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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O divórcio à luz dos ensinamentos de Jesus e do apóstolo Paulo

Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor.



O Divórcio tornou-se uma instituição generalizada em nosso país e cada vez mais praticada entre pessoas que se casam. Há até pessoas que se casam pensando no divórcio, como ouvi certa ocasião de uma jovem que disse: “Vou casar, mas se não der certo, me divorcio.”
Há muitos casamentos que se desfazem na primeira crise e cônjuges acham muito natural a separação, optando por este caminho aparentemente mais fácil, do que pela superação da crise, porque é momentaneamente e visivelmente o caminho mais difícil.
Na sociedade sem Cristo, sem a predominância de pessoas regeneradas por Cristo, isto pode até ser encarado como natural, porquanto não se dá valor algum aos ensinamentos do Senhor Jesus, ou do que Deus estabeleceu para nós, suas criaturas.
No entanto vemos este costume crescendo nas igrejas de Cristo e se tornando tão natural quanto no mundo sem Cristo. Infelizmente está se tornando cada vez mais comum esta prática até mesmo entre pastores que se encantam por outras mulheres, muitas vezes até membros de igrejas, e abandonam suas esposas praticando o divórcio como se fosse uma solução.
Não creio que está prática há de recrudescer, mas creio que pode ser enfraquecida se nos ativermos com sinceridade de coração aos ensinamentos do Senhor Jesus e seus apóstolos a respeito do divórcio.
1. O DIVÓRCIO É PRÁTICA DE PECADO – Mateus 5.31,32; Marcos 10:1-12
Jesus deixou claro que o divórcio não é algo tão simples como pode parecer, nem tão solucionador de problemas como se pretende que seja.
Observe-se o que ele ensina neste texto:
1. O divórcio só é tolerado por causa de pornéia – Pornéia é degradação profunda da prática do sexo. A expressão utilizada por Jesus era utilizada para designar pessoas que se entregavam à prática da prostituição religiosa ou prostituição de um modo geral. Algumas versões a traduzem por “prostituição” e outras por “adultério”, sendo que a segunda tradução não é adequada, pois adultério tem o sentido de algo que é deturpado em sua natureza. Ou seja, a prostituição, a pornéia é um tipo de adultério. Resumindo, Jesus estabeleceu que o divórcio só é tolerado quando um cônjuge se lança na prática deteriorada de atos sexuais.
2. O divórcio conduz ao adultério. A conseqüência do divórcio será sempre o pecado do adultério, porque quando há a separação acontece deterioração do que Deus estabeleceu. Ora, quando há a separação há adultério e quando há nova união há, novamente, adultério, porque há desvirtuamento do que é natural no casamento.
3. O divórcio é manifestação de dureza de coração. Dureza de coração contra o que foi estabelecido por Deus. Jesus deixou claro que o casamento faz com que dois corpos se tornem um só e que o homem não pode separar o que Deus uniu. Qualquer casamento é sempre uma união permanente estabelecida por Deus. Nunca alguém que optou pelo divórcio, que se tornou a parte ativa no ato de se divorciar, poderá dizer que tem o coração totalmente voltado para Deus e para o que Ele estabeleceu. Viverá para sempre com a marca da dureza do seu próprio coração.
Resumindo, então, o que Jesus ensinou, devemos reconhecer que o divórcio é prática de pecado.
2. O DIVÓRCIO É DESACONSELHADO PELO APÓSTOLO PAULO – 1Coríntios 7:10-16
Para que duas pessoas estejam casadas é necessário que as duas tenham este propósito em seus corações. Não adianta uma pessoa querer cem por cento estar casada e a outra não querer. Ninguém vive junto se não houve mútuo desejo. Ainda mais no casamento. O desejo de permanecerem dentro do que Deus estabeleceu confere forças para a superação de todos os problemas que possam surgir na convivência conjugal.
Infelizmente não é assim quando um dos cônjuges não se importa com os princípios estabelecidos por Deus, nem com a vida familiar, nem com o bem-estar um do outro e dos filhos. Não é assim quando uma parte tem o temor de Deus e a outra parte não tem. Ou quando interesses pecaminosos interferem na vida dos dois ou de um dos dois e os dois não procuram superar. O casamento se vai e o termina por dar lugar ao divórcio.
1. Não deve haver separação – v. 10. Separação física, separação no casamento propriamente dito. Separação física por vontade própria não pode haver no casamento porque o corpo de um pertence ao outro. Separações por necessidades insuperáveis existem, mas por vontade própria não devem existir. A separação física ainda dentro da convivência no lar sempre levará à prática de pecado e à separação definitiva porque haverá sempre tentações por causa da incontinência (v.3-6). Não deve existir separação nem mesmo sob a alegação de um ser crente e outro não, porque no casamento a relação física é santificada (v. 12-14).
2. Se houver separação não deve existir novo casamento – v. 11, 15. Quando se crê que não há possibilidade de convivência e um cônjuge deixa o outro, não deve casar-se novamente. Segundo os ensinamentos de Jesus, isto seria adultério. Por isso o divórcio não pode ser encarado com tanta leviandade, como se fosse uma solução fácil que resolvesse problemas de convivência em um casamento. Eu diria que separar seria fácil, mas ficar sem casar novamente seria muito difícil. Ficar sem um relacionamento seria muito difícil. No entanto, o apóstolo Paulo fala como Jesus, demonstrando que só há uma possibilidade de uma separação e uma libertação. É quando um dos cônjuges não crentes (no caso na sociedade de Corinto havia muita prostituição e degradação moral) insiste em abandonar o casamento. Neste caso o cônjuge crente em Cristo fica livre para um recomeço de vida.
3. A reconciliação é o ideal – v. 11. Não há nenhuma vergonha ou erro em um cônjuge, depois de haver uma separação, buscar a reconciliação no seu casamento. Este é o ideal e é o caminho para a permanência dentro dos princípios divinos para a família. Por mais difícil que seja, por mais que se tenha que abrir mãos de alguns fatores pessoais, de algumas preferências, práticas e comportamentos; por mais que se tenha que buscar uma adaptação mútua, a reconciliação é sempre o ideal. Erros, inconformidades, desencontros, incompatibilidades e tantas outras coisas sempre podem existir na convivência conjugal e podem levar a separações momentâneas, mas a reconciliação será sempre a coroa da convivência entre dois seres que convivem no casamento, que precisam se amar, que precisam desfrutar da convivência até o final da vida.
Pr. Dinelcir de Souza Lima
Pastor da Igreja Batista Memorial de Bangu
Colaborador deste Portal ADBERJ
Lomadee, uma nova espécie na web. A maior plataforma de afiliados da América Latina.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Parabéns à todos os Pastores!‏

Postado em: "Tempos de Deus", Um ministério de Amor.

Segundo Domingo de Junho é Dia do Pastor!!!



SER PASTOR 

Qual o sentido dessa palavra? Ser pastor! Uma afirmação tão pequena, mas repleta de tanto significado!

Ser pastor é muito mais que ser um pregador. Está além de ser um administrador de igreja. Muito além de professor ou conferencista.. Ser pastor é algo da alma, não apenas do intelecto.

Ser pastor é sentir paixão pelas almas. É desejar a salvação de alguém de forma tão intensa, que nos leve à atitude solidária de repartir as boas-novas com ele. É chorar pelos que se mantém rebeldes. É pensar no marido desta irmã, no filho daquela outra, na esposa do obreiro, nos vizinhos da igreja, nos garotos da rua. Ser pastor é tudo fazer para conseguir ganhar alguns para Cristo.

Ser pastor é festejar a festa da igreja. É alegrar-se com a alegria daquele que conquista um novo emprego, daquele que gradua-se na faculdade, daquele que recebe a escritura da casa própria ou do outro que recebeu alta no hospital.

Ser pastor é ter o brilho de alegria ao ver a felicidade de um casal apaixonado, ao ver o sucesso na vida cristã de um jovem consagrado, é festejar a conversão de um familiar de alguém da igreja por quem há tempos se vinha orando.

Ser pastor é desejar o bem sem cobiçar para si absolutamente nada, a não ser a felicidade de participar dessa hora feliz. Mas ser pastor também é chorar. Chorar pela ingratidão dos homens. Chorar porque muitas vezes aqueles a quem tanto se ajudou são os primeiros a perseguirem-nos, a esfaquearem-nos pelas costas, a criticarem-nos, a levantarem falso testemunho contra a igreja e contra nós. É chorar com os que choram, unindo-nos ao enlutado que perdeu um ente querido, é dar o ombro para o entristecido pela perda de um amor, é ser a companhia do solitário, é ouvir a mesma história uma porção de vezes por parte do carente. Chorar com a família necessitada, com o pai de um drogado, com a mãe da prostituta, com a família do traficante, com o irmão desprezado.

Ser pastor é não ter outro interesse senão o pregar a Cristo.. É não se envolver nos negócios deste mundo, buscando riquezas, fama e posição. É saber dizer não quando o coração disser sim. É não ir à casa dos ricos em detrimento dos pobres. É não dar atenção demasiada para uns, esquecendo-se dos outros. É não ficar do lado dos jovens, em detrimento dos adultos e vice-versa. Ser pastor é não envolver-se em demasia com as pessoas, ao ponto de se perder a linha divisória do amor e do respeito, do carinho e da disciplina. Ser pastor é não aceitar subornos nem tampouco desprezar os não expressivos.

Ser pastor é ser pai. É disciplinar com carinho e amor, conquanto com a firmeza da vara, da correção e, não raras vezes, da exclusão de pessoas queridas. É obedecer a Bíblia, não aos homens. É seguir a Deus, não ao coração. Ser pastor é ser justo. Ser pastor é saber dizer não, quando a emoção manda dizer sim.

Ser pastor é ter a consciência de não ser sempre popular, principalmente quando tiver que tomar decisões pesadas e difíceis, e saber também ser humilde quando a bênção de Deus o enaltecer diante do rebanho e diante do mundo. Os erros são nossos, mas a glória é de Deus.

Ser pastor é levantar-se quando todos estão dormindo e dormir quando todos estão acordados, socorrendo ao necessitado no horário da necessidade.

Ser pastor é não medir esforços pela paz. É pacificar pais e filhos, maridos e esposas, sogros e genros, irmãos e irmãs.

Ser pastor é sofrer o dano, o dolo, a injustiça, confiando nAquele que é o galardoador dos que o buscam.

Ser pastor é dar a camisa quando lhe pedem a blusa, andar duas milhas quando o obrigam a uma, dar a outra face quando esbofeteado.

Ser pastor é estar pronto para a solidão. É manter-se no Santo dos Santos de joelhos prostrados, obtendo a solução para os problemas insolúveis.

Ser pastor é não fazer da esposa um saco de pancadas, onde descontar sua fragilidade e cansaço. Ser pastor é ser sacerdote, mantendo sigilo no coração, mantendo em segredo o que precisa continuar sendo segredo, e repartindo com as pessoas certas aquilo que é "repartível".

Ser pastor é muitas vezes não ser convidado para uma festa, não ser informado de uma notícia ou ser deixado de fora de um evento, e ainda assim manter a postura, a educação, o polimento e a compaixão.

Ser pastor é ser profeta, tornar o seu púlpito um "assim diz o Senhor", uma tocha flamejante, um facho de luz, uma espada de dois gumes, afiada e afogueada, proclamando aos quatro ventos a salvação e a santificação do povo de Deus.

Ser pastor é ser marido e ser pai. É fazer de seu ministério motivo de louvor dentro e fora de casa. É não causar à esposa a sensação de que a igreja é uma amante, uma concorrente, que lhe tira todo o tempo de vida conjugal.

Ser pastor é amar aos seus filhos da mesma forma que ensina aos pais cristãos amarem aos seus. É olhar para os olhos de seus filhos e ver o brilho de seus próprios olhos. É preocupar-se menos com o que os outros vão pensar e mais no que os filhos vão aprender, sentir e receber. É ver cada filho crescer, dando a cada um a atenção e o amor necessários. É orgulhar-se de ser pai, alegrar-se por ser esposo, servir de modelo para o povo. E, quando solteiro, tornar a sua castidade e dignidade modelo dos fiéis, enaltecendo ao Senhor, razão de sua vida.

Ser pastor é pedir perdão. Se os pastores fossem super-homens, Deus daria a tarefa pastoral aos anjos, mas preferiu fazer de pecadores convertidos os líderes de rebanho, pois, sendo humanos, poderiam mostrar aos demais que é possível ser uma bênção. Mas, quando pecarem, saberem pedir perdão. A humildade é uma chave que abre todas as portas, até as portas emperradas dos corações decepcionados. A humildade pode levar o pastor à exoneração, como prova de nobresa e integridade, como pode fazê-lo retomar seus trabalhos com maior pujança e vigor. Há pecados que põem fim a um ministério e ser pastor é saber quando o tempo acabou. Recomeçar é possível, mas nem sempre.

Ser pastor é saber discernir entre ficar ou sair, entre continuar pastor e recolher-se respeitosamente.

Ser pastor é crer quando todos descrêem. Saber esperar com confiança, saber transmitir otimismo e força de vontade. É fazer de seu púlpito um farol gigantesco, sob cuja luz o povo caminha sempre em frente, para cima e em direção a Deus. Ser pastor é ver o lado bom da questão, é vislumbrar uma saída quando todos imaginarem que é o fim do túnel. Ser pastor é contagiar, e não contaminar.

Ser pastor é inovar, é renovar, é oferecer-se como sacrifício em prol da vontade de Deus. Ser pastor é fazer o povo caminhar mais feliz, mais contente, é fazer a comunidade acreditar que o impossível é possível, é fazer o triste ser feliz, o cansado tornar-se revigorado, o desesperado ficar confiante e o perdido salvar-se. As guerras não são ganhas com armas, mas com palavras, e as do pastor são as palavras de Deus, portanto, invencíveis.

Ser pastor é saber envelhecer com dignidade, sem perder a jovialidade. É ser amigo dos jovens e companheiro dos adultos. Ser pastor é saber contar cada dia do ministério como uma pérola na coroa de sua história.

Ser pastor é ser companhia desejada, querida, esperada. É saber calar-se quando o silêncio for a frase mais contundente, e falar quando todos estiverem quietos.

Ser pastor é saber viver.

Ser pastor é saber morrer. E quando morrer, deixar em sua lápide dizeres indeléveis, que expressem na mente de suas ovelhas o que Paulo quis dizer, quando estava para partir: "combati o bom combate, terminei a carreira, guardei a fé". Ser pastor é falar mesmo depois de morto, como o justo Abel e o seu sangue, através de sua história, de seu exemplo, de seus escritos, de suas gravações.

Ser pastor é deixar uma picada na floresta, para que outros venham habitar nas planícies conquistadas para o Reino do Senhor.

Ser pastor é fazer com que os filhos e os filhos dos filhos tenham um legado, talvez não de propriedades, dinheiro ou poder político, mas o legado do grande patriarca da família, daquele que viveu e ensinou o que é ser um pastor.

Eu sou pastor.
Obrigado, Senhor!

Autor: Pr. Wagner Antonio de Araújo
Igreja Batista Boas Novas de Osasco, SP

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