Mostrando postagens com marcador ADIBERJ. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ADIBERJ. Mostrar todas as postagens

domingo, 21 de dezembro de 2014

O que é o Natal?

Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor.


“Depois de terem feito tudo o que era exigido pela Lei do Senhor, voltaram para a sua própria cidade, Nazaré, na Galileia. O menino crescia e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele.” (Lucas 2.39-40)
Foram momentos singulares para José e Maria, bem como para os pastores, magos e certamente as pessoas da vila de Belém. A rotina deles mudou por um tempo com notícias de anjos e visita de sábios. Mas passou e agora era hora de voltar à rotina. Simão, o sacerdote idoso, estava agora pronto para terminar sua história. E Jesus, iniciando a vida que viveria entre nós. O espetacular cessaria e a vida comum, com afazeres e problemas, seguiria seu curso. Jesus veio para lidar com nossa vida e nos ensinar o segredo e significado dela. Ele veio para nos trazer a graça e a verdade que jamais poderíamos encontrar por nós mesmos.
Nazaré foi o lugar onde cresceu e de onde partiu para Seu ministério. O Filho de Deus não brincou de tornar-se gente, ele viveu como um ser humano. E um ser humano sem vantagens, num lugar simples e de fama duvidosa. Numa família pobre, numa nação subjugada num canto do mundo. Enfrentou aflições que a vida sempre trás e nos advertiu de que é assim mesmo! Encorajou-nos a não perder o ânimo diante das lutas pois Sua vitória é a nossa (Jo 16.33). Cresceu e se fortaleceu fisicamente pelo trabalho pesado da carpintaria. Sabedoria e graça divina eram características suas ofertadas diariamente.
A noite de natal está chegando e vai passar. Por aqui tudo passa! Quantos natais já vieram e se foram em sua história? Papai Noel ficará esquecido até o próximo dezembro, como acontece todo ano. Afinal, ele só serve para esta ocasião. Mas, e Jesus? A fé em Cristo é para a rotina da vida e não apenas para as ocasiões especiais. O natal de Jesus anuncia que Ele veio a nós, para viver conosco, para viver em nós. Sua presença promove um estilo de vida saudável que gera crescimento e se caracteriza por sabedoria e graça. O natal só é natal quando é um símbolo do que vivemos o ano todo, quando é a celebração do que está mudando nossa vida, e não somente uma noite especial. Do contrário, ele será apenas uma fantasia, uma ilusão, um “faz de contas”. Como Papai Noel!

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Bancada evangélica tenta derrubar projeto que inclui casamento gay no conceito de família

Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor.

gay-filhoO conceito de família vem sendo debatido no Congresso Nacional através de dois projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional, e a polêmica em torno do assunto deverá se estender por muitos meses.
Embora tenham nomes parecidos – um se chama Estatuto da Família e o outro Estatuto das Famílias – os projetos são muito diferentes em seu conteúdo. O primeiro defende o conceito de família tradicional, enquanto o segundo abrange as uniões homossexuais e adoção de crianças por esses casais.
Na Câmara dos Deputados, tramita o Estatuto da Família sob a sigla PL 6.583/13, de autoria do deputado Ronaldo Fonseca (PROS-DF), e segue a definição que consta da Constituição Federal, de que a família é o núcleo formado a partir da união entre homem e mulher, por meio de casamento, união estável ou comunidade formada pelos pais e seus descendentes.
Já no Senado tramita o Estatuto das Famílias, sob a identificação PLS 470/13, de autoria da senadora Lídice da Mata (PSB-BA), pretende rever o conceito já presente na Constituição Federal, reconhecendo o casamento gay e as relações homoafetivas como entidade familiar.

“Eu estou colocando no relatório a proibição da adoção [por casais do mesmo sexo]. Se o Artigo 227 (da Constituição Federal) diz que a família é para proteger a criança, como é que dois homens, duas mulheres que são homossexuais que dizem serem pais, querem adotar? Adotar para satisfazer a eles ou a criança? A adoção é para contemplar o direito da criança, não do adotante”, argumenta Fonseca, que integra a bancada evangélica na Câmara.
A Câmara dos Deputados vem realizando uma enquete para conhecer a opinião da população sobre o conceito de família, e o resultado até o fechamento desta matéria apontava um empate técnico, com 48,49% dos participantes manifestando-se favoráveis à definição de que família é formada por um homem, uma mulher, e seus filhos. 51,2% se manifestaram contra essa definição.
“Aquela enquete deve ser vista apenas pela força de mobilização e não de opinião. Uma [mesma] pessoa pode votar várias vezes, inclusive os ativistas homossexuais têm escritório só pra fazer isso, mas é interessante ver que a sociedade está mobilizada”, minimizou o deputado.
O deputado acredita que sua postura é um reforço da visão que a maioria da sociedade brasileira tem a respeito desse assunto: “Não é questão de perseguição, é que na proteção especial do Estado para a família em que está configurada a integridade da família, o Estado não pode simplesmente reconhecer que dois homens querem viver como família. Que história é essa? Dois marmanjos? Qualquer pessoa que se junta agora é família? Se duas mulheres querem fazer sexo, que façam, mas que não busquem a proteção do Estado”, finalizou.
O projeto que tramita no Senado recebeu parecer favorável do relator, senador João Capiberibe (PSB-AP), e deverá ser votado em breve na Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Casa, segundo informações da Agência Brasil. O projeto deverá ser apoiado pela senadora Marta Suplicy (PT-SP), que deixou o Ministério da Cultura e voltou ao Legislativo recentemente.
Com informações do Gospel+

terça-feira, 8 de julho de 2014

Após 40 anos, prostíbulo se torna templo da Assembleia de Deus

Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor.


assembleia-prostibuloUma mudança no cenário da pequena Jequié, Bahia, localizada a 365 km da capital vem chamando atenção. Depois de quase 40 anos, o local onde funcionava uma famosa casa de prostituição virou igreja evangélica.
Funcionando no mesmo local, às margens da BR-116, rodovia federal que corta a cidade, o templo da agora Assembleia de Deus apresenta na fachada a mensagem “Onde abundou o pecado, superabundou a graça”.
A antiga dona é a ex-cafetina Maria Amenade Coelho, 67 anos. Ela fechou o prostíbulo e decidiu abrir a igreja para servir de testemunho aos moradores e, sobretudo, antigos clientes. Tanto é que hoje o templo reúne em seus cultos vários deles, além de garotas de programa e donas de outros prostíbulos fechados no município.
“Vivia nesse local afundado na droga, bebida e sexo. Era só perdição. Mas o exemplo dela [Maria] me deu forças para me libertar”, conta o carregador de cargas Antonio Barbosa Teixeira, 35, hoje convertido e membro da igreja.
Jéferson Barbosa Ramos, 24, outro que agora frequenta os cultos, lembra: “Todo final de semana eu chegava aqui sete horas da noite e só saía sete da manhã do outro dia, bebendo e me drogando. Roubei várias vezes e cheguei a ficar no presídio por dois meses, mas agora estou liberto”.
A polícia chegou a prender Maria nos anos 1990 por ter empregado no bordel três garotas adolescentes. “Tinha muita droga, briga, só coisa ruim. Mas garanto que estou arrependida de tudo que fiz e que hoje sou outra pessoa e estou buscando a Deus”, conta a ex-cafetina.
Sua mudança de vida começou quando ele ficou três meses de cama por causa de um problema na cartilagem dos joelhos. “Foi um momento de pensar na vida. Recebi visitas de evangélicos que fizeram orações comigo por vários dias e me convenceram a sair daquela vida”, comemora.
O testemunho de Maria é forte. Ela passou 38 anos na prostituição, em suas próprias palavras, por “opção de sobrevivência”. Sua antiga casa de prostituição tinha oito quartos apertados com banheiro, paredes de reboco semiacabado e sem forro no teto. As paredes internas foram derrubadas e hoje o local atrai dezenas de pessoas a cada culto.
Com informações da Folha de São Paulo
ADIBERJ

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Uma Introdução a Efésios

Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor.


EFÉSIOS 1.1
Paulo, apóstolo de Cristo Jesus pela vontade de Deus, aos santos e fiéis em Cristo Jesus que estão em Éfeso…
Você já parou para pensar na imagem que melhor define o apóstolo Paulo? Penso que é a de um soldado. Basta uma rápida olhada em suas cartas para se constatar que ele passou a maior parte do seu tempo em combate – ele combateu intrigas, imoralidade, ignorância, injustiça, preguiça, apatia, heresias e outras coisas mais.
Paulo foi um verdadeiro soldado da fé, tanto que de suas últimas palavras registradas no Novo Testamento se destacam as seguintes:
2Tm 2.3 – Suporte comigo os meus sofrimentos, como bom soldado de Cristo Jesus.
2Tm 4.7 - Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé.
As cartas de Paulo, portanto, são como correspondências de um soldado de guerra, como cartas de um general comandando suas tropas espalhadas pelas diversas frentes do campo de batalha. Agora, pense por um instante no seguinte: o que Paulo teria escrito se ele não tivesse qualquer heresia para combater, nenhum falso apóstolo para contra-atacar, nenhum lobo infiltrado na igreja para abater e nenhum problema eclesiástico para resolver? A resposta é: Efésios.
A carta aos Efésios é singular por ser a única das treze epístolas paulinas que não foi motivada por problemas locais, por maus comportamentos, nem por desvios doutrinários. Para escrever essa epístola, Paulo se despiu de seu uniforme militar, guardou seu aparato de guerra e, afastado dos conflitos eclesiásticos, trajou-se como um brilhante pintor, com o propósito de colocar em tela uma bela imagem do povo da graça. Sim, podemos dizer que em Efésios, Paulo deixa de ser o destemido militar para se tornar o destacado pintor.
Charles R. Swindoll comenta o seguinte:
Em Efésios, Paulo levantou sua cabeça bem acima da poeira e da fumaça do campo de guerra para nos dar uma imagem do que Cristo fez por nós e porque. Sua carta nos fornece uma elevadíssima perspectiva – uma nova visão do nosso propósito, do chamado que recebemos como Corpo de Cristo e de como nós devemos viver no mundo. Ela mistura alguns dos mais sublimes e majestosos pensamentos teológicos com alguns dos mais práticos ensinos da vida cristã.
Em poucas palavras: o que nós temos em Efésios é um tratado da nossa posição em Cristo e de como deve ser a nossa postura no mundo.
Efésios conta a história do povo da graça – isto é: (1) quem é esse povo (Ef 1 a 3) e (2) como esse povo deve viver (Ef 4 a 6); ou (1) no que esse povo crê (Ef 1a 3) e (2) como esse povo deve se comportar (Ef 4 a 6)
Antes de prosseguirmos como os nossos estudos detalhados dos versos e capítulos dessa carta, o que nós faremos, Deus nos permitindo, ao longo dos domingos matinais desse ano, nós exploraremos alguns aspectos do pano de fundo dessa carta e veremos como Paulo construiu o seu argumento para a nossa edificação.
O MUNDO DE E A CARTA AOS EFÉSIOS
Aparentemente, Paulo não tinha qualquer problema específico dentro da igreja quando ele escreveu essa carta (não que a igreja não os tivesse, mas que não eram eles a preocupação de Paulo naquele momento). Do lado de fora, no entanto, a coisa era bem diferente. A igreja de Éfeso vivia numa sociedade que era letal para o cristianismo.
1. Perseguição romana
Enquanto Paulo escrevia, Nero governava com mão de ferro o Império Romano. Mais do que qualquer outro César, esse imperador perseguiu os cristão com sádica satisfação. Foi ele quem culpou os cristãos pelo incêndio infame que praticamente destruiu a cidade de Roma – incêndio este que, ao que tudo indica, Nero mesmo teria provocado – e usou tal acontecimento para justificar e incitar os assassinatos brutais de cristãos.
Até mesmo o antigo historiador Tácito, que também odiava os cristãos, admitiu que Nero teria ido longe demais em suas torturas.
Primeiro, Nero prendia todos os cristãos professos que ele conseguia. Depois, sob as denuncias que ele colhia através de torturas, outros tantos eram presos e condenados – nem tanto pela acusação de incêndio criminoso, mas por suas tendências antissociais. Suas mortes eram planejadas para ser um espetáculo cômico. Vestidos em pele de animais, eles eram despedaçados por feras, outras vezes eram crucificados, outras vezes eram feitos de tochas que clareavam os jardins de Nero na escuridão da noite [como se fossem luzes de Natal!]… Parecia que eles estavam sendo sacrificados muito mais pela brutalidade de um homem do que pelo interesse nacional.
Tácito também nos informa que muitos em Roma, apesar de não seguirem o extremo da maldade de Nero, criam que os cristãos eram criminosos e mereciam “punição implacável”. Realmente, não era fácil ser cristão dentro dos limites do Império Romano naqueles tempos.
Apesar de perseguição tão perversa, Paulo desafiou os efésios a raciocinarem muito além da mera sobrevivência. O apóstolo não queria que os cristãos vivessem consumidos pelos seus problemas (que eram sim muito sérios), pela ideia de terem que se esconder dos capangas de Nero. A vida não deveria se limitar a isso. Os cristãos deveriam fixar suas mentes na gloriosa graça de Deus, nos triunfos do céu, na posição deles em Cristo e viver preocupados com a postura deles em Cristo.
Que lição para nós hoje que, diante do menor desafio, nos deixamos ficar consumidos e abatidos pelos problemas e abandonamos os compromissos do reino de Deus. Paulo desafia a igreja com o seu próprio exemplo:
Ef 4.1-3 - 1 Como prisioneiro no Senhor, rogo-lhes que vivam de maneira digna da vocação que receberam. 2 Sejam completamente humildes e dóceis, e sejam pacientes, suportando uns aos outros com amor. 3 Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz.
O apóstolo está dizendo que ele também tem problemas, ele também sofre com a perseguição, mas nada disso o impede de buscar o reino de Deus e a sua justiça em primeiro lugar.
2. O paganismo de Éfeso
Em adição à perseguição amplamente difundida pelo Império Romano, os cristãos efésios encaravam um desafio único. Éfeso era reconhecida pelo seu paganismo, e o templo da deusa Ártemis erguia-se como a jóia da coroa. William Barclay nos informa que:
O templo de Ártemis era uma das sete maravilhas do mundo. Um de seus destaques eram os seus pilares. Ele continha cento e setenta e sete pilares, cada um deles havia sido presente de um rei. Todos eram feitos de mármore, alguns eram cobertos de ouro e cravejados com jóias.
Esse templo projetava uma enorme sombra sobre a cidade. Ele não apenas controlava a mentalidade dos cidadãos, mas também impulsionava a economia do município. Fato este que Paulo descobriu da maneira mais dura possível.
At 19.23-30 - 23 Naquele tempo houve um grande tumulto por causa do Caminho.24 Um ourives chamado Demétrio, que fazia miniaturas de prata do templo de Ártemis e que dava muito lucro aos artífices, 25 reuniu-os com os trabalhadores dessa profissão e disse: “Senhores, vocês sabem que temos uma boa fonte de lucro nesta atividade 26 e estão vendo e ouvindo como este indivíduo, Paulo, está convencendo e desviando grande número de pessoas aqui em Éfeso e em quase toda a província da Ásia. Diz ele que deuses feitos por mãos humanas não são deuses. 27 Não somente há o perigo de nossa profissão perder sua reputação, mas também de o templo da grande deusa Ártemis cair em descrédito e de a própria deusa, adorada em toda a província da Ásia e em todo o mundo, ser destituída de sua majestade divina”. 28 Ao ouvirem isso, eles ficaram furiosos e começaram a gritar: “Grande é a Ártemis dos efésios!” 29 Em pouco tempo a cidade toda estava em tumulto. O povo foi às pressas para o teatro, arrastando os companheiros de viagem de Paulo, os macedônios Gaio e Aristarco. 30 Paulo queria apresentar- se à multidão, mas os discípulos não o permitiram.
Paulo, provavelmente, teria sido morto! Ele sabia por experiência própria que o paganismo religioso não favorecia nem facilitava a vida dos cristãos naquela cidade, mas nem por isso ele deixa de exortá-los:
Ef 4.1 - Como prisioneiro no Senhor, rogo-lhes que vivam de maneira digna da vocação que receberam.
Depois da perseguição romana e do paganismo de Éfeso, vejamos:
3. A plantação da igreja em Éfeso
Em sua segunda viagem missionária, ao passar por Corinto, Paulo conheceu um casal que fabricava tendas: Priscila e Aquila. Ele imediatamente se tornou amigo e colega de trabalho dos dois. Em Corinto, os três trabalharam e falaram de Cristo por um tempo (At 18.1-7). Em seguida, o casal viaja com Paulo para Éfeso, onde o apóstolo os deixou e depois partiu para Cesaréia e Antioquia (At 18.18-22).
Em sua terceira viajem missionária, Paulo retorna a Éfeso e encontra alguns discípulos, provavelmente membros da igreja iniciada na casa de Priscila e Aquila (At 19.1). O apóstolo batiza os convertidos e permanece por um tempo na cidade, ensinando primeiramente na sinagoga e depois na escola pública de Tirano (At 19.1-9). Na ocasião, Paulo permaneceu por dois anos em Éfeso (At 19.10). Deus o abençoou com muitos milagres e um crescimento espantoso do evangelho na cidade (At 19.11-20).
Por que a igreja de Éfeso cresceu tanto apesar da perseguição e do paganismo? Charles R. Swindoll sugere que o segredo, além, é claro, da graça de Deus, está no longo tempo que Paulo investiu naquela igreja, ao todo três anos – mais do que em qualquer outra igreja.
Pregação e ensino públicos da Palavra de Deus, acompanhados da comunhão edificante em particular, ainda são as melhores armas contra os ataques do mundo, da carne e do diabo; e para o crescimento da igreja. Ouça o testemunho de Paulo, um tempo mais tarde…
At 20.17-21 - 17 De Mileto, Paulo mandou chamar os presbíteros da igreja de Éfeso. 18 Quando chegaram, ele lhes disse: “Vocês sabem como vivi todo o tempo em que estive com vocês, desde o primeiro dia em que cheguei à província da Ásia.19 Servi ao Senhor com toda a humildade e com lágrimas, sendo severamente provado pelas conspirações dos judeus. 20 Vocês sabem que não deixei de pregar-lhes nada que fosse proveitoso, mas ensinei-lhes tudo publicamente e de casa em casa. 21 Testifiquei, tanto a judeus como a gregos, que eles precisam converter-se a Deus com arrependimento e fé em nosso Senhor Jesus.
A organização da igreja em Éfeso se deu pelo esforço de um casal leigo e o frutífero pastor comprometido com a exposição da Palavra e a manutenção da comunhão, que sabia que os membros devem ser capacitados para o exercícios de seus ministérios:
Ef 4.11-16 - 11 E ele designou alguns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, 12 com o fim de preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, 13 até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo. 14 O propósito é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para outro pelas ondas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela astúcia e esperteza de homens que induzem ao erro. 15 Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. 16 Dele todo o corpo, ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função.
4. As partes da carta aos efésios
Vimos sobre a perseguição romana, o paganismo de Éfeso e a plantação da igreja. Vermos agora as partes dessa carta.
Efésios tem duas partes bem distintas.
1a CRENÇA – Capítulos 1 a 3 revelam como Cristo, através de sua morte, ressurreição e exaltação nos reconciliou com Deus, unindo judeus e gentios em um corpo. Essa primeira parte é doutrinária e revela a nossa posição em Cristo.
2a COMPORTAMENTO – Capítulos 4 a 6 nos instruem sobre como viver à luz da nossa posição em Cristo – da nossa nova identidade em Cristo. Essa segunda parte é prática e revela como deve ser a postura daqueles que estão em Cristo.
Efésios nos ensina que a vida do povo da graça, a vida de cada cristão, é construída sobre dois fundamentos: o conteúdo bíblico e o comportamento público que flui desse “saber”, dessa “doutrina”.
UMA INTRODUÇÃO A EFÉSIOS
À medida em que nós caminharmos por essa maravilhosa carta de Paulo, sugiro que mantenhamos três pensamentos sempre bem claros:
Um lembrete – Como igreja, estamos todos sob o mesmo Cabeça, Cristo o Senhor. Portanto, devemos nos submeter a ele e uns aos outros em amor.
Um alívio – Pertencemos a um corpo. Nós não estamos sozinhos e não precisamos agir sozinhos para resolver os nossos problemas. Nós podemos nos refugiar no Corpo de Cristo. Portanto, o pré-requisito indispensável é que tenhamos compromisso com Cristo e uns com os outros.
Uma segurança – Nós podemos resistir aos assaltos do inimigo, pois temos os recursos de Deus disponíveis para nós. Bata que sejamos equipados pela Palavra e pela oração.
E agora?
Você almeja conhecer mais da graça de Deus que nos torna e nos sustenta como povo da graça?
Quer saber o que significa estar em Cristo?
Deseja estudar sobre a postura do cristão na família, no mundo e na igreja?
Pretende saber mais sobre como ser submisso, comprometido e equipado?
Junte-se a nós nesse estudo de Efésios e deixe Deus transformar a sua vida. Torne-se parte do povo da graça.
Pr. Leandro B. Peixoto
Pastor da Igreja Batista Central de Campinas – São Paulo
Colunista deste Portal
ADIBERJ

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Ore por desabrigados por ventania em Guiné-Bissau

Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor.

Uma tempestade com ventos fortes atingiu a cidade de Bafatá, em Guiné-Bissau, no último fim de semana. Além de destruir casas, também houve feridos e pessoas que perderam suas vidas.
Bafatá fica no interior do país, onde atuam os três integrantes da quarta turma do projeto Radical Luso-Africano e também os missionários Freddy e Elaine Ovando. Todos estão bem.
“Amigos, obrigada pelas orações! Os missionários estão bem, graças a Deus. Entrou água na casa onde estamos, mas a situação é administrável. Os pertences do Radical Luciano Rodrigues é que molharam mais, inclusive o computador, do qual a água escorre. Mas estamos todos bem”, contou Fabiane Farias, do Radical Luso-Africano.
Esta época do ano é a temporada de chuvas em Guiné-Bissau, e segundo o Serviço Nacional de Proteção Civil do país, os fortes ventos que atingiram a região de Bafatá no fim de semana são um prenúncio de mais chuvas.
“Os ventos não destruíram só casas, mas a alegria de muitas famílias, as quais perderam suas coisas, e algumas até seus familiares, além de muitas pessoas terem se ferido. Esteja em oração por esse povo”, conclui Fabiane.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

A hipocrisia de falsos crentes que vivem na prática do adultério

Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor.


O adultério é um câncer destruidor. A quantidade de famílias destruídas por esse pecado é absurdamente impressionante.
Pois é, para nossa tristeza, uma pesquisa encomendada pelo Datafolha revelou que 71% dos brasileiros se dizem favoráveis à dissolução do casamento. Dentre os católicos, o índice sobre para 74%. Até mesmo os evangélicos formam maioria quanto à aprovação do divórcio: são 59% entre tradicionais e pentecostais.
Infelizmente os casos de divórcio e adultério entre os evangélicos se multiplica a olhos vistos. A cada novo dia ouvimos relatos de pessoas que afirmam terem traído seus cônjuges. Ora, como afirmei no Facebook o que me assusta não é o fato de muitos cristãos cometerem este tipo de pecado. O que me assusta é triste realidade de que muitos “cristãos” em nome de uma graça barata, permanecem na prática deste pecado. A quantidade de gente que diz que pecou, sem contudo abandonar a vida adulterina é impressionante. Sei de casos de pastores que traíram suas esposas, abandonaram seus lares passando a viverem junta da adultera e acham que não estão errados, mesmo porque, Deus os perdoou do adultério cometido.
Caro leitor, um principio claro das Escrituras é o seguinte: Pecou? Confesse sua transgressão e abandone seus pecados e o Sangue de Jesus o purificará de todas as suas iniquidades. Agora, o que não dá para aceitar é você dizer que se arrependeu do seu adultério e continuar vivendo e se relacionando com a pessoa com que pecou.
Outro dia soube de uma moça, casada que se apaixonou por um músico de sua igreja. Pois bem, em nome do “amor”, a mulher abandonou os filhos, o marido e passou a se relacionar com o amante. Ao ser confrontada pela Igreja, respondeu: “Eu sei que eu errei, mas , pedi perdão a Deus e Ele me perdoou.” Diante da sua resposta o pastor lhe disse: “Se reconhece o seu erro, abandone seu amante e reconcilie-se com seu marido.” Ela respondeu dizendo: “Isso não. Deus já me perdoou e agora eu vou viver em novidade de vida com o meu novo amor.”
Prezado amigo, lamentavelmente parte da igreja relativizou as Escrituras. Sei de casos de pastores que traíram suas esposas, saíram de casa, divorciaram-se, casando com as adulteras e continuam no ministério. Há pouco fiquei sabendo de um líder eclesiástico que trocou a esposa pela nora e continua a frente da igreja.
Ora, isso é uma vergonha não é verdade? Ouso afirmar que pessoas que pecam e em nome de uma espiritualidade barata continuam na prática do pecado não nasceram de novo.
“Todo aquele que é nascido de Deus não vive na prática de pecado… todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado” (1 Jo 3.9; 5.18).
O Bispo J.C. Ryle certa feita disse:
“Uma pessoa nascida de novo, ou seja, regenerada, não comete o pecado como um hábito. Não peca mais com seu coração, sua vontade e toda a sua inclinação natural, como o faz a pessoa não-regenerada. Havia um tempo em que ela não se preocupava com o fato de que suas atitudes eram pecaminosas ou não, um tempo em que não se entristecia após fazer o mal. Não havia qualquer luta entre ela e o pecado; eram amigos. Agora a pessoa nascida de novo odeia o pecado, foge dele, combate-o, considera-o sua maior praga, geme sob o fardo da presença dele em seu ser, lamenta quando cai diante da influência do pecado e deseja intensamente ser completamente liberta dele. Em resumo, o pecado não lhe causa mais satisfação, tampouco é algo para o que ela se mostra indiferente. O pecado tornou-se para a pessoa nascida de novo uma coisa abominável, que ela detesta. Ela não pode evitar a presença do pecado. Se disser que não tem pecado, não haverá verdade em suas palavras (1 Jo 1.8). Mas a pessoa regenerada pode afirmar com sinceridade que odeia o pecado e que o grande desejo de sua alma é não mais cometê-lo, de maneira alguma. O indivíduo regenerado sabe, conforme o disse Tiago, que “todos tropeçamos em muitas coisas” (Tg 3.2). Todavia, ele pode afirmar com sinceridade, diante de Deus, que tais coisas lhe causam tristeza e aflição diariamente e que toda a sua natureza não as aprova”
Isto posto, concluo dizendo:
O adultério sempre foi e sempre será fonte de marcas, mágoas, dores e desgraças. A separação e falência conjugal são hoje uma gravíssima epidemia que tem vitimado milhões de pessoas em toda planeta. Isto posto, tenho plena convicção que como crentes em Jesus não nos é possível tratarmos com naturalidade comportamentos adulterinos. Antes pelo contrário, temos por dever confrontar de forma clara e objetiva este comportamento imoral. Além disso, cabe a nós chorarmos diante do Senhor, pedindo perdão pelos pecados de uma nação que teima em desrespeitar os valores da decência e moralidade.
Pr. Renato Vargens
Pastor, conferencista e escritor
Colaborador deste Portal
renato.vargens@gmail.com

Extraído de ADBERJ

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Para desfrutar o melhor

Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor.



Então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas o fôlego de vida, e o homem se tornou um ser vivente. (Gênesis 2:7)

Fomos criados para este mundo – criados do pó da terra! Somos constituídos fisicamente dos mesmos elementos que compõem os demais seres e coisas desse mundo. Aqui nossa vida se mantém e nos realizamos como pessoa. Aqui podemos experimentar o calor, o frio, a sombra de uma árvore, o contato com animais, os diversos sons, cheiros, sabores e cores, e tantas outras experiências que nos alegram, encantam, intrigam, aguçam a curiosidade, enfim, enriquecem nossa vida. Aqui e a partir daqui, conjecturamos, duvidamos e cremos!

Aqui também estão as demais pessoas. Como nós, criadas à imagem de Deus e apropriadas a este mundo. Assim como precisamos das coisas, precisamos das pessoas. E muito mais delas! Mas o pecado trouxe grande desordem para tudo isso! Poderíamos estar realmente felizes como raça, mas estamos pouco felizes e confusos. Porém, aqui ainda é uma parte importante de nossa vida. Ainda temos duas tarefas: cuidar e dominar a natureza, e nos relacionar. Precisamos nos sair melhor, nas duas!

O cristianismo envolve completamente nossa vida terrena – “quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para glória de Deus” (1 Co 10.31) – que não é descartável e nem deve ser negada. Negar nossa humanidade não nos ajudar a ser cristãos melhores. Aquele que nos fez cristãos, Jesus, foi cem por cento humano. O sentido do cristianismo é nos tornar pessoas de verdade, como Deus pretendeu que fôssemos. Para isso vamos precisar dizer não a nós mesmos, a muitas de nossas inclinações e desejos. Mas não se trata de negar nossa humanidade, mas de resistir ao pecado – inclinação deturpada de nossa humanidade. O que é apropriado e o que não é? O que é pecado e o que não é? Essa é uma questão fundamental.

A vida religiosa nem sempre nos ajuda. Na busca por santificar, a religião acabou tornando quase tudo pecado. Perdemos a espontaneidade para a vida e ficamos cismados com nossa natureza. A negação de quem somos dificilmente ajuda em nossa espiritualidade. O caminho não é negar, é consagrar. O cristianismo é uma proposta de entrega, rendição. Ele nos oferece parâmetros para viver nossa humanidade de forma saudável e santa, para existir de forma apropriada. E isso é fundamental para nossa felicidade terrena! E o segredo está em nossa entrega diária e pessoal a Cristo.

Por isso, agradeça a Deus hoje por quem você é. Mas não viva de si mesmo. Olhe para Cristo. Ele é a sua vida! Nele está a sua vida! Sua humanidade é tão importante para Deus que Ele decidiu fazer de seu corpo o templo do Espírito Santo. Busque comunhão com Deus, não ande só. Fomos criados para viver neste mundo, mas não para vivermos neste mundo sozinhos, por nós mesmos, seguindo nosso próprio coração. Há uma outra opção: viver com Deus, seguir sua vontade e submeter a Ele o nosso coração. Se realmente deseja desfrutar o melhor da vida, é este o caminho!

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Polícia divulga foto de suspeito de raptar menina em culto

Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor.


O suspeito de ter sequestrado em 10 de junho a menina Brenda Gabriela da Silva, de 4 anos, dentro de uma igreja evangélica no Cambuci, em São Paulo, foi identificado nesta terça-feira pela polícia. Trata-se do ajudante-geral Jorge Antunes Cardozo, de 47 anos, cuja foto foi mostrada para a garota e o funcionário da loja de doces que a encontrou, Alex Ramos de Carvalho – vizinho da família de Brenda.
Os dois reconheceram Cardozo, que aparece carregando Brenda no colo em imagens do circuito de segurança da doceria onde trabalha Carvalho, na Rua Vergueiro, Zona Sul de São Paulo. A menina foi localizada nesta segunda-feira, depois que o vizinho a viu na rua e chamou a polícia.
A foto do suspeito do sequestro, que continua foragido, estava em um documento encontrado pelos policiais em uma carroça abandonada com roupas infantis – Brenda contou aos investigadores do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) que havia dormido em uma carroça. No mesmo local também foram achados extratos bancários em nome de Cardozo, cobertores, brinquedos e uma mamadeira.
Ao levantar informações sobre Cardozo no Instituto de Identificação Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD), a polícia descobriu que ele nasceu em Ponta Grossa, no Paraná, cursou só o primeiro grau e morava em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. Segundo as investigações, ele teria sido despejado por não pagar o aluguel.
Entenda o Caso
De acordo com o relato do irmão de 8 anos de Brenda, um homem que estava perto deles no dia do culto passou a mão nos cabelos da menina pouco antes dela desaparecer. A mãe da menina, a diarista Geissa Maria da Silva, de 31 anos, havia levado as crianças à Igreja Pentecostal Deus é Amor para pedir uma oração para o filho mais novo, de 9 meses. Geissa também é mãe de uma menina de 11 anos e de uma adolescente de 14, que ficaram em casa.
“A igreja estava lotada, mas consegui pedir a oração para que meu bebê melhorasse da broncopneumonia”, contou a diarista na época. “Na hora em que virei, vi meu filho sozinho e comecei a procurar a Brenda de um lado para o outro”. O templo tem capacidade para 36 mil pessoas sentadas, mas tinha o dobro de fiéis por causa da comemoração dos 50 anos da igreja fundada pelo pastor David Miranda.
Geissa passou a procurar a criança nas dependências da igreja e depois foi até a rua ver se a encontrava nas proximidades. “Um homem viu o meu desespero e me levou até uma delegacia que fica perto de restaurantes japoneses, onde deixei uma foto. Não fizeram o B.O. porque eu estava sem os documentos da Brenda”, afirmou Geissa, referindo-se ao 1º DP (Sé). Ela só procurou a Polícia Civil novamente na segunda-feira, dessa vez com o auxílio de um funcionário da igreja. “Pensei que a delegacia ficava fechada aos domingos”, disse a mulher, que é analfabeta.

Observação do blog UMA VERDADE:
Olhando para a foto deste camarada aí, vê-se que é uma vitima do diabo, sonhando com coisas impossíveis, quem sabe! Era um sonho dele ter uma filha!
As igrejas não estão preparadas para estas coisas, e muito menos as igrejas que agregam cultos populares. Seus obreiros e porteiros despreparados. E deveriam ser os observadores nas reuniões dos que adentram na igreja, suspeitar, não quer dizer julgar, mas ser observadores nestas reuniões. Uma, porque os que vão em busca pela fé de seus problemas, não estão preparados para entender isto, fé é uma coisa, e na casa do Senhor também estamos sujeitos a ataques de pessoas mal intencionadas, ou até mesmo de pessoas endemoniadas, que não querem nada com Deus. Mas estão ali para no momento de descuido, furtar, ou até como neste caso raptar. Sejamos honestos, ser organizado não faz mal a ninguém. Também nestes cultos temos de contar com a ajuda do Espírito Santo, e revelar estes espíritos estranhos em nosso meio. Lembremo-nos que ainda estamos na terra...

Extraído; ADIBERJ

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Nadez em alto estilo

Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor.



Não é nudez. É nadez mesmo. É um conceito da filósofa Gertrude Stein. Ela criou o neologismo referindo-se ao vazio interior das pessoas, que lhes dá uma vida incolor. Elas necessitam de motivações, mas não querem causas que exijam engajamento. Também não querem estudar, e receiam coisas profundas. São superficiais e vegetativas. Alimentam-se do vazio e do nada. Isto é a nadez.
Quer ver exemplos de nadez? Selecionei, em três sites, notícias publicadas no dia 7 de janeiro. FOLHA.COM: (1) Fernanda Paes Leme curtiu o mar neste sábado; (2) DiCaprio apresentou nova namorada à mãe; (3) Marco Rizza se aborrece e levanta dedo para paparazzo. IG: (1) Famosos levam seus bebês ao teatro no Rio; (2) Cláudia Jimenez e Miguel Falabella jantam juntos no Rio de Janeiro; (3) Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert curtem peça. UOL: (1) Paula Abdul termina relacionamento com Braston; (2) Top Ana Beatriz Barros vai à praia com namorado; (3) Filme fez Scarlett Johansson parar de comer carne. Tirando-se DiCaprio, que conheço pelo filme “Titanic”, se trombasse com os demais na rua não saberia quem são. Vez por outra encontro alguns desses famosos em vôos ou aeroportos. São-me tão conhecidos como eu para eles. Um cantor chamou-me de alienado porque eu não sabia quem ele era.
São notícias típicas da cultura nadez. Dão às pessoas a sensação de estarem informadas, de estarem por dentro dos bastidores. Sabem coisas. Banais e inúteis, mas sabem. Ajunte-se a isto o prazer que bisbilhotar a vida alheia dá e eis a realização da pessoa da cultura nadez. Ela se sente ocupada e tem uma sensação de cultura. Seu vazio intelectual, emocional e espiritual é preenchido com o nada.
Parece-me, sem querer ser maldoso, que estão surgindo uma cultura e uma geração medíocres. Fui pré-adolescente e adolescente nos anos sessentas. Aquela geração foi às ruas protestar. A geração de hoje vai aos shoppings consumir. Aquela queria transformar o mundo. A atual quer o melhor do mundo. O ideal cedeu espaço para o desfrute. Falta de grandeza. Mas meu grande receio é que a nadez esteja migrando para as igrejas. As pessoas querem agito, mas não reflexão. Querem sensações, mas não estudo. Nada de “pesado” deve ser pregado. Sermão expositivo? Nada disso! Que tal algumas historinhas? A mensagem e o culto devem ser “light”, como as notícias dos sites. O estudo bíblico cede lugar ao “compartilhamento”, um momento em que cada um conta uma história em que, geralmente, é o herói. Fui a uma reunião de estudo bíblico na qual as pessoas estavam sem Bíblia. Disseram-me, candidamente, que seu costume era o de compartilhar sua semana uns com os outros. É uma boa prática, mas não deveria receber o nome de “estudo bíblico”. O livro texto não era a Bíblia, mas as pessoas. Não se estudava a Bíblia. Papeava-se. Em muitos cultos nadez, as pessoas ouvem alguma coisa sobre Deus e cantam alguma coisa sobre ele. Mas nada “denso” (como alguém me recomendou para pregar), nada comprometedor. Tudo suave. Tudo nadez. Alguns de nossos cânticos são nadez pura. O próprio enfoque da vida cristã não é mais o de ideal, mas o de desfrute: como ser abençoado, como conseguir o melhor na vida material, seguindo alguns bons conselhos espirituais. A vida cristã passou a significar uma vida tranqüila, cheia de coisas, e não o investimento da vida e dos bens no reino, num compromisso com o evangelho e com a igreja de Jesus. Nadez espiritual.
Nadez cultural já é lastimável. Mas nadez espiritual é pior. Ilude a pessoa. Leva-a a sentir-se realizada com migalhas que caem da mesa, e não com o pão farto. Leitor, você está na fase da nadez ou do tudez? Não tenho a envergadura de uma Gertrude Stein, mas deixe-me criar um neologismo. O tudez vem do esquecido hino “Tudo, ó Cristo, a ti entrego, tudo, sim, por ti darei”. Tudez dá realização. Nadez é engodo. Opte pelo tudez.
Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho
Pastor da Igreja Batista Central de Macapá – AP
Colunista deste Portal
isaltinogomes@hotmail.com

Extraído: ADIBERJ

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Os pastores feiticeiros e seu evangelho pagão

Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor.


Pastores da Igreja Universal do Reino de Deus inovam. Pela TV, em Brasília, prometem bom desempenho em concursos públicos. O fiel só precisa levar caneta ou comprovante de inscrição ao templo para ser ungido.
O discurso? “Se Deus te iluminar, te der a direção, nada dá errado.”
O pior dessa notícia é que tem uma lógica danada. Literalmente, a lógica é danada. É dos quintos dos infernos. Mas faz todo o sentido dentro da cosmovisão religiosa popularmente identificada como cristã, isto é, da subcultura sociologicamente definida como segmento religioso que se pretende cristão. Senão, observe.
. Para quem crê em um Deus intervencionista, que se mete no cotidiano da vida humana vindo de fora (de outro mundo, da sala do trono, ou sei lá de onde), qual é o problema de pedir a Deus que favoreça um dos seus filhos em um concurso público?
. Para quem acredita em unção como ritual litúrgico, e sai por aí passando óleo e azeite em portas e janelas, carros, pessoas, animais de estimação, propriedades, galpões empresariais e escritórios, e outras coisas mais, qual é o problema de ungir ritualisticamente uma caneta ou uma ficha de inscrição para um concurso público?
. Para quem acredita que Deus revela segredos aos seus filhos, fala pela boca dos profetas e dá palpite na vida dos outros, qual é o problema em pedir uma iluminação ou uma direção, tipo informação privilegiada, como ajuda para o êxito num concurso público?
. Para quem acredita que o templo é a Casa do Senhor, e que os pastores, bispos, apóstolos e patriarcas são Servos do Senhor, pessoas especiais, com uma unção especial de Deus, qual é o problema de participar dessa unção ritualística no Templo Sede Internacional e receber a benção do homem de Deus antes de atravessar o desafio de um concurso público?
. Para quem faz promessas de subir escadas de joelhos, realiza peregrinações carregando cruz nas costas, amarra fitinhas de santos no pulso, pendura no pescoço colares benzidos nos terreiros, carrega santinhos na carteira, ou participa de correntes da fé em busca de bençãos materiais e soluções para problemas circunstanciais, qual é o problema de ungir a caneta ou a inscrição para o concurso público?
Em síntese, apesar de grotesca e de causar espanto, respeitada a lógica religiosa popular cristã, não há nada de errado nessa prática noticiada pela Agência Estado. O desafio é responder se essa lógica expressa de fato o Evangelho de Jesus Cristo.


Pr. Ed René Kivitz
Pastor da Igreja Batista de Água Branca – SP

Extraído:  ADIBERJ

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O que nos acontece quando morremos?

Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor.

INTRODUÇÃO
O que nos acontece quando morremos? O materialista dirá que não acontece nada. Tudo se acabou. Para alguns, voltamos em uma segunda oportunidade, uma terceira, quantas forem necessárias. Este mundo é uma espécie de penitenciária, um IAPEN espiritual, onde pagamos os erros de vidas passadas, embora não nos lembremos deles. Para outros mais, ficamos em uma espera, dormindo, até que um dia acordaremos, no juízo final. E outros, ainda, pensam que ficamos num lugar de onde orações e cerimônias religiosas do lado de cá, feitas por outras pessoas, nos tirarão. Mais recentemente, começou a se veicular a idéia de que continuamos vagando por aí, até cumprimos nossa missão. Isto foi mostrado em dois filmes, Ghost e Sexto sentido. Neste, um psicanalista é morto, mas não sabe que morreu. Contracena com ele um garoto que lhe diz: “I see dead people all the time” (“Eu vejo gente morta, sempre”). Só depois que ajuda o menino a se firmar, desempenhando um papel numa peça de Shakespeare, é que o psicanalista entende que morreu, e pode ir embora, de vez. Esta é uma tendência de romantizar a morte e enaltecer a vida humana mostrando seu sentido como sendo o cumprimento de uma missão. Quem cumpre sua missão aqui na terra pode morrer em paz. É uma afirmação do existencialismo, que afirma que o sentido da vida é aquele que lhe damos. No entanto, Eclesiastes 12.13 define bem o sentido da vida: “De tudo o que foi dito, a conclusão é esta: Tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos porque foi para isso que fomos criados.”. Há um sentido na vida: viver com Deus. Não nascemos para vencer nem para sermos felizes. Nascemos para viver com Deus. Quando vivemos com ele, vencemos e somos felizes. Vitória e felicidade são subprodutos da vida partilhada com Deus. As circunstâncias se tornam pouco relevantes. O problema é que a humanidade quer viver sem Deus. E também quer explicar a morte sem ele.
Há quem diga que a morte não existe e tudo é ilusão. Tudo é maya. Mas todas as pessoas, em todas as épocas, foram iludidas? A morte é real. Há um grande esforço da cultura secular em banir o sofrimento e a morte de nossas preocupações, negando-a ou romantizando-a. No fundo, é o medo da morte que nos faz revesti-la de aspecto romântico. Mas a morte é feia e triste.
Querer saber o que nos acontece após a morte é algo natural para quem crê na sobrevivência da alma. O materialista nada tem a especular aqui. Sua vida é pobre e se limita à sobrevivência física. Morrendo ele, tudo se acabou. Mas os que pensam em vida após a vida têm esta curiosidade. O que nos sucede, quando morremos?
A Declaração Doutrinária da Convenção Batista Brasileira é clara neste tópico (ela é em todos eles). Diz o item 16, intitulado “A Morte”, na sua quarta afirmação: “Pela fé nos méritos do sacrifício substitutivo de Cristo na cruz, a morte do crente deixa de ser tragédia, pois ela o transporta para um estado de completa e constante felicidade na presença de Deus. A esse estado de felicidade as Escrituras chamam ‘dormir no Senhor’”. Os adventistas do sétimo dia interpretam literalmente a expressão “dormir no Senhor”, com sua doutrina do sono da alma. Mas deixemo-los de lado e sigamos com a DD, que alista aqui as seguintes passagens bíblicas: Romanos 5.6-11 e 14.7-9, 1Coríntios 15.18-20, 2Coríntios 5.14-15, Filipenses 1.21-23, 1Tessalonicenses 4.13-17 e 5.10, 2Timóteo 2.11, 1Pedro 3.18, Apocalipse 14.13. Este é nosso ponto de partida.
1. A MORTE COMO EVENTO UNIVERSAL
A primeira referência a morrer, na Bíblia, vem do próprio Deus. O autor da Vida falou da Morte: “… menos da árvore que dá o conhecimento do bem e do mal. Não coma a fruta dessa árvore; pois, no dia em que você a comer, certamente morrerá” (Gn 2.17). O “certamente” é enfático, como podemos ver numa tradução literal do texto hebraico: “Mas da árvore da entrada do bem e do mal, não comerás, sim, no dia em que dela comeres, morrerás, morrerás”. Mas o homem comeu, e permaneceu vivo. Depois veremos o que Deus queria dizer com “morrerás”, neste texto.
A primeira morte, na Bíblia, parece ter sido de animais: “E o Deus Eterno fez roupas de peles de animais para Adão e a sua mulher se vestirem” (Gn 3.21). Ou Deus tirou as peles dos animais escapelando-os e deixando-os vivos, ou havia um zíper para tirar as peles deles, ou, ainda, eles morreram (ou foram mortos). Simbolicamente, é a primeira declaração bíblica de que o homem não consegue resolver o problema das conseqüências do pecado. Apenas Deus pode. A separação de Deus é vista como nudez. Só Deus pode cobri-la.
A morte é universal. “Aos homens está ordenado morrerem uma só vez” (Hb 9.27). Todas as pessoas que existem morrerão. Esta é a única certeza da vida, a morte. Como disse o filósofo dinamarquês Kierkegaard: “O homem nasce para morrer, e começa a morrer quando nasce”. Com ele concorda Heidegger: “A morte é a maneira de ser que a realidade humana assume desde que passa a existir. Tão logo um homem começa a viver, já é suficientemente velho para morrer” [1]. A sabedoria popular cunhou isto da seguinte maneira: para morrer, basta estar vivo.
A morte aguarda cada pessoa no fim da jornada. Disse Benjamin Franklin: “Há duas coisas inevitáveis na vida: a morte e os impostos”. Índios não pagam impostos, mas morrem. Na realidade, a morte é a única certeza que se tem na vida. Não sabemos que futuro os bebês que nasceram hoje, mundo afora, terão. Mas sabemos que todos eles morrerão. A morte é o mais temido adversário da humanidade. Aguarda cada um de nós no fim de nossa experiência para uma batalha que nunca perde. Enfrentá-la tem sido motivo de muitas cogitações. Epicuro, filósofo grego materialista, disse: “A morte não nos concerne, pois enquanto vivemos, a morte não está aqui. E quando ela chega, nós não estamos mais vivos” [2]. Esta questão foi posta em outras palavras: “Enquanto somos, a morte não é. Quando ela é, nós não somos”. O grande problema para nós é que só sabemos o que ser e não o que é não ser. Em outras palavras, sabemos o que estar vivos, mas não o que é estar mortos. E o desconhecido nos atemoriza.
Summers, de forma poética, descreve a figura da Morte: “Com rosto lúgubre e garras de hárpia, a Morte anda no encalço de sua presa desde o início do registro da história do homem. Este aspecto da experiência humana entrou no mundo com uma nota trágica, em que um homem enraivecido contra seu irmão levantou-se para matá-lo. Desde aquela introdução, a Morte tem mantido os homens no temor do seu poder” [3].
Até agora o cenário parece sombrio. Comecei o raciocínio mostrando o que temos que enfrentar. Agora cito o Novo Testamento: “Deus nos salvou e nos chamou para sermos o seu povo. Não foi por causa do que temos feito, mas porque este era o seu plano e por causa da sua graça. Ele nos deu essa graça por meio de Cristo Jesus, antes da criação do mundo. Mas agora ela foi revelada a nós por meio do glorioso aparecimento de Cristo Jesus, o nosso Salvador. Ele acabou com o poder da morte e, por meio do evangelho, revelou a vida que dura para sempre” (2Tm 1.9-10). Por causa de Jesus temos a imortalidade, a vida eterna. Não somos filósofos ou pensadores sem esperança. Somos cristãos, e temos a bendita esperança trazida por Jesus. Esta esperança se baseia na obra de Jesus: “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida” (Jo 5.24).
Por este motivo, o cristão não teme a morte e reflete tranqüilo sobre ela. Não a varre para baixo do tapete. O verdadeiro cristão pode usar as palavras de uma composição de Bach: “Vem, ó doce morte!”. Porque que a morte não é o ponto final, mas como disse Diétrich Bonhoffer: “A morte é o supremo festival no caminho da libertação”. E como o pastor batista Martin Luther King Jr. pediu que fosse colocado em sua sepultura: “Livre, verdadeiramente livre; graças ao Deus Todo-Poderoso, verdadeiramente livre, afinal!”.
2. OS TRÊS TIPOS DE MORTE
Quando a Bíblia fala de “morte”, usa a palavra com três sentidos: a morte física, a espiritual e a eterna.
(1) Física – Refere-se à separação entre o espírito humano e o corpo, quando cessam as atividades físicas e cerebrais: Eclesiastes 12.7. Todos passam por ela: Hebreus 9.27. Todos nós passaremos por ela. Dentro de cem anos, nenhum de nós estará aqui. Teremos morrido.
(2) Espiritual – É a situação da pessoa sem Cristo: Efésios 2.1. Por isso a pessoa precisa nascer de novo: João 3.3. Sem Cristo o homem está espiritualmente morto. Desde o Éden que o homem ele perdeu a comunhão com a Vida. É por isso que mundo não melhora. Morto não pode dar-se vida a si mesmo. E morto se decompõe.
(3) Eterna – É a situação da pessoa sem Cristo após a morte física: Apocalipse 20.15. Podemos dizer que quem só nasce uma vez (no físico), passa por três tipos de morte e morre eternamente. Quem nasce duas vezes (no sentido de João 3.3) só morre uma vez (Jo 11.25-26) e ressuscita duas (espiritual e corporalmente).
3. E AO MORRERMOS, O QUE SUCEDE CONOSCO?
Voltemos a Hebreus 9.27. Ele nos permite compreender o esquema de nossas vidas: nascimentoè vida na terraè julgamento e vida no além. Todos nascemos, vivemos e todos morreremos. Isto é óbvio. Mas surge a questão: para onde vamos após a morte?
Segundo Eclesiastes 3.20, todos os mortos vão para um mesmo lugar, o pó: “Todos vão para um lugar; todos são pó e todos ao pó tornarão”. “Pó”, aqui, é tomado como destino final, porque afinal, alguns morrem afogados e outros, em incêndios. Todos vão para outro lugar, após a morte. O termo hebraico para o lugar pós-morte é sheol. O termo grego que lhe é correspondente é hades, que significa “o invisível”, de des, “ver”, e o prefixo privativo a. É o termo que designa o mundo dos mortos. Sheol ou hades é o estado dos mortos entre a cessação de sua vida e o juízo final, quando da segunda vinda de Cristo. Chamamos de estado intermediário. Esta expressão nada tem a ver com o purgatório. É “estado” e não “lugar” intermediário. A idéia de purgatório surgiu no século V de nossa era, com Agostinho, foi defendida por Gregório e definitivamente incorporada à teologia católica na 25ª sessão do Concílio de Trento, que aconteceu de 1545 a 1563, em reação à Reforma. O estado intermediário não intermedeia purgatório e céu, mas sim o estado desincorporado (em que existiremos fora do corpo) e o estado glorificado (quando seremos transformados, como diz 1Coríntios 15). Repito: é estado e não lugar intermediário. Todos os mortos estão em estado desincorporado, existindo fora do corpo. No sheol/hades/além há um lugar para os salvos e outro para os perdidos. Céu e inferno estão no além. Não estão aqui. Outra ressalva que deve ser feita é que o lugar onde os mortos estão, sheol/hades/além, é definitivo, não sendo possível passar de um lugar para outro, conforme lemos em Lucas 16.26. Sei que temos aqui uma parábola e que firmar um ponto doutrinário nela não é prudente. Mas dificilmente Jesus contaria uma história que contivesse um ponto equivocado, principalmente quando seu tema central é a suficiência da Palavra de Deus em matéria de orientação para a vida eterna. Neste caso, teria havido imprudência da parte dele, o que não se pode presumir. Mas uma observação de Summers sobre o estado intermediário nos ajudará mais a compreender a questão:
O Novo Testamento ensina que na morte o corpo volta à terra e o espírito entra num estado de existência consciente, na bem-aventurança ou no sofrimento. O Novo Testamento também ensina que o corpo será levantado e transformado, na ocasião da ressurreição, quando Cristo voltar à terra. Se essas duas proposições são ensinadas no Novo Testamento, segue-se que há um estado desincorporado de existência cônscia do espírito entre os dois eventos – a morte e a ressurreição. À luz da teologia é certo haver algum tipo de vida ou de existência nesse interregno [4].
Para entender bem o conceito de morte no Antigo Testamento, precisamos entender o conceito de homem. Ele se compõe de dois elementos: o basar (carne ou corpo, a parte material) e nephesh (alma). Embora alguns queiram ver o ruah (espírito) como um terceiro elemento, estudiosos como Knudson, Davidson, Delitzsch, entre outros, entendem que ruah é usado como sinônimo de nephesh, tendo ambos os termos o significado de princípio vital que resulta na vida psíquica do ser humano. O que sobrevive à morte passa para o sheol. Este é visto como um lugar de esquecimento (Sl 88.12) e de silêncio (Sl 94.17, 115.17), onde há certo grau de autoconsciência e possibilidade de movimento e comunicação (Is 14.19-20). Os seus moradores podiam ter certo conhecimento do futuro (1Sm 28.13-20), embora sejam denominados de “sombras” ou de rephains, termo hebraico que designa sombras da vida terrestre. A idéia é de sobrevivência e não de aniquilamento. Os hebreus não tinham uma concepção bem definida de vida no além, por isso que o Antigo Testamento pouco fala sobre o assunto. Mas embora não houvesse uma teologia elaborada sobre a morte e a vida no além, os hebreus criam que havia algo do lado de lá. Assim diz Thurman Bryant, em artigo sobre “O Corpo Celestial”:
Há várias expressões da idéia de sobrevivência no Velho Testamento. Gênesis 35.18 relata que Raquel morreu no nascimento de Benjamin e saiu dela a alma ou nephesh. Eclesiastes 12.7 diz que ao morrer o corpo volta para a terra, como o era, e o espírito ou ruach volta para Deus. Também, a ocasião da visita da pitonisa de En-Dor a Saul reflete o conceito de sobrevivência após a morte. Outras passagens que afirmam a existência deste conceito são Jó 13.14-15, 19.25-27, Salmos 16, 17, 49 e 73. Há uma tradição hebraica antiga que quando o homem morre, sua alma parte do corpo, mas permanece perto dele durante três dias para partir de uma vez quando começa a decomposição. Dr. Summers acha esta tradição interessante em vista da declaração de Marta a Jesus que Lázaro jazia no túmulo já quatro dias (João 11.39). [5]
Segundo a tradição judaica, três dias era o tempo de viagem do ruah ao sair do corpo até o sheol [6]. No caso de Lázaro, pode significar também que Maria estava dizendo que o seu ruah já estava no sheol, de onde não se regressa. Mas, independente da interpretação que se dê a esta passagem, o certo é que parece haver um desenvolvimento da idéia da vida após a vida terrena no Antigo Testamento, quando ele (o AT) está se encerrando. Quando o hebreu tomou ciência de seu valor como indivíduo e não apenas como participante da nação, começou a refletir também sobre seu destino eterno como indivíduo. Numa segunda etapa, começou a refletir sobre a idéia de retribuição não apenas nesta vida, mas na vida além túmulo. Por fim, a noção de comunhão com Deus aqui na terra se espiritualizou também para o âmbito da vida após a morte. Mas o certo é que a teologia judaica, antes do fim do Antigo Testamento já cria numa vida além e até mesmo numa ressurreição dos mortos para receberem seu castigo ou sua recompensa, como lemos em Daniel 12.2-3. É com o cristianismo, no entanto, graças à obra de Cristo, que a vida no além assumirá um aspecto grandioso. A morte deixou de ser assustadora e foi até zombada por Paulo: “Assim, quando este corpo mortal se vestir com o que é imortal, quando este corpo que morre se vestir com o que não pode morrer, então acontecerá o que as Escrituras Sagradas dizem: ‘A morte está destruída! A vitória é completa! Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu poder de ferir?’”. A morte morrerá: “Então a morte e o mundo dos mortos foram jogados no lago de fogo. Esse lago de fogo é a segunda morte”. (Ap 20.14). Desde a ressurreição de Cristo a morte é paciente terminal.
4. O LUGAR DO SALVO NO SHEOL/HADES/ALÉM
Ao morrer, o crente em Jesus vai para o sheol/hades/além, num lugar que lhe é próprio. É chamado de “seio de Abraão” (Lc 16.22-23), de “paraíso” (Lc 23.43) e “campos Elíseos” (literatura grega). São as moradas das quais Jesus disse que há muitas no céu, como lemos em João 14.2. É um lugar de glória, como lemos em Romanos 8.18. Vive-se com o Senhor para sempre, como lemos em Apocalipse 22.3-5. A palavra de Paulo em Filipenses 1.21-23 revela que a compreensão da vida após a morte é uma vida de qualidade bem superior à presentemente vivida. Deve ficar bem claro que o lugar do salvo, no sheol/hades/além é já de salvação. Na palavra de Paulo em 2Coríntios 5.7-8, morrer é estar ausente do corpo, mas presente com o Senhor. Paulo deixa transparecer que a morte do salvo é o abandono do corpo material e uma entrada imediata na presença do Senhor. Este estado não é de inconsciência ou de sono. Pensemos nas palavras de Summers:
Em Lucas 23.43 Jesus assegurou ao salteador arrependido: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso”. E em Lucas 16.22, a expressão “foi levado… para o seio de Abraão” é claramente um termo descritivo que se refere ao estado de bem-aventurança na presença de Deus. Nenhum gozo maior poderia ser contemplado por um bom hebreu do que ser recebido com um abraço no seio de Abraão, o pai da raça.[7]
A promessa de Jesus ao ladrão, de estar no paraíso, merece mais observação de nossa parte. “Paraíso” é a transliteração do grego paradeisos. No grego clássico designava um jardim ou parque, lugar de beleza e de recreação. Um lugar de delícias. Os tradutores da LXX o usaram para designar o jardim do Éden, em Gênesis 2.8. Flávio Josefo usou o termo para os jardins de Salomão, em Etã, bem como para os jardins suspensos da Babilônia. Associou-se ä figura de um lugar aprazível. O termo aparece no Novo Testamento na história do ladrão na cruz, na experiência de Paulo em ter sido arrebatado (2Co 12.4) e no Apocalipse 2.7, ao se falar da árvore da vida que está no paraíso. Tem a idéia de uma restauração à posição original de antes da queda. Esta impressão é corroborada pela figura de Apocalipse 22.1-2, onde o termo não aparece, mas a árvore da vida, sim. Mais do que lugar geográfico, o termo parece indicar o lugar onde Deus habita.
A este lugar chamamos, costumeiramente, de céu. No judaísmo posterior se desenvolveu a idéia de dividir o céu em sete regiões diferentes, mas havia muita fantasia e nenhum registro bíblico nos ficou ·. O maior escritor judeu contemporâneo, Prêmio Nobel de Literatura, é Isaac Bashevis Singer. Suas obras, mesmo sendo ficção, revelam muito do mundo religioso dos hebreus. Em Shosha, seu romance favorito, há esta observação feita por um de seus personagens: “Posso facilmente visualizar o Todo-Poderoso sentado no Trono da Glória no sétimo céu, Metraton à Sua direita, Sandafon à Sua esquerda…” [8]. Não estou conferindo a uma obra de ficção o caráter de obra teológica, mas reconhecendo que Singer, em seus escritos, expressa a crença popular dos hebreus, na sua religiosidade popular.
Temos um possível resquício desta idéia de sete céus na palavra de Paulo, em Efésios 4.10, ao dizer que Jesus subiu acima de todos os céus, e de uma palavra sua ao dizer que foi arrebatado ao terceiro céu (2Co 12.1-4). Mas pouco aproveita para nosso raciocínio neste contexto.
O estado do salvo no hades/sheol/além é um estado de consciência e fixo (no sentido de que o destino final da pessoa é definido aqui, como lemos em Hebreus 12.7), definitivo (no sentido de que não se alterará) e um estado incompleto. Incompleto porque seremos revestidos do corpo celestial (2Co 5.2-4). Paulo desejava a ressurreição (Fp 3.10-11). O estado desincorporado é incompleto no sentido de que o homem, em sua inteireza, não foi devolvido ao estado original. Falta-lhe o corpo. Que ele receberá de volta, mas agora, glorificado.
Por isso, o cristão não teme nem lastima a morte. Para quem crê em Jesus, ela “simplesmente fornece a entrada para a nova ordem de vida incorruptível que Cristo agora tem, assegurando-a por nós na sua morte e ressurreição literais (1Co 15.49-50)”[9] . É bom lembrar as palavras de Jesus, em João 20.25-26. Elas foram dirigidas a uma enlutada, que perdera um parente. Jesus a consolou dizendo que Lázaro, seu irmão que falecera, viveria para sempre. Nós cremos nisto, que um crente quando parte vai viver com Jesus para sempre?
5. O LUGAR DO PERDIDO NO SHEOL/HADES/ALÉM
Há, também, um lugar de perdição, como lemos em Lucas 16.23-25. Algumas vezes é chamado de “inferno” (tradução de hades, como em Lucas 10.15). Outros nomes que este lugar recebe:
(1) “Abadom” (“destruição”), em Jó 26.6, onde é diferenciado do sheol e em Apocalipse 9.11 é o nome do anjo Apoliom, em grego;
(2) “Abismo” (a morada de demônios, em Lucas 8.31 e Apocalipse 9.11);
(3) “Geena” (inferno de fogo, em Mateus 18.9). Este último vem de Gê-Hinnom, vale de Hinom, onde se ofereciam crianças a Moloque, como lemos em 2Crônicas 28.3 e 33.6. Depois, este lugar se tornou um crematório. Animais mortos e lixo eram ali queimados. Tornou-se um símbolo de julgamento, como lemos em Jeremias 7.31-32. Em 2Pedro 2.4, o “inferno” em que os anjos foram lançados é o “Tártaro”, que no pensamento grego era o lugar mais baixo para os perdidos. Outro nome dado é “castigo eterno” (Mt 25.46). A situação do perdido é esta: ele vive agora sob o domínio do Maligno (2Co 4.4 e 1Jo 5.19). E viverá com ele na eternidade: Mateus 25.41.
O perdido está separado eternamente de Deus. Vemos isto em Lucas 16.23. Há um “grande abismo” separando o perdido do lugar onde Deus se encontra e há uma impossibilidade de se passar de um lado para outro. Este estado do perdido é de consciência, também. Não é um estado de sono ou de aniquilação. O episódio do rico perdido nos ensina isto. O texto de 2Pedro 2.9 permite entender que os injustos, reservados para o dia do juízo, já estão sendo castigados.
6. A RESSURREIÇÃO DO CORPO
A idéia de ressurreição corporal não é uma novidade neotestamentária. No texto citado de Daniel 12.2-3 se vê que o conceito já estava presente, mesmo que não muito elaborado, no judaísmo posterior. O autor de Hebreus declara que Abraão, quando decidiu que deveria oferecer Isaque em sacrifício, esperava por sua ressurreição (Hb 11.19). Pode-se alegar que esta é a exegese do autor de Hebreus e não, necessariamente, o pensamento de Abraão. Em resposta pode-se dizer que o autor é profundo conhecedor do Antigo Testamento e, que se não está autorizado a falar por Abraão, por certo sabia o que dizia.
É o Novo Testamento que ensina claramente a ressurreição do corpo. Pensemos nestas palavras de Erb, comentando o pensamento de Kantonen em The christian hope:
A questão da vida depois da morte tem sido argumentada como uma questão de demonstrar a imortalidade, a capacidade da alma para resistir à morte. O corpo tem recebido pouca importância [...] Mas o credo cristão não diz “creio na imortalidade da alma”. Diz “creio na ressurreição do corpo”. O corpo não é a antítese da alma [...] É difícil conceber um contraste mais completo que o entre Platão e Paulo a respeito deste ponto. O Novo Testamento reconhece o corpo e a alma como dois aspectos diferentes, mas não antitéticos da existência humana [...] A alma não é uma parte separada do homem com substância própria. [10]
Isto é o fundamental: a razão da esperança cristã não é a sobrevivência da alma, mas sim a questão da ressurreição do corpo. O homem não é uma alma aprisionada num corpo, como pensava Platão. O homem é uma unidade, como ensina a Bíblia e como o ensino paulino sobre a ressurreição deixa claro. Na seqüência de seu argumento, Erb começa citando Niles em Preaching the gospel of the ressurrection, e segue depois com suas observações:
O homem não é uma alma imortal em um corpo mortal. O homem é corpo e alma – uma pessoa completa – em uma imortal relação com Deus. A morte quebra, então, uma unidade e uma integridade que devem ser restauradas com a ressurreição do corpo. O cristão não quer desfazer-se do seu corpo como se fosse algo mal. Quer tê-lo redimido e glorificado pelo mesmo poder que produziu o corpo de Cristo após a ressurreição. Como Paulo, quer que o poder da ressurreição, que agora atua por ele por meio do Espírito de Cristo, continue e complete o processo de última e final salvação: corpo e alma, o homem completo à imagem de Cristo [11]
A ressurreição é a devolução do homem ao seu estado antes do pecado. É a vida ideal, antes da entrada do pecado no mundo e, assim, antes da entrada da morte no mundo.
CONCLUSÃO
Voltemos à Declaração Doutrinária da CBB. Eis todo o item XVI, sobre “A morte”.
Todos os homens são marcados pela finitude, de vez, que em conseqüência do pecado, a morte se estende a todos (1). A Palavra de Deus assegura a continuidade da consciência e da identidade pessoais após a morte, bem como a necessidade de todos os homens aceitarem a graça de Deus enquanto estão neste mundo (2). Com a morte está definido o destino eterno de cada homem (3). Pela fé nos méritos do sacrifício substitutivo de Cristo na cruz, a morte do crente deixa de ser tragédia, pois ela o transporta para um estado de completa e constante felicidade na presença de Deus. A esse estado de felicidade as Escrituras chamam “dormir no Senhor” (4). Os incrédulos e impenitentes entram, a partir da morte, num estado de separação definitiva de Deus (5). Na Palavra de Deus encontramos claramente expressa a proibição divina da busca de contato com os mortos, bem como e negação da eficácia de atos religiosos com relação aos que já morreram.
(1) Romanos 5.12, 6.1; 1Coríntios 15.21, 26, Hebreus 9.27; Tiago 4.14
(2) Lucas 16.19-31 e Hebreus 9.27
(3) Lucas 16.19-31; 23.39-46, Hebreus 9.27
(4) Romanos 5.6-11 e 14.7-9; 1Coríntios 15.18-20; 2Coríntios 5.14-15; Filipenses 1.21-23; 1Tessalonicenses 4.13-17, 5.10; 2Timóteo 2.11; 1Pedro 3.18; Apocalipse 14.13
(5) Lucas 16.19-31; João 5.28-29
(6) Êxodo 22.18; Levítico 19.31, 20.6, 27; Deuteronômio 18.10; 1Crônicas 10.13; Isaías 8.19 e 38.18; João 3.18 e 3.36 e Hebreus 3.13.
Estudando-se as passagens mencionadas e refletindo com o coração aberto, podemos render graças a Deus por Jesus Cristo. Por causa de Jesus temos esperança. Como disse um teólogo escocês: “Se vivo agora, Cristo está comigo; se morro, estarei com ele. Que bênção inaudita!”. Isto é o mais importante. Não nos esqueçamos disto.
Referências:
[1] AUBERT, Jean-Marie. E depois…vida ou nada? S. Paulo: Paulus, 1995, p. 11.
[2] GAARDER, Jostein. Vita Brevis. S. Paulo: Cia. das Letras, 1998, p. 143
[3] SUMMERS, Ray. A Vida no Além. Juerp: Rio de Janeiro, 1971, p. 19.
[4] Ib. ibidem, p. 31.
[5] BRYANT, Thurmon. “O Corpo Celestial”. Revista TEOLÓGICA, da Faculdade Teológica Batista de S. Paulo, ano 1, número 1, janeiro de 1966, p. 4.
[6] KELLEY, Page. Mensagens do Antigo Testamento Para Nossos Dias. Rio de Janeiro: JUERP, 1980, p. 90.
[7] SUMMERS, op. cit. p, 32
[8] SINGER, Isaac Bashevis. Shosha. S. Paulo: Francis, 2005, p.158.
[9] SHEDD, Russel: “Diversos sentidos de ‘morte’ nas epístolas de Paulo”. Revista TEOLÓGICA, da Faculdade Teológica Batista de S. Paulo, ano 1, número 1, janeiro de 1966, p. 20.
[10] ERB, Paul. El Alfa y la Omega. Buenos Aires: Editorial La Aurora, 1968, p. 135.
[11] Ib. ibidem, p. 136.

Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho
Pastor da Igreja Batista Central de Macapá – AP
Colunista deste Portal: ADIBERJ
isaltinogomes@hotmail.com

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O divórcio à luz dos ensinamentos de Jesus e do apóstolo Paulo

Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor.



O Divórcio tornou-se uma instituição generalizada em nosso país e cada vez mais praticada entre pessoas que se casam. Há até pessoas que se casam pensando no divórcio, como ouvi certa ocasião de uma jovem que disse: “Vou casar, mas se não der certo, me divorcio.”
Há muitos casamentos que se desfazem na primeira crise e cônjuges acham muito natural a separação, optando por este caminho aparentemente mais fácil, do que pela superação da crise, porque é momentaneamente e visivelmente o caminho mais difícil.
Na sociedade sem Cristo, sem a predominância de pessoas regeneradas por Cristo, isto pode até ser encarado como natural, porquanto não se dá valor algum aos ensinamentos do Senhor Jesus, ou do que Deus estabeleceu para nós, suas criaturas.
No entanto vemos este costume crescendo nas igrejas de Cristo e se tornando tão natural quanto no mundo sem Cristo. Infelizmente está se tornando cada vez mais comum esta prática até mesmo entre pastores que se encantam por outras mulheres, muitas vezes até membros de igrejas, e abandonam suas esposas praticando o divórcio como se fosse uma solução.
Não creio que está prática há de recrudescer, mas creio que pode ser enfraquecida se nos ativermos com sinceridade de coração aos ensinamentos do Senhor Jesus e seus apóstolos a respeito do divórcio.
1. O DIVÓRCIO É PRÁTICA DE PECADO – Mateus 5.31,32; Marcos 10:1-12
Jesus deixou claro que o divórcio não é algo tão simples como pode parecer, nem tão solucionador de problemas como se pretende que seja.
Observe-se o que ele ensina neste texto:
1. O divórcio só é tolerado por causa de pornéia – Pornéia é degradação profunda da prática do sexo. A expressão utilizada por Jesus era utilizada para designar pessoas que se entregavam à prática da prostituição religiosa ou prostituição de um modo geral. Algumas versões a traduzem por “prostituição” e outras por “adultério”, sendo que a segunda tradução não é adequada, pois adultério tem o sentido de algo que é deturpado em sua natureza. Ou seja, a prostituição, a pornéia é um tipo de adultério. Resumindo, Jesus estabeleceu que o divórcio só é tolerado quando um cônjuge se lança na prática deteriorada de atos sexuais.
2. O divórcio conduz ao adultério. A conseqüência do divórcio será sempre o pecado do adultério, porque quando há a separação acontece deterioração do que Deus estabeleceu. Ora, quando há a separação há adultério e quando há nova união há, novamente, adultério, porque há desvirtuamento do que é natural no casamento.
3. O divórcio é manifestação de dureza de coração. Dureza de coração contra o que foi estabelecido por Deus. Jesus deixou claro que o casamento faz com que dois corpos se tornem um só e que o homem não pode separar o que Deus uniu. Qualquer casamento é sempre uma união permanente estabelecida por Deus. Nunca alguém que optou pelo divórcio, que se tornou a parte ativa no ato de se divorciar, poderá dizer que tem o coração totalmente voltado para Deus e para o que Ele estabeleceu. Viverá para sempre com a marca da dureza do seu próprio coração.
Resumindo, então, o que Jesus ensinou, devemos reconhecer que o divórcio é prática de pecado.
2. O DIVÓRCIO É DESACONSELHADO PELO APÓSTOLO PAULO – 1Coríntios 7:10-16
Para que duas pessoas estejam casadas é necessário que as duas tenham este propósito em seus corações. Não adianta uma pessoa querer cem por cento estar casada e a outra não querer. Ninguém vive junto se não houve mútuo desejo. Ainda mais no casamento. O desejo de permanecerem dentro do que Deus estabeleceu confere forças para a superação de todos os problemas que possam surgir na convivência conjugal.
Infelizmente não é assim quando um dos cônjuges não se importa com os princípios estabelecidos por Deus, nem com a vida familiar, nem com o bem-estar um do outro e dos filhos. Não é assim quando uma parte tem o temor de Deus e a outra parte não tem. Ou quando interesses pecaminosos interferem na vida dos dois ou de um dos dois e os dois não procuram superar. O casamento se vai e o termina por dar lugar ao divórcio.
1. Não deve haver separação – v. 10. Separação física, separação no casamento propriamente dito. Separação física por vontade própria não pode haver no casamento porque o corpo de um pertence ao outro. Separações por necessidades insuperáveis existem, mas por vontade própria não devem existir. A separação física ainda dentro da convivência no lar sempre levará à prática de pecado e à separação definitiva porque haverá sempre tentações por causa da incontinência (v.3-6). Não deve existir separação nem mesmo sob a alegação de um ser crente e outro não, porque no casamento a relação física é santificada (v. 12-14).
2. Se houver separação não deve existir novo casamento – v. 11, 15. Quando se crê que não há possibilidade de convivência e um cônjuge deixa o outro, não deve casar-se novamente. Segundo os ensinamentos de Jesus, isto seria adultério. Por isso o divórcio não pode ser encarado com tanta leviandade, como se fosse uma solução fácil que resolvesse problemas de convivência em um casamento. Eu diria que separar seria fácil, mas ficar sem casar novamente seria muito difícil. Ficar sem um relacionamento seria muito difícil. No entanto, o apóstolo Paulo fala como Jesus, demonstrando que só há uma possibilidade de uma separação e uma libertação. É quando um dos cônjuges não crentes (no caso na sociedade de Corinto havia muita prostituição e degradação moral) insiste em abandonar o casamento. Neste caso o cônjuge crente em Cristo fica livre para um recomeço de vida.
3. A reconciliação é o ideal – v. 11. Não há nenhuma vergonha ou erro em um cônjuge, depois de haver uma separação, buscar a reconciliação no seu casamento. Este é o ideal e é o caminho para a permanência dentro dos princípios divinos para a família. Por mais difícil que seja, por mais que se tenha que abrir mãos de alguns fatores pessoais, de algumas preferências, práticas e comportamentos; por mais que se tenha que buscar uma adaptação mútua, a reconciliação é sempre o ideal. Erros, inconformidades, desencontros, incompatibilidades e tantas outras coisas sempre podem existir na convivência conjugal e podem levar a separações momentâneas, mas a reconciliação será sempre a coroa da convivência entre dois seres que convivem no casamento, que precisam se amar, que precisam desfrutar da convivência até o final da vida.
Pr. Dinelcir de Souza Lima
Pastor da Igreja Batista Memorial de Bangu
Colaborador deste Portal ADBERJ
Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.