e que ele se agrada de ataques suicidas de homens-bomba em hospitais e em escolas matando milhares de inocentes, é igualmente difícil tolerar a ideia de um deus que não apenas se agrada disso, mas que determina torna certa tais ações, sendo os homens meros instrumentos nas mãos deste deus. Osama Bin Laden não seria um terrorista, seria meramente um instrumento usado por aquele que realmente pregaria o terror, aquele que usa os terroristas para estes fins.
Um deus que diz para o homem não pecar, mas ordena determina que ele peque e não há nada que o homem possa fazer para evitar este decretum horribile. Um deus que usa terroristas para destruir hospitais, para matar inocentes, para derrubar prédios. Um deus sádico e tirano, pronto para determinar um pecado e punir o pecador pelo pecado já pré-determinado que ele deveria fazer. Com certeza, este não é o Deus da Bíblia. Como disse o poeta protestante John Milton (1608-1674), “posso ir para o inferno, mas um Deus como esse jamais terá o meu respeito”.

  Textos Bíblicos
Quando eu vejo um calvinista se esforçando o máximo que pode para provar biblicamente que Deus determina o pecado, imediatamente penso o mesmo que John Wesley:
“Você representa Deus como pior do que o diabo; mais falso, mais cruel, mais injusto. Mas você diz que você irá provar isso, através das Escrituras. Espere! O que você irá provar através das Escrituras? Que Deus é pior do que o diabo? Não pode ser! O que quer que essas Escrituras provem, elas nunca irão provar isso; o que quer que o seu verdadeiro significado seja, esse não será seu verdadeiro significado”[22]
De fato, chega a soar ridículo e até mesmo patético que tenhamos que provar pelas Escrituras que Deus não determina o pecado. É tão absurdo quanto ter que provar biblicamente que Deus existe, ou que Jesus é o salvador, ou qualquer outra verdade autoevidente da Bíblia. A simples alegação de que a Bíblia afirma que Deus determina o pecado é uma blasfema contra a Bíblia, e ainda mais contra Deus. Como disse Wesley, seja lá o que for que as Escrituras provam, elas nunca irão provar isso.
Um mundo em que Deus é pior que o diabo, pois todos os atos do diabo na verdade são determinados por Deus, é um mundo que deveria nos encher de pavor e de duvidarmos se o amor que a Bíblia tanto atribui a Deus é mesmo verdadeiro. No calvinismo, até mesmo o ódio que o diabo tem contra Deus provém de Deus, pois eles não admitem nenhum pensamento ou evento que seja autocausado.
Mas para que nenhum calvinista alegue que a Bíblia ensina esta doutrina terrível que faz de Deus um ser pior que o diabo, iremos provar pelas Escrituras o básico: nenhum pecado é determinado por Deus. Para começar, João nos diz:
“Vocês sabem que ele se manifestou para tirar os nossos pecados, e nele não há pecado” (1ª João 3:5)
Seria estranho, senão cômico, que Jesus tenha se manifestado para tirar os nossos pecados que ele mesmo colocou. Deus determina que nós pequemos e depois envia o Seu Filho para tirar esses pecados, mas continua determinando pecados novos. Isso é absurdo, obviamente. De Deus não há nenhuma determinação maligna, ou senão João não teria dito:
“Esta é a mensagem que dele ouvimos e transmitimos a vocês: Deus é luz; nele não há treva alguma” (1ª João 1:5)
De Deus só provém luz, e não trevas. As trevas são do próprio coração corrupto do homem, são autocausadaspor ele. Uma prova clara na Bíblia de que o pecado – que João identifica como sendo a cobiça da carne, dos olhos e a ostentação de bens – não provém de Deus (i.e, não é determinado por Ele), e sim do próprio homem, está em 1ª João 2:16, onde ele diz:
“Pois tudo o que há no mundo – a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens – não provém do Pai, mas do mundo” (1ª João 2:16)
Se o pecado não provém do Pai, então não pode ser causado ou determinado por Ele. O pecado, se não provém de Deus, só pode ser autocausado pelo próprio homem, e não por algum agente externo. É isso o que Tiago também diz de forma clara:
De onde vêm as guerras e contendas que há entre vocês? Não vêm das paixões que guerreiam dentro de vocês?” (Tiago 4:1)
As guerras e as contendas, para Tiago, não vem de Deus, mas das “paixões que guerreiam dentro de vocês”, isto é, da carne, da natureza do próprio ser humano. Para crer que tudo vêm de Deus – incluindo o pecado – teríamos que considerar João e Tiago dois mentirosos, pois João diz que o pecado não provém de Deus e Tiago diz que o pecado vem do próprio homem. Ou eles não entendiam bem o determinismo calvinista, ou eles não criam nisso.
Tiago é ainda mais explícito sobre isso quando diz:
“Quando alguém for tentado, jamais deverá dizer: ‘Estou sendo tentado por Deus’. Pois Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta. Cada um, porém, é tentado pela própria cobiça, sendo por esta arrastado e seduzido” (Tiago 1:13-14)
Além de dizer que o pecado provém de si mesmo e não de Deus (i.e, autocausado, e não externamente determinado), ele ainda diz que Deus a ninguém tenta. O calvinista tem que fazer um verdadeiro malabarismo mental neste texto para conseguir conciliá-lo à ideia de que Tiago cria que Deus não tenta ninguém, masdetermina todas as tentações e todos os pecados.
Isso é simplesmente impossível, visto que “tentar” é menos que “determinar”. Alguém que é somente “tentado” ao pecado não necessariamente cai nele. Jesus foi tentado, mas não caiu. Mas a determinação vai muito além disso: a pessoa simplesmente não pode deixar de pecar, se Deus determinou que ela pecasse. Então, lá no fundo, o que o “Tiago calvinista” estava dizendo era isso:
“Quando alguém for tentado, jamais deverá dizer: ‘Estou sendo tentado por Deus’. Pois ele não tenta, eledetermina que se peque”
De fato, tentar ao pecado é simplesmente inclinar alguém ao pecado, mas no calvinismo Deus não apenas tenta(inclina a vontade do homem para onde ele quer), mas também determinaordena e decreta que o homem caia nesse pecado, o que é muito pior. A única forma de negar isso seria afirmando que os pecados do crente são autocausados, sem qualquer determinismo externo, mas isso seria o fim do determinismo, e, consequentemente, o fim do calvinismo[23].
O Antigo Testamento também está cheio de citações que nos mostram que Deus não determina nenhum pecado. Em Jeremias, Deus nos fala sobre alguns pecados cometidos pelo povo israelita, e diz:
“Construíram nos montes os altares dedicados a Baal, para queimarem os seus filhos como holocaustos oferecidos a Baal, coisa que não ordenei, da qual nunca falei nem jamais me veio à mente” (Jeremias 19:5)
Deus diz que aqueles pecados nunca foram ordenados por ele, nunca foram ditos por ele e nunca vieram à mente dele. Ou Deus é bipolar e falso, que ordena e determina o pecado antes da fundação do mundo e depois de forma dissimulada diz que nunca ordenou aquilo, ou o determinismo é mais falso que nota de três reais.
Na verdade, se o determinismo fosse verdadeiro, Deus não teria qualquer razão para reclamar com os israelitas naquela ocasião. Afinal, eles estavam apenas cumprindo o decreto divino. Eles não poderiam fazer nada para deixarem de cumpri-lo. Deus determinou antes da fundação do mundo que eles deveriam queimar seus filhos como holocausto aos deuses pagãos, eles não tinham como mudar esse decreto, foram lá e queimaram, e fim de papo.
Como que Deus pode colocar a culpa de um ato em um ser humano que estava apenas cumprindo ordens contra as quais ele não poderia agir de forma diferente, e, pior ainda, ordens vindas do próprio Deus? E como Deus poderia, honestamente, dizer que não ordenou aquilo, se na verdade ele havia ordenado desde antes da fundação do mundo? Como aquilo “nunca lhe veio à mente” se foi exatamente o que ele incluiu em seu decreto, que fixou e determinou de forma incondicional e imutável, sendo que os israelitas em questão estavam apenas cumprindo o que Deus ordenou desde sempre?
Deus seria, na melhor das hipóteses, dissimulado ao dizer que jamais lhe veio à mente ordenar um pecado que foi ordenado antes dos próprios israelitas pecarem. Não há forma satisfatória de conciliar uma teologia que diz que foi Deus quem ordenou em seu decreto que os pais queimariam seus filhos em sacrifício a Baal com este texto, que diz tão claramente o contrário. É preciso, além de um senso de crueldade apurado e de um senso moral coibido, um verdadeiro assassinato da interpretação bíblica para dizer que foi Deus quem de fato ordenou todo esse morticínio.
Outro texto que nos mostra que Deus não determina pecados é Habacuque 1:13, que diz:
“Teus olhos são tão puros, que não suportam ver o mal; não podes tolerar a maldade. Por que toleras então esses perversos? Por que ficas calado enquanto os ímpios engolem os que são mais justos do que eles?” (Habacuque 1:13)
Deus é tão puro que não suporta ver o mal que ele mesmo decretou? Ele não tolera a maldade que ele mesmo determinou? O que alguém em sã consciência determina livremente sem qualquer coerção externa e não pode tolerar nem suportar sua própria determinação livre? É natural que Deus não tolere nem suporte algo que não foi determinado por ele, mas que seja um mau uso do livre-arbítrio dos próprios seres humanos, mas é completamente absurdo que Deus tenha livremente determinado algo (sem qualquer influência externa ou coerção que o levasse a tomar essas decisões) que ele depois não tolere e nem suporte.
Os calvinistas também teriam que mudar o conceito bíblico de que todas as coisas que Deus faz é bom. Se Deus faz o mal ou o determina, então nem tudo o que Deus faz é bom, ou o próprio mal não existe, ou o mal é bom. Os calvinistas, em suma maioria, creem que o mal existe e que o mal é mau e o bem é bom, então tem que assumir a consequencia lógica de que nem tudo o que Deus faz é bom, contradizendo diversos textos bíblicos (Gn.1:31; Ec.7:29). À luz de Habacuque 1:13, teriam que inferir também que Deus não apenas determina coisas más, mas que também não suporta nem tolera as coisas más que ele determina!
Outro exemplo claro de que não é Deus quem determinou a Queda e o pecado está em Eclesiastes 7:29, que diz:
“Eis aqui, o que tão-somente achei: que Deus fez ao homem reto, porém ele se meteu em muitas astúcias!” (Eclesiastes 7:29)
Ao invés de o autor inspirado dizer que Deus fez o homem reto e depois fez com que ele caísse (como creem os calvinistas), ele diz que Deus fez o homem reto (sem pecado) e o próprio homem que causou sua própria Queda, “se metendo em muitas astúcias”. Assim, vemos Deus determinando a criação de um Adão íntegro, e Adão, por sua própria concupiscência através de um pecado autocausado, se desvia. Deus determina a primeira parte (da retidão); o homem se desvia por conta própria.
Também teriam que negar o Salmo 145, que diz:
“Justo é o Senhor em todos os seus caminhos, e santo em todas as suas obras” (Salmos 145:17)
O Senhor é santo em todas as suas obras. Mas lembre-se que os calvinistas dizem que Deus não determina apenas coisas boas, mas coisas más também – incluindo o pecado. Consequentemente, teriam que acreditar que a má determinação é um bom caminho e que o pecado é uma boa obra, se Deus determina o pecado e mesmo assim todas as suas obras são santas, e não “algumas”. Isso mudaria todo o nosso conceito de “pecado”, e nos traria para mais perto dos conceitos humanistas seculares de relativismo, onde tanto o pecado quanto o mal nada mais são que ilusões – o mesmo que a maioria dos calvinistas creem em relação ao livre-arbítrio[24].
Eliú também diz:
“Portanto vós, homens de entendimento, escutai-me: Longe de Deus esteja o praticar a maldade e do Todo-Poderoso o cometer a perversidade!” (Jó 34.10)
Se Eliú fosse determinista, ele teria que crer que Deus não pratica a maldade, apenas a determina e a torna irrevogável, da mesma forma que não comete a perversidade, mas ordena a perversidade por meio de um decreto imutável antes da fundação do mundo. Deus não “pratica” nem “comete”, mas faz coisas muito piores, pois quem “pratica” e “comete” está apenas cumprindo aquilo que foi determinado por ele, não podendo nem mesmo agir de forma contrária!
O Salmo 5:4 diz claramente que “tu não és um Deus que tenha prazer na iniqüidade, nem contigo habitará o mal” (Sl.5:4). Isso foi o que levou alguns calvinistas a entrarem em paradoxos e confusões mentais ao ponto de empregarem linguagem contraditória tal como: “Deus deseja o pecado indesejosamente”, pois a Bíblia diz claramente que Deus não tem prazer no pecado, mas os calvinistas creem que o pecado é determinado por Deus. Portanto, os calvinistas são levados a crer que Deus determina coisas que não tem vontade, que determina o mal e o pecado mesmo não gostando do mal e do pecado, que não tem prazer na iniquidade, mas a decreta assim mesmo.
Por fim, ficaria difícil entender bem o que os autores bíblicos queriam realmente dizer quando exclamavam que “Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; e toda a terra está cheia da sua glória” (Is.6:3), sendo que “aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, comete pecado” (Tg.4:17), e Deus, sabendo que o certo é fazer o bem, determina o contrário. É como disse Limborch: “O que pode ser mais desonroso, o que pode ser mais indigno de Deus do que torná-lo o autor do pecado, que é tão extremamente inconsistente com sua própria santidade?”[25]
Alguns contestam tudo isso se apegando a um texto bíblico que parece dizer que Deus criou o mal. Trata-se de Isaías 45:7, que diz:
“Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas estas coisas” (Isaías 45:7)
Contudo, o original hebraico possui quatro palavras diferentes para o “mal”, e nem todas elas representam o malmoral. Aqui a palavra hebraica utilizada é ra, que tem como um de seus significados “calamidade”[26]. Essa interpretação é ainda mais reforçada pelo contexto, que traça um contraste entre paz e guerra, e não entre bem e mal. Se a tradução correta fosse por “mal”, o texto estaria contrastando o bem e o mal, e ficaria assim: “eu faço o bem e crio o mal”. Mas ele está em contraste com paz, o que significa que está no contexto de batalha, pois o inverso de paz é guerra.
Norman Geisler e Thomas Howe acrescentam no “Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e ‘Contradições’ da Bíblia”:
“Na sua forma temporal, a execução da justiça de Deus às vezes é chamada de ‘mal’, porque parece ser um mal aos que estão sujeitos a ela (cf. Hb 12:11). Entretanto, a palavra hebraica correspondente a ‘mal’ (rá) empregada no texto nem sempre tem o sentido moral. De fato, o contexto mostra que ela deveria ser traduzida como ‘calamidade’ ou ‘desgraça’, como algumas versões o fazem (por exemplo, a BJ). Assim, se diz que Deus é o autor do ‘mal’ neste sentido, mas não no sentido moral”[27]
Assim, a tradução mais correta desse verso é aquela oferecida pela Nova Versão Internacional e por outras versões, que diz:
“Eu formo a luz e crio as trevas, promovo a paz e causo a desgraça; eu, o Senhor, faço todas essas coisas” (Isaías 45:7)
A “desgraça” (NVI) ou “mal” (ARA) não é o mal moral, como o pecado, mas a guerra, em contraste com a paz. A Bíblia não é absolutamente contrária à guerra, contanto que seja por uma boa razão. Se os Aliados não tivessem lutado contra Hitler na Segunda Guerra Mundial, provavelmente o mundo teria sido dominado pelos nazistas e seus planos de exterminar todas as raças exceto a “raça pura” ariana teria sido levado à ação em todo o mundo. Isso é totalmente diferente de dizer que toda guerra é boa, ou de justificar guerras por motivos fúteis como mera conquista territorial ou roubar petróleo do Iraque.
Em resumo, Deus não determina o pecado e o mal moral nunca. Isso macularia a santidade divina e o tornaria um monstro de pior crueldade que o próprio diabo. Nenhum texto bíblico, quando analisado à luz do contexto, ensina o determinismo, e existem inúmeros textos que provam o contrário. Mas iremos abordar estes textos mais adiante, porque agora é importante pensarmos um pouco em que tipo de “amor” que os calvinistas atribuem a Deus.
[1] Sobre a diferença entre o sofrimento e o mal moral, recomendo uma análise no apêndice 2 de meu livro: “As Provas da Existência de Deus”, onde eu abordo o problema do mal.
[2] Como foi mostrado em meu livro “A Verdade sobre o Inferno”, a Bíblia não ensina um tormento eterno dos ímpios, e sim um castigo correspondente aos pecados de cada um (Lc.12:47,48), tendo por fim a morte. Mas isso não muda o fato de que há sofrimento durante o tempo que eles estão ali, ainda que seja um sofrimento justo e não desproporcional.
[3] ARMINIUS, “An Examination of the Theses of Dr. Franciscus Gomarus Respecting Predestination”, Works. v. 3, p. 602.
[4] ARMINIUS, “A Declaration of Sentiments”, Works. v. 1, p. 630.
[5] ARMINIUS, “A Declaration of Sentiments”, Works. v. 1, p. 623, 630.
[6] ARMINIUS, “Nine Questions”, Works. v. 2, p. 65.
[7] WESLEY, John. Graça Livre, XXIII.
[8] Susanna Wesley, citado em A. W. Harrison, Arminianism (Londres: Duckworth, 1937), p. 189.
[9] David Bentley Hart, The Doors of the Sea: Where Was God in the Tsunami? (Grand Rapids: Eerdmans, 2005) p. 99.
[10] MILEY, John. Systematic Theology. 1983, reimpressão. Peabody, Mass.: Hendrickson, 1989, v. 1, p. 330.
[11] MILEY, John. Systematic Theology. 1983, reimpressão. Peabody, Mass.: Hendrickson, 1989, v. 1, p. 329.
[12] VANCE, Laurence M. O outro lado do calvinismo.
[13] EPISCÓPIO, Simão. Confession of Faith of Those Called Arminians. London: Hean e Bible, 1684, p. 110.
[14] PINNOCK, Clark H. Predestinação e Livre-Arbítrio: Quatro perspectivas sobre a soberania de Deus e a liberdade humana. Editora Mundo Cristão: 1989, p. 78.
[15] GEISLER, Norman. Predestinação e Livre-Arbítrio: Quatro perspectivas sobre a soberania de Deus e a liberdade humana. Editora Mundo Cristão: 1989, p. 97.
[16] WALLS, Jerry. “The Free Will Defense, Calvinism, Wesley, and The Goodness of God”, Christian Scholar’s Review, n. 13, v. 1, 1983, p. 28.
[17] OLSON, Roger. Contra o Calvinismo. Editora Reflexão: 2013, p. 35.
[18] OLSON, Roger. Contra o Calvinismo. Editora Reflexão: 2013, p. 35.
[19] OLSON, Roger. Contra o Calvinismo. Editora Reflexão: 2013, p. 139-140.
[20] OLSON, Roger. Teologia Arminiana: Mitos e Realidades. Editora Reflexão: 2013, p. 155.
[21] OLSON, Roger. Contra o Calvinismo. Editora Reflexão: 2013, p. 134.
[22] WESLEY, John. Graça Livre, XVI.
[23] Temos que lembrar mais uma vez que, para Calvino e os calvinistas posteriores, a própria vontade do homem provém de Deus, e não do próprio homem. No calvinismo, não existem atos autocausados, e sim atos causados por um agente externo (Deus), que influencia na vontade do homem, que não tem real opção de escolha senão o que Deus quer que ele escolha. Sendo assim, Deus seria o responsável tanto por tentar (i.e, inclinar a vontade) como também por concretizar (determinar) esse pecado, como resultado da tentação. É algo obviamente completamente oposto ao sentido do texto que Tiago nos passa.
[24] Em Isaías, Deus diz: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” (Is.5:20).
[25] LIMBORCH, Philip. A Complete System, or, Bordy of Divinity, trad. William James. London: John Darby, 1713. p. 372.
[26] De acordo com a Concordância de Strong, 7451.
[27] GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual popular de dúvidas, enigmas e ‘contradições’ da Bíblia. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 1999.
Extraído do livro “Calvinismo X Arminianismo: quem está com a razão?”, Biazoli, cedido pela comunidade de arminianos do Facebook

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

A PACIÊNCIA E A PERSEVERANÇA CAMINHAM LADO A LADO, (I)

Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor.

DEUS SALVADOR, FUNDIDOR E PURIFICADOR


"Pois tu, ó Deus, nos tens provado;
tens nos refinado como se refina a prata."
Sl 66.10
O ANO DE 2013 JÁ ESTÁ ACABANDO E, PARA MIM FOI UM ANO MARCANTE, POIS NELE PUDE VER MUITA GENTE (INCLUSIVE EU) SENDO PURIFICADA POR DEUS, NO FOGO. SEI QUE PARA TODOS QUE ENTRARAM NESSE PROCESSO, TUDO FOI MUITO DIFÍCIL E DOLOROSO!
VEJO QUE COM A PROXIMIDADE DA VOLTA DE JESUS, DEUS TEM SEPARADO O JOIO E O TRIGO NAS NOSSAS VIDAS, E COMO CONSEQUÊNCIA, O JOIO E O TRIGO NO MEIO DA IGREJA.
A PALAVRA NOS DIZ QUE:
FP 1.29 DIZ QUE Nos foi concedido, por amor de Cristo, não somente o crer nele, mas também o padecer por ele;
ISSO QUER DIZER QUE HÁ DUAS ESCOLHAS QUE DETERMINAM QUEM É DEUS NA NOSSA VIDA:
A PRIMEIRA ESCOLHA É CRER NELE – QUANDO CREMOS ELE SE TORNA NOSSO SALVADOR;
MAS HÁ UMA SEGUNDA ESCOLHA, QUE É PADECER POR ELE – E QUANDO DECIDIMOS PADECER POR ELE, E NÃO SOMENTE CRER, ELE SE TORNA MAIS QUE UM SALVADOR, MAS TAMBÉM O FUNDIDOR E PURIFICADOR DA NOSSA VIDA.
O CRER EM CRISTO NOS TORNA SALVOS. MAS O PADECER POR JESUS NOS TORNA PARECIDOS COM ELE.
NA NOSSA GERAÇÃO HÁ MUITOS CRENTES, MUITAS PESSOAS QUE ACEITAM A JESUS E SÃO SALVAS, E QUE SE CONTENTAM EM FICAR NESSE NÍVEL.
MAS HÁ TAMBÉM UMA MINORIA, QUE SE ALEGRA COM A SALVAÇÃO, MAS DESEJA SER TRANSFORMADO, DE GLORIA EM GLORIA, PARA QUE SUA VIDA, COMO UM ESPELHO, REFLITA A GLORIA DO SENHOR NESTE MUNDO.
COMO SABEMOS QUE É MINORIA?
A BÍBLIA TEM ALGUMAS PALAVRAS COMO AS PARÁBOLAS DO SEMEADOR, DOS TALENTOS E DAS VIRGENS, QUE INDICAM QUE NEM TODO MUNDO QUE CRÊ SE PERMITE SER APERFEIÇOADO POR DEUS.
E HÁ UMA PALAVRA PROFETISA EM ZACARIAS ESPECIFICA SOBRE ISSO:
ZC 13.9 - E farei passar esta terceira parte pelo fogo, e a purificarei, como se purifica a prata, e a provarei, como se prova o ouro. Ela invocará o meu nome, e eu a ouvirei; direi: É meu povo; e ela dirá: O Senhor é meu Deus.
UM TERÇO DO POVO SERÁ PURIFICADO, DIZ O SENHOR. PASSARÁ PELO FOGO, E SERÁ PROVADO, PARA SER APROVADO.
ESSA PALAVRA É APENAS PARA AQUELES QUE TOMARAM A DECISÃO DE PADECER POR ELE.
PESSOAS QUE TOMAM A DECISÃO DE CONTINUAR, SEGUIR EM FRENTE, “APESAR DE” TANTAS COISAS!
APESAR DAS PERDAS, DAS DIFICULDADES, DAS OPRESSÕES, DAS TENTAÇÕES, DAS DECEPÇÕES, DAS HUMILHAÇÕES, DAS TRAIÇÕES, DAS DORES, DECIDIMOS PERMANECER NELE.
E PARA ESSES:
ML 3. 3 Ele se assentará como fundidor e purificador de prata; e purificará os QUE O ADORAM, e os refinará como ouro e como prata, até que tragam ao Senhor ofertas em justiça.
PARA OS QUE O ADORAM EM ESPIRITO E EM VERDADE, ELE NÃO SERÁ SOMENTE O SALVADOR, MAS SE ASSENTARÁ COMO FUNDIDOR E PURIFICADOR, E OS PURIFICARÁ.
O OURIVES PURIFICA A PRATA NA FORNALHA. ELE USA O FOGO PARA ATESTAR O GRAU DE PUREZA DO METAL. ASSIM ELE PODE ESCOLHER QUANDO ESTÁ LIMPO E PRONTO.
CONOSCO É A MESMA COISA, POIS A PALAVRA DIZ IS 48.10b:
"EU TE ESCOLHI NA FORNALHA DA AFLIÇÃO".
DEUS ENCONTRA OS ADORADORES VERDADEIROS NA FORNALHA DE SUAS AFLIÇÕES.
QUANDO ACEITAMOS PASSAR PELO FOGO DE DEUS E ENCARAR ESSA FORNALHA, ISSO IMPLICA EM DUAS COISAS:
1) SER FUNDIDO
O FOGO QUEBRA A ESTRUTURA MOLECULAR DA PRATA, DERRETE, AMOLECE, QUEBRANTA, PARA QUE POSSA TOMAR OUTRA FORMA.
TOMAR OUTRA FORMA, SIGNIFICA MUDAR.
ENTRAMOS NA FORNALHA, PARA SER MOLDADOS, PARA SER MUDADOS EM OUTRAS PESSOAS.
EM ML 3.6 DEUS DIZ: eu, o Senhor, não mudo; por isso vocês não São consumidos.
ELE, O SENHOR, PERFEITO, SANTO, JUSTO, IMACULADO, PODE DIZER ISSO: EU NÃO MUDO, SOU O MESMO ONTEM, HOJE E AMANHA.
MAS NÓS – PECADORES, IMPUROS, INÍQUOS, DEFORMADOS, NÃO PODEMOS DIZER O MESMO. E CONSCIENTE OU INCONSCIENTEMENTE, DIZEMOS!
QUANDO NÃO DIZEMOS COM A BOCA, AFIRMAMOS COM NOSSAS ATITUDES, PECADOS E COMPORTAMENTOS QUE ALIMENTAMOS, QUE MESMO CONHECENDO A VERDADE,NÃO MUDAREMOS!
MAS SE DECIDIMOS PADECER POR ELE, ESSE PADECER DEVERIA GERAR FRUTO DE ARREPENDIMENTO, E O ARREPENDIMENTO GERARIA MUDANÇA REAL!
PENSE:
O QUE É QUE VOCÊ SABE QUE TEM QUE MUDAR, ATÉ ADMITE, AS PESSOAS QUE TE CERCAM SABEM IDENTIFICAR QUE VOCE PRECISA MUDAR, MAS VOCÊ, POR ALGUMA "RAZÃO INSANA", NÃO MUDA?
FIQUEI CHOCADA AO LER NO SALMO 55.19, QUANDO DAVI FALA SOBRE OS IMPIOS, ELE DIZ:
NELES NÃO HÁ MUDANÇA, PORQUE NÃO TEMEM A DEUS!
LOGO, SE RECONHECEMOS QUE TEMOS QUE MUDAR MAS NÃO HÁ MUDANÇA, É PORQUE FALTA TEMOR DE DEUS!!!!
SE O IMPULSO DE PERMANECER NO ERRO É MAIOR DO QUE O TEMOR DE DEUS, PRECISAMOS NOS ARREPENDER! PARAR DE FALAR “EU SEI, É VERDADE, ESTOU ERRADO”, E RESPONDER COM ATOS DE TEMOR DE DEUS!
TEMOS QUE DEIXAR ELE NOS DERRETER, O NOSSO CORAÇÃO TEM QUE DOER, TEM QUE HAVER TRISTEZA E PRANTO!!! TEM GENTE QUE COMETE O MESMO PECADO HÁ ANOS, CONHECENDO A VERDADE, E JÁ NÃO SENTE MAIS NADA!
NUNCA VAI SAIR DA FORNALHA, PORQUE TOMA FORNALHA ATRAS DE FORNALHA,MAS NÃO MUDA PRA FORMA QUE DEUS QUER!
VAMOS DAR OUVIDOS A DEUS E ÀS PESSOAS DE DEUS QUE ESTÃO PERTO DE NÓS, CLAMAR A DEUS POR FORÇA PARA MUDAR, O PODER DE DEUS ESTÁ DISPONÍVEL PARA QUEM QUER!
SE VOCÊ NÃO QUER SER MOLDADO, SE CONTENTE EM APENAS CONTINUAR SOBREVIVENDO NO EVANGELHO.
MAS SE DECIDIU PADECER, PAGAR UM PREÇO, QUE SEJA MANIFESTA A GLORIA DE DEUS NA SUA VIDA!
2) SER PURIFICADO
O "SER PURIFICADO" FALA DE DEIXAR DEUS TIRAR AS ESCÓRIAS, AS IMPUREZAS DA NOSSA VIDA.
ESCORIAS SÃO PEQUENOS PONTOS PRETOS QUE APARECEM QUANDO SE COLOCA A PRATA OU OURO NO FOGO, SÃO AS TREVAS QUE HÁ EM NÓS.
A PRATA ATÉ PARECE BOA, MAS QUANDO POSTA NO FOGO APARECEM OS TAIS PONTOS PRETOS!
NA FORNALHA, NOSSAS IMPUREZAS APARECEM.
NA FORNALHA, AS NOSSAS MOTIVA COES SÃO REVELADAS,
NA FORNALHA, O NOSSO CARÁTER É REVELADO.
POR ISSO JESUS ALERTOU:
LC 11.35 - Cuidado, para que a luz que há em ti não sejam trevas.
QUE A LUZ QUE HÁ EM TI (QUE AQUILO QUE “PARECE BOM” EM VOCÊ),
NÃO SEJA TREVAS, OU SEJA, NÃO SEJA UMA FAIXADA ESCONDENDO PODRIDÃO POR TRÁS.
QUE A SUA APARÊNCIA DE PIEDADE, NÃO SEJA FALSA.
QUE A SUA APARÊNCIA DE VERDADE, NÃO SEJA MENTIRA.
QUE A SUA APARÊNCIA DE SINCERIDADE, NÃO SEJA HIPOCRISIA.
QUE O SEU SERVIÇO APARENTEMENTE PRESTATIVO, NÃO SEJA PARA RECEBER RECONHECIMENTO DE HOMENS.
NÓS NOS PREOCUPAMOS DEMAIS COM AS “TREVAS EXTERIORES” E QUASE NÃO DAMOS IMPORTÂNCIA PARA AS TREVAS INTERIORES!
DAMOS MUITA IMPORTÂNCIA PRO DIABO, PARA O NOME DA NOVELA QUE É “CONSAGRADO”, PARA A MACUMBA QUE ESTÃO FAZENDO,
MAS NÃO NOS PREOCUPAMOS COM AS TREVAS DENTRO DE NÓS!
ENXERGAMOS AS ESCORIAS DOS OUTROS COM TANTA FACILIDADE!
MT 7. 3 E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho?
4 Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu?
5 Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão.
E QUANDO DEUS LEVANTA ALGUÉM PARA NOS MOSTRAR NOSSAS ESCÓRIAS?
NOS SENTIMOS OFENDIDOS, INJUSTIÇADOS, MAL AMADOS! INCOMPREENDIDOS!
VOCÊ QUER JESUS SOMENTE COMO SALVADOR? OK!
MAS SE VOCÊ QUER SER PARECIDO COM ELE, SE QUER SER PURIFICADO DE TODA FORMA DE ORGULHO, REJEIÇÃO, AUTOCOMISERAÇÃO, ENDURECIMENTO, VAIDADE, INGRATIDÃO E REBELDIA, COOPERE COM DEUS!
RETIRE A ESCÓRIA QUE ELE ESTÁ TE MOSTRANDO!
SE VOCÊ OPTOU EM PASSAR PELO FOGO, SE DESEJA NÃO SOMENTE CRER, MAS TAMBÉM PADECER POR ELE, QUE PASSE PELA FORNALHA APROVADO, QUE PASSE PURIFICADO!
QUE A LUZ QUE HÁ EM TI SEJA - REALMENTE LUZ - E NÃO TREVAS!
AVALIE HONESTAMENTE:
QUE ÁREA DA SUA VIDA NESSE ANO NÃO FRUTIFICOU, OU PIOR, ANDOU PRA TRÁS?
PROFISSIONAL / FINANCEIRA?
MINISTERIAL / ESPIRITUAL?
FAMILIAR/ CONJUGAL?
SENTIMENTAL?
O QUE DEUS TEM MOSTRADO QUE VOCÊ PRECISA MUDAR? OU QUE ESCORIA DEUS TEM DITO PARA VOCÊ TIRAR?
1 PE 1. 6-7 ainda que agora por um pouco de tempo, é necessário, que sejais contristados por várias provações, para que a prova da vossa fé, mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado pelo fogo, redunde para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo;
Assim seja!

A PACIÊNCIA E A PERSEVERANÇA CAMINHAM LADO A LADO,

Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor.


Malaquias 3.3


"E assentar-se-á como fundidor e purificador de prata; e purificará os filhos de Levi, e os refinará como ouro e como prata; então ao SENHOR trarão oferta em justiça."(Malaquias 3.3)

Esse versículo bíblico intrigou umas mulheres de um estudo bíblico e elas ficaram pensando o que essa afirmação significava em relação ao caráter e à natureza de Deus. 
Uma delas ofereceu-se para descobrir sobre o processo de refinamento da prata para o próximo estudo bíblico.

Naquela semana, a mulher ligou para um ourives e marcou um horário paraassisti-lo trabalhar...Ela não mencionou a razão do seu interesse e só disse estar curiosa para conhecer o processo. Ela foi assisti-lo. Ele pegou um pedaço de prata e o segurou sobre ofogo, deixando-o esquentar. 
Ele explicou que, no refinamento da prata, é preciso que se segure a mesma bem no centro da chama, onde é mais quente e queima-se as impurezas.
A mulher pensou sobre Deus, que às vezes, segura-nos em situações 'quentes' e pensou novamente no versículo: 'E assentar-se-á como fundidor e purificador de prata...' 
Ela perguntou para o artesão se ele tinha mesmo que ficar sentado o tempo todo na frente do fogo enquanto a prata estava sendo refinada.
Ele disse que sim; que não somente ele tinha que ficar lá, segurando a prata, mas que ele tinha que, também, manter seus olhos na mesma o tempo todo que ela estivesse nas chamas. Se a prata ficasse um minuto amais no fogo, seria destruída. 
A mulher ficou em silêncio por um momento. Então, ela perguntou: 'Como você sabe quando a prata está totalmente refinada?'
Ele sorriu e disse: 
- 'Ah, isso é fácil... É quando eu vejo minha imagem nela.' 
Se hoje você está sentindo o calor do fogo, lembre-se que os olhos de Deus estão sobre você e que Ele vai ficar cuidando de você até que Ele veja Sua imagem em você. 
Se puder, passe essa mensagem adiante. Provavelmente, existe alguém que precisa saber que Deus está cuidando dele. E, seja o que for que estiverem passando, eles sairão 'refinados' no final.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

A Revelação Através De Parábolas

Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor.

A Revelação Através De Parábolas  |  Mensagens Pastor Dilson de Mendonça

Marcos 4:11 - E ele disse-lhes: A vós vos é dado saber os mistérios do reino de Deus, mas aos que estão de fora todas estas
coisas se dizem por parábolas,

Quando os discípulos de Jesus perguntaram sobre Seu ensino através de parábolas, "Jesus disse a eles - A vocês Deus
mostra o segredo do Seu Reino. Mas para os que estão fora do Reino tudo é ensinado por meio de parábolas, para que
olhem e não enxerguem nada e para que escutem e não entendam; senão, eles voltariam para Deus e Ele os perdoaria"
(Marcos 4:11-12).

Crentes ou não crentes, somos limitados. Primeiro, porque somos humanos, feitos “do pó da terra”. Segundo, porque o
Criador é essencialmente diferente das Suas criaturas. Por isso, Cristo nos concedeu o Seu Espírito: “para ensinar toda
a verdade a vocês” (João 16:13). Entender a mente de Deus, consequentemente, exige abandonar as nossas próprias
crenças e obedecer a mensagem do Pai: “Jesus respondeu – A pessoa que me ama obedecerá a Minha mensagem e o Meu
Pai a amará” (João 14:23). O pecado do mundo é a sua decisão de não obedecer a Deus. E exatamente por causa do pecado,
só entendemos e aceitamos ao Senhor quando nos submetemos à ação do Espírito de Cristo.

Ainda hoje, o Senhor emprega parábolas para aperfeiçoar nossa vida em Cristo. Nem sempre as entendemos e isto nos
entristece e desanima. Aos poucos, vamos descobrindo aquilo que o Senhor está tentando nos ensinar, à medida que a
postura do nosso amor a Cristo nos encoraja a obedecer Seu Espírito em nós. A pedagogia divina consiste exatamente na
prática deste binômio – amor e obediência. Esta é a chave para compreender Suas parábolas em nossa vida.

Nosso blog: http://dilsongm.blogspot.com.br/
Nossa página no facebook: http://www.facebook.com/prdilson09/

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Ai de mim se não anunciar o Evangelho

Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor.


Sabemos que ordem não se discute, cumpre-se. Um funcionário não deve discutir com o seu patrão, ele deve cumprir suas tarefas com dedicação.
O Apóstolo Paulo sabia da sua tremenda responsabilidade em anunciar o evangelho, aliás, ele foi chamado para fazer exatamente isso.
Antes da sua conversão, Paulo era um perseguidor dos cristãos, ele cumpria ordens superiores e em uma de suas viagens teve um encontro com Cristo. No encontro sua vida foi transformada, os seus sonhos, seus desejos, seus objetivos foram totalmente reformulados.
Agora Paulo viva para Cristo, o mesmo chegou a afirmar: “Para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro.”
O desejo do apóstolo Paulo era anunciar o evangelho, ele sabia que foi chamado para esta tarefa.
Em 1ª Coríntios 9 ele diz: “Ai de mim se não anunciar o evangelho.”
O evangelho é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, ao anunciar o evangelho ele oferece a oportunidade da pessoa mostrar arrependimento.
Ao ouvir o evangelho, ao ser confrontado com o evangelho a pessoa reage de duas maneiras, ou ela crê ou rejeita.
Jesus Cristo perdoa os nossos pecados, ao crêr Nele passamos a viver uma vida diferente, vivemos com a esperança do céu.
Paulo desafia todos os cristãos a pregar o evangelho, anunciar a cada criatura sobre o amor de Cristo.
Ai de nós, se não fizermos a obra missionária. Nossa vida não terá sentido.
Paulo disse que pesava sobre ele essa obrigação, ele sabia da urgência de anunciar o evangelho.
Porque é urgente? Porque todo dia morre pessoas, vidas saem de cena, e não sabemos quando um ente querido vai partir, quando um amigo vai partir.
Então, hoje é o momento para anunciar o evangelho, hoje é tempo de salvação.
Somos desafiados pelas Escrituras a pregar o evangelho, então, não vamos procrastinar esta nossa tarefa.
Ai de mim se não anunciar o evangelho.
Pr. Cleverson Pereira do Valle
Primeira Igreja Batista em Artur Nogueira
Bacharel em Teologia pela FTBSP e EST
Pós Graduando em Aconselhamento Bíblico pela FTBC

domingo, 21 de dezembro de 2014

O que é o Natal?

Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor.


“Depois de terem feito tudo o que era exigido pela Lei do Senhor, voltaram para a sua própria cidade, Nazaré, na Galileia. O menino crescia e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele.” (Lucas 2.39-40)
Foram momentos singulares para José e Maria, bem como para os pastores, magos e certamente as pessoas da vila de Belém. A rotina deles mudou por um tempo com notícias de anjos e visita de sábios. Mas passou e agora era hora de voltar à rotina. Simão, o sacerdote idoso, estava agora pronto para terminar sua história. E Jesus, iniciando a vida que viveria entre nós. O espetacular cessaria e a vida comum, com afazeres e problemas, seguiria seu curso. Jesus veio para lidar com nossa vida e nos ensinar o segredo e significado dela. Ele veio para nos trazer a graça e a verdade que jamais poderíamos encontrar por nós mesmos.
Nazaré foi o lugar onde cresceu e de onde partiu para Seu ministério. O Filho de Deus não brincou de tornar-se gente, ele viveu como um ser humano. E um ser humano sem vantagens, num lugar simples e de fama duvidosa. Numa família pobre, numa nação subjugada num canto do mundo. Enfrentou aflições que a vida sempre trás e nos advertiu de que é assim mesmo! Encorajou-nos a não perder o ânimo diante das lutas pois Sua vitória é a nossa (Jo 16.33). Cresceu e se fortaleceu fisicamente pelo trabalho pesado da carpintaria. Sabedoria e graça divina eram características suas ofertadas diariamente.
A noite de natal está chegando e vai passar. Por aqui tudo passa! Quantos natais já vieram e se foram em sua história? Papai Noel ficará esquecido até o próximo dezembro, como acontece todo ano. Afinal, ele só serve para esta ocasião. Mas, e Jesus? A fé em Cristo é para a rotina da vida e não apenas para as ocasiões especiais. O natal de Jesus anuncia que Ele veio a nós, para viver conosco, para viver em nós. Sua presença promove um estilo de vida saudável que gera crescimento e se caracteriza por sabedoria e graça. O natal só é natal quando é um símbolo do que vivemos o ano todo, quando é a celebração do que está mudando nossa vida, e não somente uma noite especial. Do contrário, ele será apenas uma fantasia, uma ilusão, um “faz de contas”. Como Papai Noel!

O Natal que imaginamos e o Natal Real

Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor.



NatalMuitos de nós, creio que até mesmo a maioria de nós, imaginamos o Natal como um tempo mágico, em que tudo é perfeito ou quase isso. Roupas novas, presentes, refeições especiais em família e celebrações diversas contribuem para esta ideia. Os cartões de Natal também contribuem, com seus votos de amor, alegria, paz e harmonia. Por isso, se acontece algo desagradável ou triste, dizemos que tal acontecimento “estragou” nosso Natal.
Nos meios de comunicação criou-se um “marketing de Natal”, com programas e eventos especiais, personagens natalinos, e um discurso ilusório e fantasioso que gera falsas expectativas, principalmente nas crianças, e também endividamentos desnecessários. Na igreja também criamos uma espécie de “cultura do Natal”, que nos leva a decorações natalinas, cantatas e outras atividades. Se falta alguma dessas coisas, dizemos que “esse ano não houve Natal na igreja”.
A verdade é que substituímos o verdadeiro Natal por uma série de atividades e coisas que não representam a sua essência. Podem até ter relação com a sua celebração, mas de maneira nenhuma podem tomar o seu lugar. Substituímos o verdadeiro sentido do Natal por uma ideia vaga de um período “cor-de-rosa” em que parece que a realidade foi “desligada” temporariamente, para que nada de ruim acontecesse. É uma felicidade artificial.
Ocorre, porém, que mesmo no Natal a vida real continua, com seus inúmeros problemas e dificuldades. Nessa ocasião também temos doenças, desemprego, conflitos, perdas, separações, etc. Também temos que trabalhar, cuidar da família, viver a rotina do dia-a-dia. Por outro lado, as pessoas não mudam seu caráter e seus sentimentos só porque é Natal, ainda que algumas, hipocritamente, tentem mostrar isto.
A palavra Natal é relativa a nascimento. Por exemplo, quando dizemos cidade natal, significa cidade de nascimento. O Natal que comemoramos todo ano é relativo ao nascimento de Jesus; deveríamos chamá-lo Natal de Jesus, pois é o aniversário dele. Portanto, trata-se de uma ocasião mais do que propícia para voltarmos nossos corações e mentes para aquele que deu a sua vida por nós, não para que tivéssemos um momento efêmero e fugidio de prazer, mas uma vida de felicidade eterna, que começa quando o recebemos em nosso coração como Salvador e Senhor.
Pr. Sylvio Macri
Pastor da IB Central de Oswaldo Cruz-RJ
Colunista deste Portal
sylmacri@gmail.com